sábado, 1 de setembro de 2018

SEGURANÇA NOS PAÍSES - PARA ONDE NÃO SE DEVE VIAJAR.

O Departamento de Estado Americano tem um site rico de informações sobre os países. É nele que encontramos as recomendações para se viajar ou não para determinado país. O endereço é https://travel.state.gov/content/travel/en/traveladvisories/traveladvisories.html/.

A classificação se dá em  4 níveis: o nível 1 indica que o turista deve ter as precauções normais; o 2 indica que o turista deve ter uma maior cautela; o 3 pede que o turista reconsidere viajar para o local; e o 4 mostra que não se deve viajar para aquele país. 

Vejamos os países com maior risco, ou seja, classificados como 4 pelo site do governo americano:

AFEGANISTÃO: Crimes, terrorismo, conflitos armados fazem parte do dia a dia do país que tem como capital Cabul. Todas as áreas do país estão sujeitas a terrorismo, ataques suicidas e outros tipos de distúrbios.

COREIA DO NORTE: O regime do Kim está na lista pelo risco de cidadãos americanos serem presos arbitrariamente.  Assim como a China, a alerta é para cidadãos americanos, tão somente. É possível cidadãos estrangeiros visitarem o país, mas é claro que sob um regime mais duro de vigilância e com restrições - andar só com guia e o turista estrangeiro não  pode ter contato com cidadãos norte-coreanos.

IEMEN: É um país muito perigoso, em todos os sentidos. O conflito armado destruiu toda a infraestrutura e o país sofre também com a cólera. Terrorismo e crimes têm alta incidência.

IRÃ: O Irã está na lista somente pelo fato de prender arbitrariamente cidadãos americanos. 

IRAQUE: Terrorismo e conflito armado. 

LÍBIA: Crimes, terrorismo e conflito armado são os riscos aos turistas.

MALI: O país africano apresenta alto índice de crimes (sequestros e roubos) e terrorismo (ataques em qualquer lugar, incluindo shoppings, boates, etc). 

REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA: Desordem civil e crimes marcam esse país africano. 

SÍRIA: O país está em conflito armado e tem altos índices de violência. 

SOMÁLIA: Crimes, terrorismo e pirataria assolam um dos países mais violentos do mundo. Piratas somalianos atacam na região próxima ao Chifre da África.

SUDÃO DO SUL: O país sofre com crimes e conflito armado. Não há segurança alguma, nem mesmo para jornalistas.

Como nível 3, ou seja, "vá por sua conta e risco", temos os seguintes países :

BURKINA FASO: Terrorismo, principalmente na fronteira norte do Sahel, região próxima do Mali e do Níger.

BURUNDI: Crimes e conflito armado.

CHADE: Crimes violentos, terrorismo e campos minados.

EL SALVADOR: Crimes violentos.

GUINÉ-BISSAU: Crimes violentos são comuns no país, sendo que estrangeiros são alvejados mesmo no aeroporto ou no mercado de Bandim, no centro da capital. Há agitações civis também.

HAITI: Crimes e agitações civis são comuns.

HONDURAS: Crimes. O Departamento de Graças a Dios é o mais perigoso.

LÍBANO: Crimes, terrorismo e conflitos armados. As regiões mais problemáticas são as fronteiras com Síria e Israel e os acampamentos de refugiados.  Terroristas podem atacar locais públicos, como shoppings, por exemplo.

MAURITÂNIA: Crimes e terrorismo. 

NICARÁGUA: A desordem civil é notória. Crimes e disponibilidade para a assistência médica também são problemas. 

NIGER: Crime e terrorismo.

NIGÉRIA: Crime, terrorismo e pirataria no Golfo de Guiné.

PAQUISTÃO: Terrorismo. 

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO: Crimes e agitações civis. A parte oriental do país e as trÊs províncias de Kasai estão em conflito armado. 

RÚSSIA: Terrorismo (Caucaso Norte, Chechênia e Monte Elbrus)  e assédio por parte de autoridades da Crimeia.

SUDÃO: Terrorismo e agitação civil. Atenção especial para a região de Darfur, Estados do Nilo Azul e Kordofan.  

TURQUIA: Terrorismo e detenções arbitrárias.

VENEZUELA: Crimes e agitações civis. 

No nível 2 é possível viajar, mas requer maior cuidado. O Brasil está nesse nível. Outros países de interesse:

ANTÁRTICA: Condições climáticas, com circunstâncias muitas vezes imprevisíveis. O site americano faz várias recomendações, entre elas viajar com guia profissional ou por meio de organizações; fazer seguro saúde bastante abrangente; prestar atenção em alertas no twitter e facebook.

ARGÉLIA: O terrorismo é o principal problema, nas áreas desérticas do Saara e também áreas de fronteiras sul e oriental do país.

BAHAMAS (The Bahamas): Crimes violentos ocorrem no país, principalmente em Sand Trap(Nassau).  Operadores de jet-ski são conhecidos por cometerem estupros contra turistas, inclusive menores de idade.

BANGLADESH: Crimes e terrorismo. 

BELIZE: Crimes.

BÓSNIA-HERZEGÓVINA: Terrorismo e minas terrestres. 

BRASIL: Crimes, concentrados nas fronteiras, nas proximidades de favelas das grandes cidades (Rio de Janeiro, São Paulo principalmente), cidades satélites de Brasília (Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá), praia do Pina no Recife (entre as ruas Dona Benvinda de Farias e Brasília Teimosa).

CAMARÕES: Não viajar para as regiões norte, noroeste e sudoeste, além de partes do leste e Adamawa devido a crimes, terrorismo e agitações civis.

COLÔMBIA: Crime e terrorismo. Aconselha-se a não viajar para os departamentos de  Arauca, Cauca (exceto Popayan), Chocó (exceto Nuquí), Nariño, and Norte de Santander (exceto Cucuta) devido a crimes e terrorismo.

COMORES (Ilhas Comores): Agitações civis no ano de 2018.

COSTA DO MARFIM (Coté d´Ivoire): Crimes violentos e terrorismo. 

EGITO: Não se deve viajar para a Península do Sinai (exceto Sharm El-Sheik por avião), devido a atividades terroristas; deserto ocidental, devido a terrorismo; e áreas de fronteiras do Egito, por serem zonas militares.

ERITREIA: O país não oferece garantias e assistência aos turistas. Além do mais, a fronteira com a Etiópia representa risco de conflito armado. Há ainda minas terrestres espalhadas pelo país.

ETIÓPIA: O país tem várias regiões perigosas. Os EUA não aconselham a viajar para o Estado de Somália Regional pelo risco de terrorismo, minas terrestres e agitações civis. Recomenda reconsiderar a viagem para três regiões: a região de Hargage Leste do estado de Oromia por causa de agitações civis; a Região da Depressão de Danakil  em Afar devido a crimes; e as regiões de fronteira com Quênia, Sudão, Sudão do Sul e Eritreia devido ao risco de conflitos armados e agitações civis.

FILIPINAS: O país que, junto com a Indonésia, mas sofre com problemas naturais, tem também muitos problemas culturais. Crimes, terrorismo, agitações civis e um surto de sarampo estão entre eles.  O DE/EUA recomenda não viajar para o Arquipélago de Sulu e para a cidade de Marawi em Mindanao devido a terrorismo e agitações civis. Pede para reconsiderar a viagem para outras áreas de Mindanao devido a crimes, terrorismo e agitações civis.

GUATEMALA: Crimes. O Departamento de Estado dos EUA não recomenda ir (fala para o turista reconsiderar a viagem) para os departamentos de  Guatemala, Escuintla, Chiquimula, Quetzaltenango, Izabal e Peten.

GUIANA: Crimes, como roubos armados e assassinatos.

GUINÉ: Agitações civis. 

ÍNDIA: Crimes e terrorismo. Jammur e a Cashemira são dois estados perigosos, devido a terrorismo e agitações civis. A fronteira Índia-Paquistão também é perigosa, com risco de conflito armado.

INDONÉSIA: O país que mais sofre com problemas naturais (vulcões, terremotos, tsunamis) tem também risco de terrorismo elevado. Além disso, o Departamento de Estado não recomenda viajar para duas de suas províncias, a saber, Sulawesi Central e Papua, por conta das agitações civis.

KOSOVO:  O país corre risco de terrorismo. Além disso, não viajar para Mitrovica Norte, Leposavic, Zubin Potok e Zvecan devido a agitações civis.

MADAGASCAR: A ilha tem manifestações políticas agitadas. Além disso, crimes são uma constante. Evitar as seguintes localidades: Antananarivo, Nosy Be, Toamasina (Tamatave), e Mahajunga; nkarana e Montagne d’Ambre National Parks nas adjacências de Diego; Área geral nos arredores deTolagnaro (Ft. Dauphin), sul do National Route (RN) 7 and RN 27 (excluindo as áreas turísticas na estrada da costa entre Ambovombe and Farafangana); Batterie Beach, norte de Toliara (Tuléar).

MALDIVAS: Há risco de terrorismo inclusive em lugares turísticos. Há preferência dos terroristas pelos locais mais distantes, em que a resposta governamental demora. Em Malé, no início de 2018, foram reprimidas manifestações anti-governo.

MÉXICO: Crimes, como sequestros, homicídios e roubos. Evitar os estados de Colima, Guerrero, Michoacán, Sinaloa e Tamaulipas.

NEPAL: O Nepal corre risco de terremotos e também de agitações políticas.

PAPUA NOVA GUINÉ: Crimes, agitações civis e surto de poliomielite. Não viajar para a província de Highlands Sul e Hela por causa das agitações civis. Reconsiderar a viagem para áreas proximas da mina de Panguna em Bougainville devido a agitações civis; e a região de Highlands devido âs consequências de um recente terremoto.

QUÊNIA: Não viajar para a fronteira Quênia-Somália e algumas áreas costeiras por causa do terrorismo. Reconsiderar a viagem para Eastleigh (arredores de Nairobi) a qualquer hora do dia e para a Cidade Velha em Mombasa à noite, ambas devido a risco alto de crimes.

REPÚBLICA DO CONGO: Não confundir com a República Democrática do Congo (antigo Zaire).  Crimes e agitações civis. Na região de Pool, distritos do sul e ocidentais, há ainda conflitos armados.

REPÚBLICA DOMINICANA: O país sofre com crimes violentos. Há muitas armas disponíveis, tráfico de drogas e um sistema judiciário criminal fraco. 

TADJIQUISTÃO: Terrorismo. Episódio recente na província de Danghara (dois cidadãos americanos foram mortos em 29/07/2018).

TANZÂNIA: Risco de atentados em relação à pessoas LBGT. Há ainda crimes e terrorismo.

TOGO: Crimes e agitações civis.

TRINIDAD E TOBAGO: Crimes em  Laventille, Beetham, Sea Lots, Cocorite e o e interior do Queen's Park Savannah em Port of Spain.

TUNÍSIA: Terrorismo.  Não viajar: fronteira com a Líbia, devido a terrorismo; montanhas no lado oeste do país, incluindo o Parque Nacional de Chaambi, devido a terrorismo; a parte do deserto ao sul de Remada por ser zona militar; Sul de Jendouba em Ain Drahem e oeste de RN15, El Kef e Kasserine, próximos a fronteira com a Argélia, devido a terrorismo; e Sidi Bou Zid (Tunísia Central), devido a terrorismo.

TURKS E CAICOS: A paradisíaca ilha tem seus crimes, como roubos armados, tiroteios e invasões de propriedades.

UCRÂNIA: Crimes e agitações civis. Não se deve viajar para a Crimeia.

UGANDA:Crimes são comuns nas grandes cidades, como a capital Kampala e Entebbe. A polícia não tem aparato suficiente para conter.

PAÍSES COM RISCO DE TERRORISMO: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Reino Unido (principalmente Inglaterra e Irlanda do Norte), 

Todos os demais países estão no nível 1 de alerta, ou seja, bastar ter as precauções normais de segurança para se visitar tranquilamente o país.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

LUGARES ESPETACULARES - LÉPTIS MAGNA, LÍBIA

A Líbia, país localizado no norte da África (na região conhecida como Magrebe), já foi dominada por romanos, otomanos e italianos. Da dominação romana o país herdou um dos sítios arqueológicos mais formidáveis do mundo - "Léptis Magna", ruínas hoje localizadas em Khoms, distante 130 quilômetros da capital Trípoli (aproximadamente duas horas de viagem). Leptis Magna, vale dizer, é também conhecida como Léptis Altera, Lebida ou Lebda.

O Arco de Sétimo Severo em Leptis Magna. Foto: Daviegunn.
Curiosamente, apesar da história atrelada aos romanos, Leptis Magna foi fundada por colonos fenícios mil anos antes de Cristo. Mas isso não desmerece os romanos, civilização que efetivamente colonizou e embelezou o local.  O embelezamento, diga-se, deve-se a Sétimo Severo (146-211), imperador romano entre 193 e 211, que nasceu no local - foi o primeiro imperador oriundo de província, sem ascendentes de Roma. 

O declínio da cidade aconteceu devido a uma série de saques, sendo o mais significativo o promovido pelos bérberes (povos com origem no norte da África) em 523, ataque do qual a cidade nunca mais se recuperou. 

É um dos sítios arqueológicos romanos mais bem preservados do mundo. E um dos mais bonitos. Temos o Arco de Sétimo Severo, Teatro, Anfiteatro, o Fórum, o Mercado. Relíquias arqueológicas que demonstram como era esplendorosa essa cidade norte-africana. Ruínas que foram declaradas patrimônio mundial cultural pela UNESCO em 1982.

Mas uma última informação é relevante:

Não dá para visitar a Líbia no momento. O Departamento de Estado Americano, em 08/08/2018, recomendou aos cidadãos americanos não viajar para a Líbia devido a crimes, terrorismo, sequestros e guerra civil. 

Portanto, Léptis Magna só pode ser conhecida e visitada mesmo em blogs como o nosso ou em sites na internet, infelizmente. 


O Teatro de Leptis Magna.
O Mercado. Foto: Franzfoto. Wikimedia Commons. CC BY SA 3.0


O Anfiteatro. Foto: Capuozzo Pietro. CC BY SA 3.0

O Fórum de Leptis Magna. Foto: Sashacoachman. CC BY SA 3.0

terça-feira, 26 de junho de 2018

OS ENCANTOS DE VARSÓVIA!

Varsóvia, a capital polonesa, pode soar para muitos uma cidade sem atrativos turísticos, ainda mais se considerarmos que a Europa possui joias como Paris, Londres, Veneza, Roma, Florença, Bruges, Antuérpia, Barcelona, Porto, Lisboa, Budapeste, Praga, Viena, Estocolmo, Amsterdam, entre outras.  Mas Varsóvia, por vezes uma cidade com ar austero e muito impessoal, guarda uma história incrível e uma beleza notável de seu centro histórico, bombardeado na Segunda Grande Guerra e depois reconstruído, hoje considerado Patrimônio Mundial Cultural pela UNESCO. 

A Cidade Velha de Varsóvia é Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO desde 1980.

Varsóvia é uma cidade grande, com população chegando a quase dois milhões de habitantes. É, também, uma capital jovem para os padrões europeus - fundada entre os séculos 13 e 14, é nova em relação às cidades milenares do "Velho Continente".

Basicamente, podemos considerar Varsóvia dividida em quatro distritos turísticos: o "Centro Histórico" (ou "Cidade Velha"), a Cidade Nova, a Rota Real e o Centro .

O centro histórico ou "Cidade Velha" (Stare Miasto) é realmente belo. Cresceu ao redor do castelo dos princípes da Mazóvia (região onde fica Varsóvia) e conserva os ares medievais de quando foi fundado. Os locais de grande interesse na Cidade Velha são a Praça Central, a Catedral de São João e o Castelo Real, os dois últimos destruídos pelas forças alemãs em 1944 e reconstruídos entre 1971 e 1984.  No Centro Histórico há muitos cafés, bons restaurantes e lojas de antiguidades.

O Castelo Real é um símbolo de Varsóvia.
A Praça Central guarda uma curiosidade de Varsóvia - a sereia, símbolo da capital polonesa. Derivada de lenda daquele país, a sereia chamava-se Sawa e, em determinado momento de sua existência, foi motivo de cobiça por parte de um comerciante, que resolveu capturá-la, sendo, posteriormente, salva por um pescador de nome Wars. Como agradecimento, a sereia prometeu ajuda eterna ao seu salvador - daí o escudo e a espada que indicam a proteção a toda a cidade. Estava formada a lenda e o nome da cidade - Wars +Sawa, ou WarsSawa, que virou "Varsóvia". A sereia tem presença forte no imaginário popular daquela porção da Polônia - é considerada uma protetora - além de estar também representada no brasão de armas daquela municipalidade.

A sereia domina a praça com seu escudo e espada.


A Cidade Nova, por sua vez, concentra algumas igrejas interessantes - St. Jacek, St. Kazimierz, Espírito Santo, Visitação da Virgem Maria.

Destaca-se dois lugares em especial: o Monumento ao Levante de Varsóvia de 1944 e a Casa de Marie Curie, hoje museu dedicado a esta notável cientista.

O Levante de Varsóvia foi um movimento de luta contra a opressão proporcionada pelos nazistas, que confinaram muitas pessoas no chamado Gueto de Varsóvia. Vale dizer, os nazistas, durante a Segunda Grande Guerra, criaram um gueto judeu em Varsóvia em 16 de novembro de 1940.  A área foi  cuidadosamente cercada com arame farpado até ser substituída por muros. Mais de 450.000 pessoas "viviam" nesse área degradada, em condições subumanas: judeus de Varsóvia, judeus de outras áreas da Polônia e ciganos. Em março de 1942 os nazistas começaram a liquidar o gueto, deportando 300.000 pessoas para o campo de concentração de Treblinka. O Levante começou em 19 de abril de 1943 e durou um mês, sendo organizado pela Organização de Luta Judaica (Jewish Fighting Organization). A revolta, no entanto, foi esmagada pelos nazistas, sendo tudo destruído - a demolição da sinagoga foi um símbolo do massacre. Curiosidade: o homem que comandou a matança dos resistentes do Gueto e a deportação dos que sobreviveram ao Levante, Jurgen Stroop (1895-1952) foi preso pelos aliados (e, posteriormente, executado), ficando na mesma prisão que um resistente do Gueto, Kazimierz Moczarski, que aproveitou a oportunidade para escrever um livro, chamado "Conversas com um Carrasco". 

Homenagem ao Levante.

Personalidade de destaque, Marie Curie (1867-1934) é uma das mais famosas filhas de Varsóvia. Nascida Maria Sklodowska, com 24 anos deixou Varsóvia com destino a Paris. Em uma década na capital francesa, notabilizou-se por ter descoberto a radioatividade. Junto com seu marido Pierre Curie, Marie descobriu os elementos rádio ("radium") e polônio ("polonium").  Ganhou dois Prêmios Nobel: o primeiro, em 1903, quando ganhou o prêmio de Física em conjunto com seu marido (primeira mulher laureada); o segundo, de química, em 1911.


A Casa de Marie Curie desperta atenção.

A Rota Real de Varsóvia (Trakt Królewski) é assim chamada por ser o local onde há uma série de residências que pertenceu à realeza e a nobreza da cidade. Para melhor localização,  a Rota Real começa no Castelo Real (que é também o ponto de partida para se conhecer a Cidade Velha), seguindo pelas ruas Krakowskie Przedmiescie (onde há muitas igrejas - Santa Cruz e Santa Ana são as principais, a Universidade local, o Palácio Presidencial e o Museu Chopin) e Nowy Swiat (onde há cafés, restaurantes e lojas) até os Palácios Lazienki e Wilanów.

Curiosidade: a Igreja de Santa Cruz guarda o coração do compositor polaco Frederic Chopin (1810-1849); Chopin não nasceu em Varsóvia, mas em um vilarejo próximo à capital, de nome impronunciável; no entanto, Varsóvia o considera um filho local, sendo o compositor homenageado a todo tempo, até mesmo com bancos musicais e no aeroporto local.

Banco que toca música de Chopin em Varsóvia. Há deles até no aeroporto.

Na Rota Real temos também o principal museu da cidade, o Museu Nacional (Muzeum Narodowe).

Finalmente, o centro da cidade guarda ainda algumas atrações, como a Igreja dos Capuchinhos e o Palácio Pac.  No entanto, a figura icônica do centro é o Palácio da Cultura e Ciência, o mais alto prédio da cidade e um presente de Stálin à Polônia nos tempos da Cortina de Ferro. Os habitantes locais, na sua maioria, detestam esse prédio, por razões óbvias: o comunismo não foi uma época boa para o país. O prédio tem um mirante da cidade.

O Palácio presente de Stalin atormenta os poloneses, que odeiam a era comunista.

sábado, 7 de abril de 2018

LISBOA: O "TOUR BENFICA"

Lisboa tem o fado, suas ladeiras, bairros altos, o Castelo de São Jorge, os pasteis de nata (e o de Belém, claro).  Além de tudo isso, a capital portuguesa tem o futebol em seu DNA: são três tradicionais clubes na cidade - o Benfica, o Sporting e o Belenenses. Desses, o mais vitorioso e com maior torcida é o "Sport Lisboa e Benfica" (o nome deriva da junção de dois clubes, o Sport Lisboa e o Sport Clube de Benfica), mais conhecido como "Benfica". 

Fundado em 28 de fevereiro de 2004, o Benfica ecoa tradição. Para se ter uma ideia da força do clube, são mais de 150.000 sócios. Os torcedores, por conta da cor vermelha da camisa, são chamados de "encarnados".

O Estádio da Luz (ou ainda "Catedral", ou "Inferno da Luz") tem capacidade para 65.000 pessoas e é um dos mais bonitos da Europa. É nele que se conta toda a história do glorioso clube português, campeão daquele país em 36 oportunidades e duas vezes campeão europeu (1961 e 1962).  Os títulos europeus, diga-se, evocam a era de ouro do Benfica, os anos sessenta, com um timaço comandado por Eusébio e recheado de outros craques como Coluna, Simões, José Águas e José Torres.

O belíssimo Estádio da Luz em Lisboa.
O Tour Benfica (todos os dias, das dez da manhã às seis da tarde, tours guiados a cada 20 minutos, 17,50 euros para adultos, incluindo estádio e museu, demais preços no site), notadamente o completo, vale a pena. É impressionante a estrutura do clube, tanto do estádio em si como do fabuloso museu (que alguns não visitam, mas é imperdível). 

As explicações do guia são em português e inglês. Começa com uma breve explanação das origens do Estádio e se visita a parte superior das arquibancadas. Dali é possível tirar fotos bonitas do estádio e observar sua grandeza.

A parte superior das arquibancadas do Estádio da Luz.
Depois  chega-se no vestiário, na sala de imprensa (lugar onde se pode tirar fotos divertidas, como se estivéssemos dando entrevistas) e perto do gramado, indo na parte de baixo, por onde entram os jogadores. Ali também é possível observar a águia, o símbolo do clube, que voa em todos os jogos. 

Dando uma "coletiva"...


O vestiário.

Entrando em campo.

A Águia, símbolo do Benfica.

No gramado não se pisa...
O Museu Benfica Cosme Damião, por sua vez, conta toda a história do Benfica. E mais, conta a história do Benfica em conexão com a história portuguesa. Um belíssimo conjunto com tudo que se refere ao clube: taças, objetos valiosos, maquetes, homenagens aos grandes ídolos, peças filatélicas, entre outros itens. Além disso, há um vídeo que mostra toda a força do clube e de sua torcida. Imperdível para quem vai ao Estádio e gosta de futebol.

O Museu Cosme Damião.

A história em fatos e taças.

A bela Taça de Portugal.

Belos painéis compõem o museu.

As duas taças da Liga dos Campeões da Europa do Benfica - 1961 e 1962.

A famosa "orelhuda", a taça da Liga dos Campeões da Europa.

O Benfica em selos.

Benfica sempre homenageado nos selos e envelopes portugueses.
A gloriosa camisa encarnada.

A torcida encarnada exibida no telão.

sábado, 24 de março de 2018

BRESLÁVIA, A VENEZA DO NORTE!

Wroclaw é uma das mais belas cidades da Polônia. Chamada de Breslau pelos alemães (que fez derivar no idioma português a palavra Breslávia), a cidade,  que já foi alemã durante a Segunda Guerra e prussiana antes dela e também já pertenceu às dinastias dos Piastas (fundadores da Polônia), do Grão-Ducado de Luxemburgo e dos Habsburgos (Império Austríaco e depois Império Austro-Húngaro)., conta com muitas atrações. É a cidade mais importante da Baixa Silésia, com mais de seiscentos mil habitantes. Mais de vinte por cento da população é composta por universitários, o que demonstra a vocação de ser um local de jovens no universo polonês. Três quartos da cidade foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, a cidade está recuperada. Usaremos, durante o texto, indistintamente, os nomes Wroclaw (em polonês) e Breslávia (em português).

A Praça do Mercado em Wroclaw.
A maior curiosidade da cidade é a disposição em ilhas. São doze. Chamada de "A Veneza do Norte", banhada pelo rio Oder (ou Odra, em polaco), Breslávia tem cerca de 130 pontes, o que demonstra o quanto as águas fazem parte da paisagem dessa belíssima cidade polonesa. As mais impressionantes pontes da cidade, a saber, são: Tumski, Milenjiny, Piaskowy, Grunwaldzki, Zwierzyniecki e Redzinski.

A pitoresca Ponte Tumski. Foto: Carlos HB / Escalada Planetária.

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A bela Breslávia e seus canais. Ao fundo, a Catedral de São João Batista.

Belíssima construção em Breslávia.

 A "Praça do Mercado", um tipo de praça muito comum na Polônia (e também na Europa), na qual prédios ficam ao redor do quadrado, é o coração do centro histórico de Breslávia e, porque não dizer, a sua mais bela parte.  Ali se desenvolveu o comércio da cidade  já que está imune a inundações (lembrando que ocorreram duas inundações no século passado - em 1903 e 1997).

A belíssima Praça do Mercado de Breslávia.

O monumento mais espetacular de Breslávia é a Prefeitura (ou "Town Hall"). Construído a partir do século XIII, é um maravilhoso exemplar de arquitetura gótica europeia.

O espetacular Town Hall de Breslávia.

Wroclaw tem também seu monumento tombado pela UNESCO - é o "Salão do Centenário", construído no início do século XX e erigido a patrimônio cultural pela entidade em 2006.

A Universidade de Wroclaw tem tradição - fundada em 1702, de lá saíram 11 laureados com o Prêmio Nobel. Só para exemplificar, um nome é marcante: o físico Max Born (1882-1970), nascido em Breslávia, premiado com o Nobel em 1954, fundamental para o desenvolvimento da mecânica quântica. Um museu dá a dimensão de toda a força do local. 

O belíssimo prédio da Universidade de Breslávia.

Belíssima porta da Universidade.
Wroclaw tem também como atração o seu "Cemitério Judeu", um dos poucos que não foram destruídos pelos nazistas. Lá estão enterrados importantes nomes locais, como o constitucionalista e político socialista Ferdinand Lassale (1825-1864), a pintora Clara Sachs (1862-1921) e os pais da filósofa e teóloga Edith Stein (1891-1942).

Em matéria de igrejas, Breslávia tem muitas, mas nenhuma com atração especial: Catedral de São João Batista, Igreja da Santa Cruz, Igreja de Saint Martin, entre outras.

Os gnomos de Wroclaw são um símbolo de resistência ao comunismo, criados que foram pela Alternativa Laranja, um movimento anticomunista da década de 80. É muito curioso ver gnomos espalhados por toda a cidade - a maioria no Centro Histórico, mas muitos em locais distantes, como o aeroporto, por exemplo. Divertido descobrir cada um deles, que possuem vários motivos, desde a Estátua da Liberdade até homenagens a trabalhadores.

Um gnomo com seu violão.

Curiosos gnomos.

O gnomo no caixa eletrônico.

O surdo, o cego e o portador de necessidades especiais.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

LUGARES ESPETACULARES - PIRÂMIDES DE MEROÉ, SUDÃO

Quando se fala em pirâmides, logo se pensa no Egito e suas fabulosas construções - Queóps, Quefren e Miquerinos, chamadas "Pirâmides de Gizé", são as principais. Mas nem só no Egito foram construídas pirâmides - há muitas delas nas Américas (culturas pré-colombianas - Maias e Astecas), na China e há também particularmente um conjunto bastante interessante em outro país do Norte da África, o Sudão, chamadas de "Pirâmides de Meroé"Sobre as últimas, que constituem a maior concentração de pirâmides do mundo, é que falaremos a seguir.

Inicialmente, vale lembrar que as pirâmides de Meroé fazem parte de um sítio arqueológico mais amplo, intitulado "Sítios Arqueológicos da Ilha de Meroe", enquadrado pela UNESCO como Patrimônio Mundial Cultural da Humanidade desde 2011.  A referência a "ilha" se justifica pelo fato de que o local era, antigamente, rodeado por um rio, que hoje está seco.

Importante notar que as pirâmides em Meroé tem formato diferenciado em relação às mais famosas egípcias, sendo mais estreitas e alongadas.

As pirâmides e o sítio arqueológico de Meroé no Sudão. Foto: Fabrizio Demartis. CC BY-SA 2.0.


As fabulosas Pirâmides de Meroé, no Sudão.  Foto: Sunesis. In: Wikimedia Commons.
Meroé , localizada entre os rios Nilo e Atbara (Norte da África), foi o coração, e última capital (as duas primeiras foram Kerma e Napata), do "Reino Cuche (ou "Cuxe", ou ainda no inglês "Kush"), um vasto poder imperial ("os faraós negros") que dominou aquela região entre os séculos VIII a.C e IV d.C.  Localizada cerca de 200 quilômetros a nordeste de Cartum, a atração é pouco visitada, notadamente se considerarmos que o país em questão, o Sudão, passou por graves crises e conflitos internos, sendo de se destacar que a porção sul se separou e formou um novo país, o "Sudão do Sul".

Meroé localiza-se à nordeste da Capital do Sudão, Cartum.

As "Pirâmides de Meroé" são também chamadas de "Pirâmides Núbias".  Tal se deve ao fato de que estão localizadas na antiga região da Núbia, no vale do Rio Nilo, que hoje corresponde a parte do Egito e  parte do Sudão (mais precisamente entre Assuã, no Egito e Dongola, no Sudão).  A Núbia pode ser definida como a região do encontro da África Negra com o Egito. Ou seja, da região subsaariana com o norte da África.

Assim como as egípcias, as pirâmides núbias de Meroé tinham como função serem monumentos funerários.

Meroé, a capital histórica do Reino de Cuche, teve seu declínio no século IV d. C, sendo conquistada pelos etíopes de Axum, sob a liderança de Ezana (homem que fez do cristianismo a religião principal da Etiópia).

Pouco se sabe sobre a civilização Cuche. Pior ainda foi a destruição causada por um explorador italiano, de nome Giuseppe Ferlini, em 1834, que explodiu com dinamite o topo de todas as Pirâmides de Meroé em busca de ouro. 

Pirâmide em Meroé. Foto: Diakhalil. CC BY-SA 3.0 in: Wikimedia Commons.
Há muito ainda a ser explorado, em termos arqueológicos, no sítio de Meroé, com ameaças constantes às descobertas (sanções econômicas contra o país, construção de hidrelétrica, guerra civil, conflitos internos).

As ruínas de Meroé recebem apenas 15 mil turistas por ano. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

GDANSK, ESTRELA DO BÁLTICO!

Gdansk é, além de uma das cidades mais importantes da Polônia, uma das belíssimas atrações daquele país, localizada no Mar Báltico. Fazendo parte da Pomerânia e banhada pelo rio Vistula e pelo mar báltico, Gdansk tem importantes atrações, além de fatos e histórias que merecem ser contadas:

Gdansk tem um belo centro histórico.
1. Fundada no século X (são, portanto, mais de mil anos de história), a cidade já foi ocupada por alemães, poloneses e pelos cavaleiros teutônicos (1308). Pertenceu à "Liga Hanseática".  Entre 1793 e 1945, com o intervalo entre 1919 e 1939,  esteve sob o domínio alemão (antes Prússia), sendo chamada de "Danzig".  Danzig foi transformada em "Cidade Livre de Danzig" ou "Cidade Autônoma" em decorrência do Tratado de Versalhes (pós Primeira Guerra Mundial), em 1919, tratado esse que impôs severas restrições à Alemanha, derrotada naquela oportunidade. Nesse sentido, Danzig não pertencia nem à Alemanha, nem à Polônia, mas também não se constituiu num estado independente - à Liga das Nações cabia a tutela. Danzig fazia parte do famoso "corredor polonês", estreita faixa de terra de 150 km no atual território polonês dado àquela nação como forma de acesso ao Báltico. Hitler tomou de novo a cidade em 1939 e a manteve até 1945.

2. Foi em Gdansk que a Segunda Guerra Mundial teve início em 1º de setembro de 1939 com o ataque a Westerplatte, península pertencente à Danzig, em operação que se convencionou chamar "blitzkrieg" ("guerra relâmpago"). Foi aqui que o major Henryk Sucharski (1898-1946) resistiu bravamente às forças nazistas por sete dias, embora sem sucesso ao final. A expectativa dos soldados de Hitler era a tomada em poucas horas. Por isso, Sucharski é hoje um herói nacional da resistência polonesa em relação aos nazistas. O saldo da guerra para a cidade foi a sua quase completa destruição. Precisou ser reconstruída. Hoje tem muito do esplendor do que era antes.

3. Gdansk, em termos urbanos, não está isolada. Há duas outras cidades - Sopot, cidade costeira e a portuária Gdynia - que fazem com ela o que os poloneses chamam de "trojmiasto" que, em bom português, significa "Três cidades".

O curioso prédio retorcido de Sopot (Kryzywy Domek). CC BY-SA 3.0. In: WC.


4. O símbolo de Gdansk é netuno, o deus romano do mar.  Nada mais correto em uma cidade com vocação marítima. No coração da cidade velha reina a "Fonte de Netuno".

A Fonte de Netuno em Gdansk. Ao fundo, a Casa de Artus.

5. Gdansk é conhecida pelo comércio de âmbar. O âmbar é uma resina fóssil muito utilizada para confecção de objetos ornamentais, como brincos, colares. Não é mineral, mas tem status de pedra preciosa. Na Polônia, de clima temperado, foi produzida a partir dos pinheiros A resina agia como proteção contra insetos e bactérias que perfuravam as cascas dessas árvores. A substância, ao sair da árvore, se polimerizava (uma das formas de fossilização), formando uma substância endurecida. Segundo os comerciantes locais, o âmbar verdadeiro flutua na água; o falso, afunda.

Peças em âmbar em loja de Gdansk.


6. Gdansk é também a cidade em que surgiu o famoso sindicato "Solidariedade" (Solidarnósc). O Estaleiro de Gdansk é o marco do sindicato. O maior marco do Estaleiro é o seu portão, conservado como era nos tempos de greve.  Há uma praça inclusive que faz alusão ao importante sindicato, que já foi liderado por Lech Walesa e foi um baluarte na derrota do comunismo naquele país.

A marca do Solidariedade.

O Portão dos Estaleiros de Gdansk é mantido como nos tempos da greve.

7. O futebol não é o forte da cidade. O Lechia Gdansk foi fundado em 1945 e só tem uma Copa da Polônia no currículo (e nunca conquistou o campeonato polonês da primeira divisão). Mas o estádio da cidade, o PGE Arena, é simplesmente maravilhoso - feito de âmbar, foi inaugurado em 2010 para ser sede de vários jogos da Eurocopa 2012 (na primeira fase, jogaram Espanha vs Itália e Itália vs Irlanda; nas quartas de final, Alemanha vs Grécia).

PGE Arena em Gdansk. Foto de Dariusz Boczek. CC BY-SA 3.0. In: wikimedia commons.
8. O "Guindaste de Gdansk" (Zuraw Gdansk), de madeira, é uma atração da cidade, traduzida até em souvenirs. Era utilizada para a descarga de mercadorias. Foi construído em 1.444.

Guindaste de Gdansk. Foto de DerHexer. In: wikimedia commons.

9.  Igrejas, como em toda a Polônia, merecem menção. Em Gdansk, destacam-se a Igreja de Santa Maria e a Catedral de Oliwa.  Santa Maria é a maior igreja medieval construída com tijolos em toda a Europa. Destaca-se o relógio astronômico, que mostra horas, dias e até os feriados; a noite, há também a aparição de figuras representando Adão e Eva, apóstolos, os três reis magos. No interior da igreja, destaque para dois painéis: o da Caridade e o dos Dez Mandamentos. Na Catedral de Oliwa, chama a atenção o belíssimo órgão. 

Santa Maria em Gdansk.

Catedral de Oliwa.

10. Outras  atrações da cidade: Ulica Dluga (a "rua longa", a mais emblemática rua da cidade; a maioria dos prédios foi destruída na Segunda Guerra Mundial; hoje reconstruiu-se os prédios principais); Dlugi Targ (também uma das principais ruas do centro histórico, é onde está a Fonte de Netuno); Artus Court (lugar de encontro da burguesia na Idade Média); Museu Marítimo Polonês; Museu Nacional.