domingo, 18 de março de 2012

Planeta Diário - Egito: os riscos de se viajar para o país das Pirâmides

O Egito sempre foi um país perigoso para os turistas, afinal, atentados a bomba contra turistas são comuns por lá há anos. Agora, com a "Primavera Árabe" e o estado de confusão que se instalou após a queda de Mubarak, as coisas estão piores.
Ontem, uma notícia veio corroborar essa visão. Segundo o noticiado, duas brasileiras foram feitas reféns de beduínos, os nômades do deserto, perto do Mosteiro de Santa Catarina, que fica na Península do Sinai.
Felizmente, tudo acabou bem.
Mas o assunto merece mais comentários.
Difícil a democracia nesses países, incluindo, além do Egito, Síria, Líbia, Tunísia e outros. São países que vivem sob dois tipos de regime em geral: ou uma ditadura de um único líder (a exemplo de Mubarak, no Egito e Kadhafi, na Líbia) ou sob um regime ditatorial com base na religião.
O momento é de indefinição, já que não há perspectivas, a curto prazo, de uma resolução no impasse gerado pelo governo da Junta Militar.
O "Escalada Planetária" continuará acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, já que o Egito é um dos países mais importantes do mundo em matéria turística, com a presença das formidáveis Pirâmides, além dos famosos templos de Luxor.

sábado, 17 de março de 2012

127 HORAS ("127 Hours", 2010)

Para quem gosta de viagens estilo "aventura", aí vai a dica de um filmaço baseado em história real: "127 Horas" ("127 Hours", 2010), dirigido por Danny Boyle e estrelado por James Franco. 

James Franco, aliás, empresta uma densidade fabulosa ao personagem. Assim, teve como recompensa uma indicação ao Oscar de melhor ator no ano do lançamento da película.

O filme conta um fato verídico ocorrido na vida de Aron Ralston, um aventureiro em busca de trilhas em cânios em Utah, Estados Unidos. Mais precisamente no "Blue John Canyon", um lugar extremamente belo, mas também inóspito. Choca a imagem de um aventureiro sozinho em meio àquela imensidão.

Em um de seus devaneios, ele entra em uma fenda, escorrega e vê uma pedra atingir o seu braço direito, deixando-o imóvel pelas tais 127 horas. O que se sucede é uma jornada de suspense bastante eficiente, com várias imagens da vida do personagem principal em "flashbacks", em meio às difíceis tentativas de sair do local.

É uma história de garra e superação, enfim, um filme que merece ser visto.

Uma dica preciosa para os viajantes que adoram viagens cinematográficas!

Cotação: * * * *

MARIA ANTONIETA ("Marie Antoinette", 2006)

Olá!
O filme a ser comentado hoje refere-se período pré-Revolução Francesa, mais especificamente ao tempo em que a rainha franco-austríaca Maria Antonieta viveu na corte francesa  (leia-se "Palácio de Versailles" e "Petit Trianon") - mais ou menos de 1770 até 1789.

Eis o filme "Maria Antonieta" ("Marie Antoinette"), escrito e dirigido por Sofia Coppola, filha do diretor da Trilogia "O Poderoso Chefão", Francis Ford Coppola.

Maria Antonieta foi coroada rainha da França após a morte do Rei Luís XV. Antes, já havia se casado com o que seria o futuro rei Luís XVI, casamento que foi fruto de um acordo das dinastias Habsburgo (da Áustria, já comentada em posts anteriores) e Bourbon (da França).

O filme peca pela pouca densidade dos personagens e dos fatos marcantes da vida da rainha Antonieta. 

Também foca demais nas questões de etiqueta, sendo carregado de passagens cansativas, a ponto da própria personagem principal reclamar das situações ridículas - dezenas de pessoas apenas para acordar a futura rainha foi um exemplo desse tipo de "embroglio".

O filme apresenta-nos um Rei Luís XVI bem tímido, com dificuldades inclusive para se relacionar amorosamente e sexualmente com a bela rainha vivida pela bela Kirsten Dunst (a mesma que foi namorada do Homem-Aranha nos três sucessos da série dos quadrinhos). Aliás, a atuação de Kirsten não refletiu a importância da personagem.

Historicamente falando, a película omite situações importantes - como a explicitação dos contornos da Revolução Francesa e a morte da rainha, por guilhotina, em 1793 - e é bastante simplista em outras tantas - a exemplo do porquê do ódio do povo com relação à rainha, que deveria ter sido melhor explorado. Vale destacar que a trama não deixou de fora algumas situações conhecidas, inclusive no imaginário popular, como a famosa frase "se o povo não tem pão, dê-lhe brioches". 

O mérito do filme reside justamente na beleza de sua fotografia - foi filmado em grande parte no mais lindo palácio do mundo, o de "Versailles" e no "Petit Trianon", uma espécie de casa de campo dada de presente pelo rei à rainha. Assim, a tal beleza fotográfica acaba, por muitas vezes, encobrindo os muitos deslizes de roteiro e a falta de aprofundamento da trama, transformando a sessão em uma diversão daquelas para se ver à tarde.

Tive a impressão também que o filme é "pop" demais, muito descontraído às vezes, com algumas músicas modernas, o que derruba o seu ar histórico e o torna menos "sério".

Enfim, não é um filme memorável, está longe de ser, mas tem certa fidelidade com a história e uma beleza cênica que realmente merecem, no mínimo, atenção.

Cotação: * *

sexta-feira, 16 de março de 2012

Viajando pelas curiosidades - "Cimitero Monumentale Dei Patri Cappucini"

"Nós eramos o que você é. Nós somos o que você será".

As viagens pelas curiosidades continuam pelo lugar mais arrepiante que já conheci nas andanças pelo mundo: o "Cemitério Monumental dos Irmãos Capuchinhos" (ou Cripta dos Capuchinos), localizado na Igreja Santa Maria della Concezione, na Via Veneto romana.

Fora do eixo turístico, já que os viajantes preferem monumentos mais conhecidos, como o Coliseu, o Fórum Romano, dentre outros, o "Cemitério" é uma dica interessante que não costuma estar destacada nos guias ou dicas de viagens em sites especializados.

Eu mesmo descobri o local por acaso, quando estive na capital eterna em 2010. Aliás, fui visitar a Igreja existente no local, quando deparei-me com a possibilidade de se fazer essa visita.

O lugar é simplesmente aterrorizante. Não é possível fotografar lá dentro, mas mesmo que fosse, não seria recomendável. Mas não deixei de comprar o cartão postal do local.

Ali, retrata-se com requintes de crueldade a realidade da morte. Nessa cripta, os frades capuchinhos da igreja ornamentaram as capelas existentes no subterrâneo com ossos e crânios dos seus colegas mortos. Lá estão milhares de esqueletos (estima-se em mais de 4.000) e ossos que formam, muitas vezes, imagens cristãs, a exemplo de crucifixos.

O ambiente é bastante escuro, logo remetendo a cenas de terror.

Ao final do "passeio", eis que surge a frase que colocamos no início do post, triunfante: "nós éramos o que você é. Nós somos o que você será".

Enfim, para quem não tem restrições ao macabro, e gosta de apimentar a vida com um pouco de terror,  é  curioso conhecer o local.

P.S: Tenho uma imagem de uma das salas do cemitério para quem se interessar conhecer ou ter uma idéia. Se for do interesse de muitos, posso publicar.  


quinta-feira, 15 de março de 2012

EMPIRE STATE BUILDING - O EDIFÍCIO MAIS FAMOSO DO MUNDO

Finalmente resolvi escrever algumas palavras sobre o monumento que me motivou a iniciar viagens internacionais, ainda no ano de 1999.

Eis o "Empire State Bulding" (ESB), o edifício do "Estado Império".

Importante deixar registrado que, nos EUA, os estados tem apelidos, e o apelido de Nova Iorque (o Estado) é "Empire State", assim como o de Nova Jérsei é "Garden State" (o "Estado Jardim"), e assim por diante. Daí a inspiração para o nome do magnifício edifício. 

A áurea mítica desse fabuloso exemplo de Art Déco (caracterizada pela simplicidade de estilo em comparação com a "art noveau", mais rebuscada) impulsionou-me a viajar para Nova Iorque. Desde muito jovem, ouvia histórias acerca desse edifício, como, por exemplo, o exagerado número de mortes de operários quando de sua construção (1931), a fama de ter sido o mais alto  do mundo até 1972, quando o título lhe foi tomado pela Torre Norte do World Trade Center (que hoje não existe mais, derrubado por atentado terrorista), a rapidez de sua construção (menos de cinco meses), dentre outras.

A construção do Empire State Bulding, de julho a novembro. CC BY-SA 3.0 Foto: Daniel Ahmad, wikimediacommons.org

O gigante nova-iorquino conta com 381 metros de altura (443 m com a torre) e 102 andares. Existem dois observatórios, nos andares de número 86 e 102. No entanto, só o do 86º andar é utilizado.

Construído no auge da recessão americana, derivada da "Crise de 1929", por muitos anos o prédio foi chamado de "Empty State Building" (vazio), em vez de "Empire", tendo em vista sua pouca ocupação. 

Mister destacar que o fabuloso monumento faz parte do imaginário popular, com presença constante no cinema, em filmes como King Kong (1933), película em que o gorilão, acuado, se pendura no último andar e briga contra aviões e Independence Day (2000), no qual o "ESB" é destruído por alienígenas.

Também impende frisar que todas as noites há um colorido especial no alto do Empire State que vale a pena ver. Algumas iluminações são homenagens, como, por exemplo, a verde, celebrando o St. Patrick´s Day (dias  16-18 de março).

Curiosidade: lá se realiza, todos os anos desde 1978, uma inusitada disputa, a "ESB Run Up", uma corrida subindo toda a escadaria do Empire State . Haja fôlego!

Vale a pena comprar antecipadamente o ingresso pela internet (http://www.esbnyc.com/), já que o edifício é um dos monumentos mais visitados de Nova Iorque. Faça chuva ou faça sol, todos os dias do ano, o observatório está aberto, a um preço de 22 dólares por cada adulto (fonte: site oficial).

Alguns itens são proibidos no ESB: artigos de vidro, esportivos (skates, patins, por exemplo), câmeras profissionais e tripés, bipés e monopés, entre outros. Conferir em: http://www.esbnyc.com/pt/faq.

O Empire State Building está aberto todos os 365 (ou 366) dias do ano, das oito da manhã às duas horas da madrugada (o último elevador sobe às uma e quinze da madrugada). 

quarta-feira, 14 de março de 2012

PALÁCIO DE VERSAILLES, O MAGNIFÍCO CENTRO DA REALEZA FRANCESA!

Deslumbrante. Fascinante. Imponente. O Château de Versailles, ou, em bom vernáculo, o Palácio de Versailles, perto de Paris, é, sem dúvida, um dos monumentos mais lindos e impactantes do mundo. As imagens falam mais que mil palavras.


Vista dos Jardins de Versailles.
O Palácio foi construído pelo famoso “Rei Sol” Luís XIV ainda no século XVII para ser o mais opulento e magnífico do mundo.  Objetivava também com a construção um incremento de poder, na medida em que  poderia controlar, como de fato fez, seus subordinados e a nobreza francesa, que viviam dentro do palácio, submetidos a uma exagerada etiqueta.

A etiqueta, aliás, era curiosa. Era terminantemente proibido para homens e mulheres cruzarem as pernas. Para falar com o rei, não era possível bater na porta – o certo era arranhar suavemente, até que fosse permitida a entrada.

Versailles representou (e ainda representa, historicamente falando), de fato, todo o poder da monarquia francesa, com seus belos jardins, esculturas e grandiosidade.

Sem dúvida, o ponto alto da visita ao Palácio reside nos seus impressionantes jardins e na famosa “Galeria dos Espelhos” (em francês, “Galerie des Glaces”), sala simplesmente espetacular.

"Galeria dos Espelhos". Chateâu de Versailles, França.
Além da “Galeria”, destacam-se vários espaços, nos quais os 700 quartos existentes se transformaram: “Grand Appartement du roi”, “Grand Appartement de la reine”, “lê petit appartment du roi”, dentre outros.

Anexo ao complexo de Versailles,  destaca-se ainda o “Petit Trianon”, onde viveu a famosa Maria Antonienta, última rainha, que foi decapitada durante a Revolução Francesa.

Versalles teve importância como centro do poder até 1789, ano da Revolução Francesa.

Hoje, é um dos monumentos e museus mais visitados da França e, por que não, do mundo.

Uma dica: reserve uma manhã e boa parte da tarde para a visita, que tende a ser demorada devido às dimensões do palácio. A cidade que dá nome ao Palácio é também bonita.

terça-feira, 13 de março de 2012

ARCO DO TRIUNFO, O SÍMBOLO DO ORGULHO NACIONAL FRANCÊS!

O “Arco do Triunfo” é, indiscutivelmente, um dos monumentos mais reconhecidos mundialmente de Paris. Conforme já dissemos antes, forma, junto com a Catedral de Notre Dame, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre o “quarteto fantástico” da Cidade Luz.

O Arco, imponente na Praça Charles De Gaulle.
Construído pelo famoso imperador Napoleão Bonaparte (Napoleão I), o Arco foi desenhado em estilo neoclássico e inspirado nos arcos do império romano , notadamente os deTito e Constantino.


"A Marselhesa", de François Rude.

Localizado no final da Avenida Champs-Elysées, mais precisamente na Praça Charles De Gaulle, é símbolo do orgulho nacional francês. Nele estão representadas vitórias militares do grande imperador retromencionado, merecendo destaque os alto-relevos “Triunfo de 1810”, “Resistência”, “Paz” e o mais famoso de todos, “A Marselhesa” (ou “Partida dos Voluntários de 1792”), obra aclamada do escultor francês François Rude. A “Marselhesa” é, realmente, uma peça fantástica.

Uma curiosidade sobre o Arco: com seus 50 metros de altura, é o segundo arco mais alto do mundo, perdendo apenas para um concebido pelo regime comunista norte-coreano nos anos 80.

Dentro do Arco existe ainda a “Túmulo do Soldado Desconhecido”, que exala um fogo eterno, sendo certo que ali repousam as cinzas de um soldado morto na Primeira Guerra Mundial. Mas o túmulo é, na verdade, uma homenagem a todos os soldados sem identificação mortos em guerras mundiais.

É do Arco do Triunfo que se iniciam todas as paradas militares anuais do “Dia da Bastilha” – 14 de julho.

Assim como em Notre Dame e Torre Eiffel, é possível subir ao topo do Arco para admirar a romântica atmosfera parisiense.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A CATEDRAL DE NOTRE-DAME - 850 ANOS DE UM MARCO PARISIENSE

Situada na “Ilé de la Cite” em Paris (uma ilha rodeada pelas águas do Rio Sena), a Catedral de Notre-Dame, cuja construção foi iniciada no século XII (há exatos 850 anos), mais precisamente em 1163, é um dos mais conhecidos cartões-postais da capital francesa e um soberbo exemplo de arquitetura gótica. Para se ter uma ideia das dimensões e do apuro estético da catederal, vale ressaltar que sua construção demorou mais de 180 anos, entre os anos de 1163 e 1345. Foi restaurada duas vezes, em 1801 e 1844. 

O reconhecimento da grandiosidade da Catedral em nível mundial, no entanto, é derivado, notadamente, do clássico de Victor Hugo (1802-1885) “O Corcunda de Notre- Dame” (1831). Poucos sabem, mas a verdade é que Victor Hugo escreveu o romance do Corcunda para gerar reconhecimento ao templo e evitar a sua demolição.  A campanha de Hugo foi um sucesso, tendo a famosa catedral gótica sido restaurada ainda no ano de 1844.

A fabulosa igreja católica romana gótica, famosa por seus gárgulas no topo e por sua exuberante fachada principal (a “ocidental”), foi e continua sendo palco de grandes acontecimentos. Só para citar o mais famoso: a coroação de Napoleão Bonaparte como Imperador, no ano de 1804. Também ali ocorreu o processo de reabilitação (1456, por Calixto III) e beatificação (1909, por São Pio X) de Joana D´Arc (1412-1431), heroína francesa  da Guerra dos Cem Anos (1337-1453), queimada viva. Também foi palco de protestos durante a Revolução Francesa (1789) e testemunhou a celebração de muitos funerais de Chefes de Estado. Curiosamente, até Adolph Hitler tinha respeito pela catedral:, sendo interessante lembrar que, quando da invasão da França, Hitler exclamou ao seu exército: "Destruam tudo, mas poupem Paris e Notre-Dame". 

A dificuldade na visitação faz jus à sua fama mundial. Para entrar na imensa catedral gótica enfrenta-se uma fila gigantesca. O barulho dentro do templo por vezes incomoda, sendo que muitos missionários insistentemente pedem silêncio aos visitantes que, seguramente, estão mais interessados em conhecer o interior que propriamente orar e agradecer a Deus pela vida. São 13 milhões de turistas por ano (duas vezes o que recebe o Brasil inteiro), mais de 30 mil por dia. Uma multidão.

Existe ainda a possibilidade de se subir ao topo da igreja, para se ter uma impressionante vista da Cidade Luz e de seu rio Sena. O site oficial da igreja recomenda que a pessoa esteja em boa forma, já que não há elevador e são 387 degraus até o topo.

Notre-Dame é monumento mundial reconhecido pela UNESCO.

O site oficial da Catedral é : www.cathedraledeparis.com.

P.S: Em 15/04/2019, a Catedral de Notre-Dame foi consumida pelo fogo, sendo que uma das torres da igreja desabou. As duas torres principais e a frente permaneceram intactas, assim como as obras de inestimável valor do interior da igreja. 

domingo, 11 de março de 2012

A TORRE EIFFEL - ÍCONE DE PARIS

Continuando a descrição pormenorizada de Paris, a "Cidade Luz", vamos falar um pouco da Torre Eiffel, um dos quatro monumentos mais conhecidos da cidade - os outros são o Museu do Louvre, o Arco do Triunfo e a Catedral de Notre Dame.

Todo o esplendor da Torre Eiffel vista do Champ de Mars
O monumento, talvez o marco mais famoso de Paris no mundo, foi construído com a intenção de ser uma estrutura temporária, em homenagem ao centenário da Revolução Francesa, ocorrida no ano de 1889. O projeto de Gustave Eiffel foi o vencedor dentre muitos concorrentes.

Com 324 metros de altura (já foi a estrutura mais alta do mundo, só superada em 1930 pela construção do Chrysler Building em Nova Iorque), a Torre, localizada próxima ao Champ De Mars, tem três níveis para observação da mítica cidade européia. O primeiro nível está a 54 metros do chão; o segundo, a 115 metros; e o último, a 324 metros. Para o último nível, necessário se faz o uso do elevador.  Se o turista escolher visitar por escada a Torre, saiba que são 704 degraus para o percurso completo, até o segundo nível.

Pessoalmente, achei o segundo nível mais interessante para observação. É aquela história - quanto mais alta a estrutura, menos detalhes da cidade são perceptíveis. O segundo nível é o melhor ponto da Torre, sem dúvida.

Na torre, é possível encontrar lojas que vendem souvenirs, além de restaurantes e bares.

Imprescindível chegar cedo, tendo em vista a enorme fila que se forma.

A torre é aberta sete dias por semana, a partir das 9:30 da manhã. De junho a agosto, a partir das 9 horas. Os elevadores também tem horários: 23 horas para o primeiro e o segundo nível; 22 horas e 30 minutos para o terceiro nível. De junho a agosto, talvez pelo maior fluxo de turistas, alarga-se o horário. Para maiores informações, consultar www.eiffel-tower.com/pt.

quinta-feira, 8 de março de 2012

HAGIA SOPHIA, MONUMENTO MÁXIMO DA ERA BIZANTINA


Hagia Sophia, ou Santa Sofia, é, indiscutivelmente, um dos monumentos mais emblemáticos do mundo.

Construída pela primeira vez pelo Imperador Constantino, ainda no século IV depois de Cristo, foi consumida duas vezes pelo fogo, sendo reconstruída pela terceira e última vez pelo famoso imperador Justiniano.

A Hagia Sophia é símbolo tanto do Império Bizantino (ou Romano do Oriente, que durou até 1453) quanto do Império Otomano (que perdurou do século XIII até 1923, data da independência turca). Os dois impérios tinha em comum a capital, Constantinopla.

Antes construída para ser uma igreja, transformou-se, em 1453, numa mesquita até que, nos dias de hoje, foi transformada em um museu.

Santa Sofia é , sem dúvida, o auge, o momento máximo da arquitetura bizantina. A sua enorme cúpula  foi construída com o único objetivo de ser a estrutura mais alta do mundo. Já foi um dia - século VI depois de Cristo.

Destacam-se ainda os maravilhosos mosaicos, representativos da vida da Virgem Maria, Jesus Cristo, imperadores, imperatrizes e santos.

É, fora de dúvida, um dos passeios obrigatórios para quem vai a Istambul, a histórica cidade que já foi Constantinopla e Bizâncio.

Viajando pelas curiosidades - Ilha da Queimada Grande

Vamos iniciar uma nova série bastante interessante sobre as curiosidades de inúmeros lugares exóticos existentes nesse mundão em que vivemos.

Comecemos pelo Brasil.

O Brasil, com tantos lugares conhecidos e badalados, tem, segundo o jornal inglês The Telegraph (edição de março de 2012), talvez a ilha mais perigosa do mundo: Queimada Grande, conhecida também como "Ilha das Cobras".

A ilha está localizada pertinho do litoral paulista - são 35 kms. Nela vivem cinco serpentes-ilhoas (ou jararaca-ilhoa) por metro quadrado. Para quem não sabe, trata-se de uma das serpentes mais venenosas do mundo.

Assim, fica impossível a visitação da ilha, sendo permitida apenas a entrada, com toda a cautela possível, é claro, de cientistas, notadamente do Instituto Butantã. Ainda bem que a ilha não possui praias, evitando-se assim a curiosidade de incautos em uma terra dominada por perigosas peçonhentas.

terça-feira, 6 de março de 2012

BRATISLAVA E SEU BELO CENTRO HISTÓRICO

Bratislava, na Eslováquia,  tem um centro histórico encantador. É necessário pelo menos duas noites para absorver toda a atmosfera do local, uma mistura de magia com beleza cênica.



Eslováquia no Google Maps


Bratislava é a capital e a cidade mais importante da Eslováquia. Explicitando mais, a Eslováquia era a metade mais fraca economicamente da "Tchecoslováquia" comunista. A outra metade, pelo menos na autoconfiança mais rica, é hoje a República Checa, cuja capital é Praga. Hoje, curiosamente, a Eslováquia já foi admitida na zona do Euro, enquanto a República Checa ainda não (adota-se ainda a coroa checa).

Bratislava, além de ser a capital da república eslovaca, é a cidade mais populosa do país, com quase quinhentos mil habitantes. Próxima à República Húngara, Bratislava já foi capital também dos magiares. Aliás, a história eslovaca é rica em problemas territoriais, sendo a atual conformação estabelecida recentemente. Ainda há um grande número de magiares em território eslovaco.

Dentre os principais monumentos, destacam-se o "Castelo de Bratislava", o "Teatro Nacional Eslovaco", a "Orquestra Filarmônica Eslovaca", além da Catedral de St. Martin.

O centro histórico, onde todos os monumentos supracitados estão localizados, é também de um bom-humor contagiante- nele temos diversas estátuas engraçadas e diferentes, como a de um soldado saindo do bueiro e de um garçom dando boas-vindas com uma cartola.

Uma das interessantes esculturas de Bratislava, no chão.
É interessante também observar o movimento das pessoas nos barezinhos estilos parisienses que são encontrados no centro.

O belo centro histórico de Bratislava.

A capital eslovaca pode ser incluída em um "tour" pelo Leste Europeu, e certamente merece uma visita apropriada, de duas noites (conforme acima recomendado), para curtir um clima contagiante bem diferente do usual.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A PRAIA (The Beach, 2000)

Difícil falar de um filme que foi tão exacrado pela crítica, a começar pela atuação de seu ator principal, Leonardo Di Caprio. O deficiente roteiro e as cenas por vezes inverossímeis contribuem para a avaliação negativa dos críticos.

Mas não poderia deixar de fazer menção a esse filme em um blog voltado para viajantes, já que a película nos apresenta um dos lugares mais idílicos do mundo, responsável pela exuberante fotografia: a praia intocada e envolta por paredões rochosos denominada "Phuket", localizada na Tailândia.

Outra praia utilizada nas filmagens foi a "Ko Phi Phi Leh", no mesmo país. Curiosamente, a região das duas praias foi assolada pelos poderosos tsunamis de 2004, que vitimaram centenas de milhares de pessoas no Sudeste Asiático.

No filme propriamente dito, o astro Di Caprio, em uma atuação confusa e pouco convincente, é Richard, turista profissional e aventureiro. A partir de um mapa entregue por um vizinho de quarto de hotel barato em Bangkok, ele se interessa pela busca de uma praia paradisíaca, que poucos podem alcançar. Chama para a empreitada dois amigos, um deles, Françoise, uma linda garota pela qual é apaixonado.

Sem meio de transporte, chegam por nado até ao tal paraíso e, depois de alguns perigos, proporcionados por fazendeiros que dominam grande porção da ilha (a  outra é dominada pelos habitantes da praia), descobrem “a praia” e a comunidade estilo “hyppie” que lá se encontra – uma sociedade utópica, enfim, que vive se alimentando de peixes. E aí se iniciam os conflitos que envolvem mortes, traições e ameaças dos fazendeiros, que não queriam a presença de novos moradores na "praia".
File:Kho Pippi-Maya Beach.jpg
Ko Phi Phi Leh, em Pukhet, Tailândia. Cenário das filmagens de "The Beach".

A crítica  em relação ao filme é justamente a falta de pegada da película. Por exemplo, cria-se uma situação de suspense, isolada, e depois de muito tempo surge outra. Nesse intervalo, por vezes situações às vezes sem nexo despontam. Também as supostas traições deixam a desejar, não havendo densidade psicológica. A outra crítica reside justamente na perda de uma oportunidade imensa de se fazer um grande filme, já que a idéia – a possibilidade de se buscar uma utopia, um lugar perfeito – “a praia” – não foi bem tratada pelos roteiristas.

Entretanto, mesmo com todos os problemas acima relatados, o filme, embora seja um desperdício de boas idéias, agrada no estilo “Sessão da Tarde”, apenas com uma ou outra cena mais "picante". E para quem gosta de viajar – mesmo que seja no sentir, no pensamento mesmo, é inspirador conhecer tão linda paisagem, talvez uma das paisagens naturais mais lindas do mundo.

Cinema tem que ser isso – uma viagem em uma sessão, e nesse ponto reside um dos méritos do filme.

Cotação: **1/2

sábado, 3 de março de 2012

FERNANDO DE NORONHA - O CARIBE É AQUI

Brasil. Meu Brasil brasileiro. Também faz parte da "Escalada Planetária", por que não?

E para representar o gigante sul-americano, ainda adormecido turisticamente falando, nada melhor que um de seus maiores paraísos: Fernando de Noronha.

Fernando de Noronha é, sem dúvida, um dos lugares mais bonitos do Brasil. Suas praias são sempre eleitas como as mais espetaculares do nosso país. Estar na ilha é como estar no céu! Ar puro, lindas paisagens, vida simples.

E para conhecer a rica fauna marinha de Noronha não precisa muito esforço, bastando usar óculos e um snorkel para curtir cada um dos peixes multicoloridos presentes em suas águas.

Noronha, a ilha descoberta por Américo Vespúcio em 1503,  era território federal antes da Constituição de 1988. Hoje, faz parte do estado de Pernambuco.

Antes, serviu de prisão e era pouco visitada. Foi presídio comum ainda no século XVIII e presídio político na era Vargas (1937-1942). Militares viviam por ali até o aflorar da Constituição de 1988.

Hoje, recebe regularmente alguns vôos, em que pese a limitação existente para a população da ilha - para a preservação do local, os turistas que lá dormem são contados!

As praias mais lindas são "Baía do Sancho", "Baía dos Porcos" e "Leão" . Particularmente, ainda gosto muito das praias "Cacimba do Padre", "Conceição", "Boldró" e do "Meio". Em todas elas, é possível mergulhar no espelho d´água com snorkel para curtir arraias e diversas espécies de peixes. É impossível mergulhar na "Baía dos Porcos" sem ver um sem-número de arraias ou mesmo esbarrar em uma delas. A "Baía dos Porcos", aliás, é quase um santuário ecológico, com uma pequena extensão de areia e próximo aos famosos cartões-postais denominados "Morro dos Dois Irmãos". 

Cacimba do Padre, praia próxima ao Morro Dois Irmãos

Vista do Morro Dois Irmãos
Por seu turno, a "Baía do Sancho" é atingível via passeios de barco ou então após uma escadaria de mais de 200 degraus, sendo os primeiros em meio a paredões rochosos. Mas o esforço é recompensador - a praia é constantemente eleita a mais bela do Brasil, não sem razão.

A Praia do Atalaia também é uma piscina natural formidável, atingível via trilha (que fiz, mas considerei muito cansativa) ou por carro, aguardando uma longa fila. Essa trilha foi o momento "mico" da viagem: não conseguia manter o equilíbrio em meio a "pedras roliças" que existiam no caminho - escorregavam como sabão... Não é para qualquer um - é desaconselhável para pessoas idosas ou com alguma limitação física. Mas é importante frisar: a trilha é um excelente meio para se evitar as filas de carro para a brevíssima visitação da praia. E interessante para os que gostam de fortes emoções...


Trilha do Atalaia - as pedras roliças!


Visão proporcionada pelo  passeio da Trilha do Atalaia

Além da cansativa "Trilha Atalaia", a ilha oferece outros trilhas, a saber, a "Leão", a "Golfinho" ("Mirante dos Golfinhos") e a "Histórica" (ou "Caminhada Histórica").

A "Caminhada Histórica" é, aliás, um passeio muito interessante. Inclui-se no passeio locais bastante recomendáveis para visitação, todos na Vila dos Remédios, a exemplo do Forte de Nossa Senhora dos Remédios, do Palácio São Miguel, da Igreja Nossa Senhora dos Remédios e do casario antigo.

O "Mirante dos Golfinhos" é outro passeio bastante apreciado pelos turistas em Noronha. Do alto de um paredão de 60 metros, o turista deve contar com a sorte de ver, lá embaixo, golfinhos roteadores, típicos da região, fazendo seu belo espetáculo matinal. Mas, repita-se, não se deve criar expectativas de sucesso na empreitada de ver os famosos bichinhos simpáticos.

No quesito mergulhos, existe o "planasub" (mergulho mais raso, por uma prancha presa ao barco) e o "batismo", um mergulho profundo para iniciantes.

O city tour da ilha, para quem gosta deste tipo de passeio, é o chamado "Ilhatur". Dura o dia todo, perpassando várias praias, incluindo Baía dos Porcos e Baía de Sancho. Inclui ainda almoço. É interessante para quem fica pouco tempo na ilha (os turistas que chegam de navio adoram!), já que quem fica mais de três dias (inteiros, diga-se) pode conhecer tranquilamente todos os pontos interessantes de Noronha com calma, sem precisar utilizar-se dos serviços disponibilizados pelas agências que fazem o  "ilhatur". Aliás, há duas opções bacanas para o turista "com tempo de sobra em Noronha": alugar um bugue ou mesmo andar de táxi, que tem preços tabelados a partir da Vila dos Remédios para todas as praias. Para a escolha, vale a pena fazer as contas: o preço da gasolina, no único posto da ilha, é altissimo, dada a importação realizada a partir do continente.

O setor hoteleiro da ilha conta com pousadas de luxo, a exemplo da "Zé Maria" e "Maravilha", mas a maioria são domiciliares (familiares, chefiadas por moradores da própria ilha). A nota engraçada é que as hospedagens são avaliadas em golfinhos - as mais requintadas levam três golfinhos; as piores, um apenas.

Imperdíveis são as palestras sobre os diversos temas da natureza no Ibama. Conceituados cientistas explicam tudo sobre a ilha, tubarões, dentre outros temas bastante interessantes.

A capital da ilha é a "Vila dos Remédios", com alguns prédios e pontos históricos bastante interessantes, já citados anteriormente, quando do comentário referente à "Caminhada Histórica".

Além da Vila, existem ainda os "bairros" Floresta Velha, Floresta Nova e Vila do Trinta, todas próximas à Vila dos Remédios.

Balada em Noronha tem nome: "Bar do Cachorro", o forró ao ar livre acima da Praia do Cachorro. Entrada gratuita, só paga o que bebe. Todo mundo que está na ilha dá uma passadinha lá. Tem outra baladinha em frente ao Bar do Cachorro, perto da igreja principal da Vila dos Remédios, que enche nos finais de semana. Outro bar bastante famoso fica na praia da Conceição: o "Duda Rei", com sua banheirinha característica - ali observa-se uma "vibe" meio riponga.

Vale destacar: não espere uma Noronha com a mesma vibração de alguns destinos nordestinos, como Trancoso, Jeri e a Rua Mucugê em Arraial d´Ajuda, todas com vilas charmosas e agitadas pela moçada. Em Noronha, o forte não é a vida noturna, mas sim a exploração das belezas marinhas.

Imprescindível experimentar o "tubalhau", o bolinho de Tubarão. É um tira-gosto bem interessante e exótico. O local para experimentar a delícia fica perto do Porto de Santo Antônio e do "Buraco da Raquel", que nada mais é do que uma pedra furada...

A ilha conta com ótima gastronomia. Tem o festival do Zé Maria, na pousada do mesmo nome, que atrai muitos turistas às quartas e sábados.Tem que fazer reserva bem antecipada e o preço ultrapassa as centenas de reais.

Fernando de Noronha guarda outra curiosidade: a menor BR do Brasil. A BR-363, que começa perto do Porto de Santo Antônio e termina na Baía do Sueste, tem apenas 7.9 km.

Para chegar até a ilha, temos voos partindo do Recife e Natal. Navios também param na ilha por um dia, o que está trazendo muita discussão, no que tange à preservação da natureza insular.

O grande problema de Noronha é a hospedagem: ou o turista paga caríssimo (pousadas top) ou se hospeda com pouco conforto (pousadas domiciliares). 

Esse é um panorama da ilha mais encantadora do Brasil: Fernando de Noronha. Vale a pena visitar!

SUN CITY - ONDE A LENDA ORIGINOU A DIVERSÃO

Lendas são sempre divertidas e intrigrantes.

Dizem que no coração da África do Sul, séculos e séculos atrás, existiu uma tribo nômade que se aventurou a partir do norte do país em busca de uma terra abençoada, que apareceu para o seu rei em uma visão. Assim, fixaram residência em um vale e prosperaram por muitas gerações, construindo uma cidade magnifíca em tributo ao rei. Um dia, no entanto, o paraíso foi reduzido a ruínas, consumido por um violento tremor de terra.

Tal civilização  deu origem a um apelido até hoje cultuado no local - "The Lost City", ou, em bom português, "A Cidade Perdida".

Pois então. Em 1979, em uma espécie de restauração da lenda da "cidade perdida", um bilionário resolveu montar no mesmo local, cercado por matas apinhadas de babuínos, os macaquinhos sapecas, um imenso complexo turístico com muitas diversões, a exemplo de casssinos, piscinas com ondas ("The Valley Waves"), piscinas deslumbrantes, campo de golfe, anfiteatro, casa de espetáculos com mais de 6.000 lugares,etc. Enfim, uma Las Vegas (claro, em menor escala) em pleno coração africano.

O complexo turístico conta com 4 hotéis: o conhecido "The Palace of The Lost City", tido como seis estrelas, dado o alto padrão; o "The Cascades", cinco estrelas; o "The Sun City Hotel", quatro estrelas; e o mais simples, "The Cabanas".

O "The Palace" , o principal hotel e de maior área construída, é um passeio à parte. É um magnífico hotel.

Toda a decoração lembra elementos africanos, incluindo uma estátua em tamanho natural do elefante que foi símbolo do Kruger Park por 80 anos - o "Shawu". Trata-se de uma belíssima peça, esculpida por Danie de Jager.


Shawu, de Dani De Jager. The Palace of The Lost City
Além da estátua de Shawu, vale destacar, na entrada principal do "The Palace",  a outra obra de impacto do escultor Danie de Jager, mostrando um grupo de impalas escapando (ou tentando escapar) do ataque de dois guepardos (ou cheetahs).

Também é possível ter uma visão completa de "Sun City" do alto do "The Palace" em suas várias torres.


Vista do complexo "The Palace" a partir de uma das torres.
Muito interessante a visita. Mas só é possível para quem estiver hospedado no hotel. Fora do "The Palace", destaca-se o "Entertainment Center", complexo que abriga restaurantes, bares e cassino e a "Ponte do Tempo" (Bridge of Time), onde há uma quantidade significativa de esculturas de elefantes e uma simulação de tremor de terra, lembrando assim a lenda do local.

Interessante que de Sun City é possível marcar passeios pela manhã e a noite no "Pilanesberg Game Reserve", onde existem os famosos "big five" - leão, búfalo, leopardo, rinoceronte e elefante. Além destes, encontramos dezenas de girafas, zebras e hipopótamos. Para marcar o passeio, basta ir ao "Enterteinment Center".

Sun City fica a duas horas de Johannesburgo.

Para o deslocamento no complexo, notadamente ao Centro de Entretenimento, há diversos tipos de transporte gratuito a partir dos hotéis, notadamente o "The Palace", o mais distante . Dos outros hotéis, a caminhada é fácil.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"O" - O SHOW DAS ÁGUAS DO CIRQUE DU SOLEIL

Fascinio. Delírio. Admiração. Está ainda em cartaz em Las Vegas, mais precisamente no magnífico Hotel Bellagio, o show mais lindo que já vi na vida: o "O", do Cirque Du Soleil.

O Cirque Du Soleil é uma companhia canadense, fundada em 1984, que mistura elementos do circo com entretenimento de rua. Hoje, só em Las Vegas, o Cirque tem 8 espetáculos, sendo o mais concorrido justamente o "O". Também há espetáculos itinerantes em outros países e continentes, como é o caso do Brasil.

O nome "O" advém do francês "eau", que significa água.

E nada mais apropriado para o nome do show, já que todo o espetáculo é produzido única e exclusivamente  tendo como componente a água. É impressionante ver aquele tanque imenso de água - 5.700 m3, no palco e as maravilhosas acrobacias que os artistas do cirque proporcionam.

O show é dividido em 11 atos, mas os que mais chamaram a atenção foram, justamente, o espetáculo visual proporcionado pelo dualismo fogo/água, o mergulho profundo dos diversos acrobatas (inacreditável a altura dos saltos) e a perfomance no teto, com mergulhos altamente arriscados também.

Tudo isso com uma trilha sonora soberba e roupas magnificamente desenhadas. A parte engraçada fica por conta de um palhaço que pinta e borda nos atos "terrestres" e aquáticos.

Enfim, trata-se de um dos shows de alta perfomance mais intensos e maravilhosos do mundo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

FRICK COLLECTION DE NEW YORK

Era uma vez um domingo de maio em Nova Iorque. Tempo bom, céu bonito e vontade de visitar o Central Park, para respirar um pouco de ar puro em meio à turbulência da metrópole. Pego o guia para uma visualização dos arredores e encontro nele um museu, numa antiga casa de um milionário da "Big Apple", cuja visita seria gratuita naquele dia. Era o "Frick Collection", alcançável após uma breve caminhada pelo sempre verde parque central de Manhattan.

O "Frick Collection" é um museu de obras de arte antigas bastante imponente.

Marsyas, figura mitológica grega, por Antonio Pollaiuolo. 

O nome "Frick" advém do milionário industrial Henry Clay Frick, que ali construiu uma magnifíca mansão em 1914. Henry Frick era o "magnata do aço", um dos símbolos da prosperidade americana do início do século XX.

A casa é simplesmente deslumbrante e vale, por si só, a visita. Ocorre que não só da beleza da imensa mansão vive a "Frick Collection": temos ali obras de vanguarda da arte européia, como Rembrandt, El Greco, Renoir, Velazquez, Goya, dentre outros.

Existe ainda uma biblioteca de arte.

Enfim, trata-se de um passeio bastante interessante, podendo ser combinado com uma visitação ao Central Park nova-iorquino.

É importante mencionar que a casa fecha às segunda-feiras. Aos domingos, você paga quanto quiser das 11 da manhã à 1 da tarde. Nos outros dias, o valor é 18 doláres para adultos, 15 para idosos acima de 65 anos e 10 para estudantes. Crianças abaixo de 10 anos não podem entrar.

O endereço eletrônico é http://www.frick.org/.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SANTIAGO, CHILE

Surpresa. Admiração. Encantamento. São os sentimentos que me vieram à tona quando visitei Santiago do Chile.

Vista de Santiago a partir do Cerro San Cristobal, com o Costanera Center.

Talvez Santiago seja a cidade mais surpreendente que eu tenha visto na minha vida. Afinal de contas, não se poderia esperar tamanha organização em um país localizado em um continente dominado historicamente por ditaduras, concentração de renda, populismo e caudilhismo.

É isso. O Chile é, hoje, na América do Sul, o país mais pronto para a subida ao time dos países desenvolvidos.

Santiago é uma cidade extremamente organizada. Tem um sistema de metrô bem interessante (que funciona desde 1975) e mais limpo que o da maioria dos países desenvolvidos (usemos de comparação os metrôs de Nova Iorque, Paris. Londres e Roma, todos com aparência pior que o da capital chilena). São pequenas as distâncias percorridas pelo metrô (principalmente em comparação com sistemas de trens urbanos de Nova Iorque e Londres), mas abrange quase que totalmente os principais pontos turísticos de Santiago (e está em contínua expansão).

Metrô de Santiago. in: www.metrosantiago.cl
No cenário gastronômico, destaca-se o bairro de Bellavista.

É lá que Pablo Neruda (1904-1973) tem uma de suas principais casas - a "La Chascona", homenagem à sua amante Matilde, que tinha os seus "cabelos bagunçados" (chascona). Não consegui visitá-la, já que a visita é reservada apenas para grupos - o que eu acho um absurdo e foi um ponto negativo da viagem (o único). Nessa casa, Neruda reunia os artigos que ele comprava em viagens - sim, o famoso poeta chileno também era um viajante inveterado. O mar era uma referência, inclusive na sua coleção, para o famoso poeta.

Voltando à gastronomia, foi na capital chilena que comi um dos pratos que mais gostei na vida: o "côngrio almendrado" do restaurante "Como Água para Chocolate". O peixe, existente somente nas águas chilenas, é indescritível, ainda mais com a massa amendoada que o circundava. Inesquecível. Outra boa opção é o interessante "Azul Profundo", restaurante localizado na mesma rua do "Como Água para Chocolate". 

Além da gastronomia, vale a pena conhecer os "cerros", que são os pontos mais altos da cidade: "Cerro Santa Lúcia" (localizado na Alameda, a avenida Bernardo O´Higgins) e o principal, "Cerro San Cristóbal",  para se ter uma vista completa da cidade e da Cordilheira dos Andes, que circunda a capital.

Funicular que sobe o Cerro San Cristobal, em Santiago.

Apesar de ser uma metrópole extremamente agradável na Primavera, no inverno a cidade se transforma, devido a um gravíssimo problema: a poluição, que causa graves transtornos respiratórios na população.

Vale dizer que, de Santiago, é possível visitar duas cidades que são verdadeiras pérolas chilenas: Valparaíso e Vinã Del Mar. Enquanto Valparaíso se destaca pela sua história e suas casas antigas no morro (atingíveis por elevadores em muitos pontos), Viña Del Mar representa a modernidade em forma de balneário junto às águas do Pacífico.

Além desse passeio, mister destacar a famosa vinícola "Concha Y Toro", produtora de um dos melhores vinhos do mundo. Vale a pena conhecer o "Casillero Del Diablo".

LOUVRE, O MAIS FAMOSO DOS MUSEUS

10 de Agosto de 1793. Nesta data nascia o mais visitado museu do mundo: o Louvre, localizado no coração de Paris (entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli). 8,5 milhões de pessoas de diferentes partes do mundo visitam anualmente o local.

O Louvre é visita obrigatória para quem está em Paris. Forma junto com a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e a Catedral de Notre Dame o "quarteto fantástico" da capital francesa. Não que não haja lugares mais interessantes (e efetivamente há), mas sair de Paris sem visitar os quatro monumentos é o mesmo que ir a Roma e não visitar o Coliseu (ver o Papa é bem mais difícil do que supõe nossa vã filosofia, mas isso não é assunto para esse post!).

As coleções desse museu de arte, avindas inicialmente de heranças da realeza (Luís XIV e Luís XVI, por exemplo) impressionam.

Curiosamente, Napoleão Bonaparte, antes mesmo de sua coroação em 1803, em um ato de narcisismo, deu o seu nome ao museu. O grande líder francês trouxe muitas coleções e obras de suas campanhas vitoriosas, muito embora os países derrotados as reivindicassem em anos posteriores.

Hoje, o imenso complexo alberga arte islâmica, antiguidades orientais e egípcias, esculturas e pinturas francesas, alemãs, italianas, holandesas, espanholas e inglesas.

Mas a principal fonte de adoração dos turistas, notadamente os japoneses (olha eles aqui de novo), é mesmo a "Monalisa", de Leonardo da Vinci.

Monalisa de Da Vinci.
Confesso que achava que a Gioconda fosse maior. É um quadro muito pequeno. Para tirar uma foto, é preciso se acotovelar com a imensa legião de kamikazes japoneses que ali abundam. E preparar o zoom - já ir com ele preparado, diga-se,  uma vez que pode pintar um japonês à sua frente, ou mesmo um japonês treinado em artes marciais, impedindo a correta focalização.

Outra obra bastante interessante é o Código de Hamurabi. Quem é da área jurídica sabe: é um dos códigos mais antigos do mundo (junto com o "Código de Manu"). Olho por olho, dente por dente. Seus muitos artigos estão registrados em uma pedra na cor preta e grande.


Código de Hamurabi.
Por fim, vale destacar ainda a famosa Vênus de Milo,  escultura provavelmente feita por Alexandre de Antioquia, representativa da deusa grega do amor Afrodite, chamada em Roma de Vênus.

Enfim, trata-se de um passeio que consome um dia inteiro em Paris. Merece destaque o fato de que é possível, dentro do museu, alimentar-se adequadamente, o que facilita o descanso entre as visitas exaustivas a tão grande complexo de arte.

Para mais informações, o site do Louvre é o http://www.louvre.fr/.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

BERLINER MAUER - O PARADOXAL MURO DA VERGONHA!

Parte do Muro de Berlim atual, grafitado . Escalada Planetária.
Tido pela maioria dos historiadores como o símbolo máximo da "Guerra Fria", o Muro de Berlim ("Berliner Mauer", em alemão) ainda hoje causa comoção quando se visita a capital alemã.

O monumento é considerado o "Muro da Vergonha", justamente pelo fato de ter separado famílias dentro de um mesmo país - a Alemanha. De um lado, a Alemanha Ocidental, capitalista, alinhada aos Estados Unidos. De outro, a Alemanha Oriental, comunista, parceira da União Soviética.

O divisor berlinense foi construído pela República Democrática Alemã (RDA, a porção comunista), tendo como marco inicial 13 de agosto de 1961. Desta data até 9 de novembro de 1989 (data da queda, 28 longos anos depois), o mundo viu, perplexo, uma inacreditável divisão de uma cidade, com duas concepções de mundo completamente diferentes - capitalismo democrático e socialismo ditatorial.

É fácil ainda se observar os restos do muro ainda hoje em Berlim. Em alguns locais da cidade, ainda permanece intacto, com  maravilhosos desenhos grafitados. Quando não há o muro, existe uma trilha de paralelepípedos, que dá uma idéia de por onde passava o divisor.

O curioso é que os alemães ocidentais de Berlim, a partir da construção do muro, estavam isolados da Alemanha Ocidental. Apenas quatro rodovias ligavam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental. Havia ainda transporte ferroviário como alternativa. Uma situação no mínimo inusitada.

Várias tentativas de fuga foram registradas, sendo 80 o número estimado de mortes dos desertores.

A derrubada do divisor leste/oeste, em 1989, foi a pá de cal nos regimes socialistas do leste europeu, já bastante abalados pelas políticas de abertura de Gorbatchev, na Rússia (Glasnost e Perestroika) e de Lech Walesa, na Polônia. A queda pode ser interpretada como um desdobramento da falência desses regimes da antiga "Cortina de Ferro".

Enfim, o Muro de Berlim ainda é um paradoxo - precisa ser esquecido, mas sempre é lembrado.