sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ÁFRICA DO SUL - UM PAÍS SURPREENDENTE

África do Sul. A primeira vista, um país que não está na lista de prioridades de ninguém no Brasil. Mas não se enganem. É um destino turístico de primeiríssima linha, unindo natureza, aventura e belas paisagens como poucos lugares do mundo podem oferecer. Existe, sim, e poucos sabem, uma África do Sul extremamente luxuosa, destino de europeus e americanos endinheirados.



A bandeira da África do Sul.

A África do Sul, "South Africa" em inglês (uma das onze línguas oficiais do país, a outra principal é o "Africaner"), é uma república presidencialista, dividida em nove províncias. As principais  são Gauteng (onde se localiza Johanesburgo e Pretória), Mpumalanga ("onde nasce o sol", território dominado pelo famoso Kruger Park) e Western Cape (onde está a lindíssima Cidade do Cabo, a cidade da "Table Mountain").



Cidade do Cabo, com a Table Mountain ao fundo. África do Sul.

Curiosamente, o país conta com três capitais, uma para cada um dos "poderes": Pretória é a capital administrativa (Poder Executivo), Cidade do Cabo é a sede legislativa e Bloemfontein  a capital judiciária.

Pretória, África do Sul

A principal cidade, com maior concentração populacional, é Johannesburgo que, diga-se de passagem, apresenta-se com um alarmante índice de violência. Aliás, não é recomendável andar à noite em nenhum grande centro urbano africano (nem mesmo Cidade do Cabo), uma vez que o turista é facilmente reconhecível como estrangeiro e pode ser vítima de crimes brutais.

O país é reconhecido mundialmente por suas riquezas, notadamente ouro e diamante. O turismo é outra importante fonte de receitas do país, concentrado principalmente na Cidade do Cabo, nas reservas para sáfari (Kruger Park, Pilanesberg, etc), em Sun City (a Las Vegas africana) e nos grandes centros urbanos (Johanesburgo, Pretória, Durban).

Também o seu vinho tem reconhecimento internacional, sendo a região próxima à Cidade do Cabo (Western Cape) a principal produtora da apreciada bebida - Stelenbosch, uma cidade lindíssima, é a capital do vinho sul-africano.

Esportivamente, temos a imensa popularidade do futebol entre os negros e do rúgby entre os brancos, de origem inglesa e holandesa. Mas é importante destacar: o rugby parece cada vez mais se tornar o esporte mais popular, com intensa mobilização em torno do time "springbok", como é carinhosamente conhecida a seleção sul-africana da modalidade, bicampeã mundial (1995 e 2007), atualmente (2011) defendendo o título na Nova Zelândia.

Mundialmente a África do Sul é famosa pelos terríveis acontecimentos do apartheid, o regime de segregação racial de negros que produziu uma das maiores atrocidades contra os direitos humanos . O símbolo da luta contra esse regime, Nelson Mandela, ainda está vivo e é um baluarte da democracia e dos direitos humanos.

Não se pode esconder o fato de que ainda existem graves problemas sociais na África do Sul, ainda que bem menores se comparados ao restante do continente africano, notadamente a região subsaariana. Não se vê no território sul-africano as mazelas da fome da mesma maneira que em países como Somália, Etiópia e Eritréia. Existe sim, mas em um nível de intensidade inferior. Mas, como já disse alhures, ainda há uma violência muito significativa nos maiores centros urbanos do país, fruto de problemas ligados ao desemprego.

Mas não só de problemas sociais e más lembranças vive a África. Após a Copa do Mundo de 2010, pode-se perceber que o legado de infra-estrutura que o país alcançou com o torneio é digno de nota. Os dois aeroportos principais do país, OR.Tambo (Johanesburgo) e de Cape Town, contam com uma estrutura bastante parecida com aeroportos dos principais centros mundiais desenvolvidos. A malha rodoviária também impressionou muito, com estratas amplas e bem conservadas.

E, a título de arremate, em assunto que será esmiuçado em posts a seguir, temos que mencionar o importante Kruger Park, o mais completo parque sul-africano, com toda a sua rica fauna, notadamente os "big five" - leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte.

Enfim, há muito ainda a se falar sobre esse imenso e maravilhoso país.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PRAGA, A CIDADE DAS 100 TORRES

Vamos falar um pouco de Praga, essa jóia do Oriente, a "Cidade das 100 Torres".

Praga é a capital e cidade mais importante da República Checa, situada na região chamada "Boêmia Central". É cortada pelo rio Vlatava.

Tem uma população estimada em um milhão e trezentos mil habitantes.

Em relação ao futebol, temos dois times principais da cidade: o "Slavia Praga" (Slavia Praha), vermelho e branco cujo símbolo é uma estrela; e o "Sparta Praga" (Sparta Praha), seu maior rival, agremiação de cor grená.

Trata-se sem dúvida de uma dos centros históricos mais lindos e imponentes do mundo, notadamente a chamada cidade velha - "Stare Mesto". A arquitetura de várias nuances impressiona. Ali, temos o gótico, o "art noveau", dentre outras formas de expressão artística. Merece destaque ainda a igreja "Nossa Senhora de Tyn", que, sem dúvida, é um dos marcos de praga em sua expressão gótica (vide foto abaixo).

Praça da Cida Velha. Praga, Repúbica Checa (Stare Mesto)
Dentre os principais pontos turísticos, destacam-se o "Castelo de Praga", a "Ponte Carlos", o "Relógio Astronômico", o "Bairro Judeu" e a "Igreja do Menino Jesus de Praga".

O "Castelo de Praga", na colina Hradcany, é a atual sede da Presidência do país, além de abrigar importantes construções, como a Catedral Gótica de São Vito.


Praga vista a partir da perspectiva do Castelo de Praga.

A "Ponte Carlos" é, talvez, a ponte mais linda da Europa. São várias esculturas durante todo o seu trajeto, além de contar com uma maravilhosa vista da cidade. As esculturas, na verdade, são santos venerados pela população local. Construída no século 14, após a destruição da antiga Ponte Judite por uma enchente, a Ponte Carlos foi, por muito tempo, a única ligação entre a cidade velha ("stare mesto") e o Castelo de Praga.


Ponte Carlos. Elementos religiosos. Praga, República Checa.

O "Relógio Astronômico" (Orloj) é uma jóia do período renascentista. São 600 anos de história. Nele, de hora em hora, há um pequeno show que embala multidões de turistas que se acotovelam em busca de uma melhor visão.

O famoso relógio medieval astronômico - Orloj. Praga, R. Checa

O bairro Judeu é um imenso complexo, que engloba sinagogas, cemitérios e outros pontos de interesse. Ingressos dão direito a todo o complexo, ou podem ser comprados separadamente, dependendo do interesse.

Embora seja uma das cidades mais lindas do mundo, Praga abriga a estátua mais esquisita e inusitada que já vi na vida, em homenagem a um filho ilustre da cidade, o escritor Franz Kafka, autor de "A Metamorfose". Talvez a idéia fosse representar uma metamorfose kafkiana, mas o resultado deixa dúvidas.

Estátua em homenagem à Franz Kafka. Praga, República Checa
Por fim, o menino Jesus de Praga merece uma menção, uma vez que é um símbolo da cidade mundialmente famoso. A igreja fica na Cidade Nova, pouco a frente da Ponte Carlos, do lado oposto ao da Cidade Velha (oposto tendo-se em vista o Rio Vlatva). Curiosidade: ao lado do "Menino Jesus de Praga", encontra-se uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida, doada recentemente àquela igreja pelo Brasil.

 Enfim, Praga é, sem dúvida, uma cidade especial, que merece a visita e a fama de "Paris do Leste".

terça-feira, 19 de julho de 2011

MEIA-NOITE EM PARIS ("Midnight in Paris", 2011)

Olá!
File:Midnight in Paris Poster.jpgPara quem gosta de viagens e, principalmente, da "Cidade-Luz", a dica é assistir "Meia-Noite em Paris" ("Midnight in Paris"), filme de Woody Allen.

Não é, definitivamente, o melhor filme do mestre de Manhattan. Nesse quesito, filmes como "A Rosa Púrpura do Cairo", "Hannah e Suas Irmãs" e "Match Point" são melhores. Mas ainda assim é um bom filme, que merece ser visto.

Começa com uma sucessão de imagens de Paris, com praticamente todos os seus pontos turísticos, numa sequência que mais parece uma piada inicial de Woody.

A partir daí, o filme ganha uma conotação mais sentimental, com uma ótima atuação de Owen Wilson. O mesmo não se consegue dizer de Rachel Mc Addams, que não empresta à sua personagem densidade dramática ou mesmo leveza em situações cômicas.

Vale destacar que o filme traz ainda uma fraca atuação da mulher do presidente francês, a senhora Carla Bruni, mas, em contraposição, apresenta-nos uma linda, charmosa e cativante Marion Cottilard.

Mas o que desperta a atenção no filme é mesmo o sentimentalismo fantástico, a partir do vai-e-vem futuro-passado do personagem de Owen Wilson. É chance única de reviver épocas que não voltam mais, como a  Paris dos anos 20 (e seus baluartes, como Hemingway, Fitzgerald, Dalí, Picasso, Gertrude Stein) e a da "Belle Époque" (com seus não menos famosos artistas, de Desgas a Gauguin).

Cultura geral para acompanhar algumas citações do filme é essencial, como, por exemplo, quando o personagem de Owen Wilson dá uma valiosa dica de roteiro a Luís Bunuel, que depois viria a ser utilizado pelo ilustre diretor no consagrado filme "O Anjo Exterminador".

Assim, abre-se espaço para uma discussão: qual a melhor época? Resposta: o melhor é viver intensamente cada momento de sua vida, com pessoas que te valorizem demais. Pessoas que gostem de andar na chuva, como você...

Enfim, um filme lírico, com brilhante fotografia e menções deliciosas a fabulosos artistas que, certamente, cativará muitas pessoas em todo o mundo. E, para quem gosta de Paris, talvez a cidade mais emblemática do planeta, um prato cheio. Vida longa ao mestre Woody Allen!

Cotação: * * * *

sexta-feira, 24 de junho de 2011

BUDAPESTE - A PÉROLA DAS ÁGUAS

Budapeste (Budapest, em húngaro), a capital da Hungria, é talvez a cidade que mais impressiona pela beleza no leste europeu. Formada da união das cidades de Buda e Obuda, na margem direita do Danúbio e de Peste, na margem esquerda do mesmo rio, é a sexta maior cidade da União Européia.

Curiosamente, poucas pessoas sabem da existência da cidade de "Obuda", afinal o nome da capital é decorrente da junção "Buda" e "Peste".

Impressionante a beleza desta cidade vista de cima, do famoso "Castelo de Buda" (parte alta da cidade).

Visão noturna do Castelo de Buda.
Logo se percebe a extraordinária arquitetura do Parlamento magiar do lado "Peste", sem dúvida um dos monumentos mais lindos do mundo.

Parlamento Húngaro. Lado peste de Budapeste.

Aliás, falando de monumentos, uma dezena deles forma o que há de melhor na capital magiar.

Do lado "Peste", destacam-se: o já mencionado "Parlamento"; a "Praça dos Heróis"; a "Ópera", a "Termas Géllet" e a "Basílica de Santo Estevão", sem dúvida a igreja com um dos interiores mais bonitos que já vi na vida.

Por seu turno, do lado "Buda", destacamos: o "Castelo de Buda"; o "Bastião dos Pescadores", cuja visão do Danúbio e de "Peste" é esplendorosa e a "Igreja de São Matias", esta com um lindo exterior.

Turisticamente, a rua "Vati Utca" concentra o grosso da parte comercial da cidade, embora o comércio de luxo se concentra em outras avenidas.

Outrossim, as pontes que ligam Buda a Peste nos mostram visuais extremamente belos.

Historicamente, temos fatos marcantes dessa cidade. Muitos acontecimentos relevantes ocorreram ali, inclusive batalhas ocorridas durante a "Segunda Grande Guerra", dada a sua posição central na Europa. Segunda Guerra que causou feridas extremas, a ponto de muitos edifícios históricos terem ruído, sendo substituídos por prédios estilo "caixotão", típicos do comunismo. Onde há um "caixotão" em meio a prédios históricos, é sinal de que ali caiu uma bomba.

Importante destacar que o comunismo reprimiu uma das mais importantes revoluções do século XX: a "Revolução de 1956". Nesse movimento, buscavam os húngaros, sob a liderança de Emri Nagy, livrarem-se das amarras do regime soviético. Infelizmente, o movimento restou abafado, com seus líderes morrendo enforcados. Muitas mortes e a manutenção do comunismo, que veio a sucumbir apenas no início dos anos 90. Também essa derrocada da "revolução" foi responsável pelo fim do famoso time húngaro de Puskas, Kocsis e Hideguti, vice-campeão da Copa de 1954 e um dos maiores times da história do futebol. Puskas foi jogar seu belo futebol na Espanha, no lendário Real Madrid várias vezes campeão europeu nos anos 60.
Pode-se dizer também que Budapeste é a "capital das águas", famosa por suas piscinas termais e pela existência de abundante água subterrânea, em toda a cidade. Aliás, muitos turistas apreciam os passeios às cidades subterrâneas existentes.

Enfim, é essa a Budapeste que emerge num novo caminho, um caminho de esperança, a caminho de se tornar uma das cidades mais visitadas e admiradas do mundo.

No próximo post, algumas curiosidades sobre a Hungria, esse país que é considerado o mais "azarado" do mundo!

sábado, 11 de junho de 2011

VIENA, A BELA CAPITAL AUSTRÍACA

Vamos falar um pouco de Viena, a belíssima capital da Áustria, às margens do famoso Rio Danúbio.

Viena (Wien, em alemão, língua oficial do país) é a capital e principal cidade austríaca. Conta com um milhão e seiscentos mil habitantes, tendo sido escolhida, em 2007, como a melhor cidade do mundo para se viver.

Concordamos com esse título. Com um sistema de transportes perfeito, além de um centro histórico maravilhoso e ainda, de quebra, com a beleza do Danúbio de contraponto, Viena é quase perfeita. Mais perfeita como cidade seria difícil. Lá tudo funciona bem e de maneira eficiente.

Além de tudo, os austríacos são extremamente austeros e discretos.

O Centro Histórico de Viena é um dos mais impressionantes da Europa. Não sem razão foi considerado pela UNESCO "Patrimônio Mundial da Humanidade". Nesse centro, destaca-se, sem dúvida, a belíssima catedral gótica de Santo Estevão (Stephansdom). Simplesmente deslumbrante!


Cúpula da Sthefansdom. Viena, Áustria


A capital austríaca também tem como pontos altos os jardins do Belvedere e o prédio da Prefeitura.

Palácio Belvedere. Viena, Áustria

Além desses pontos históricos, merece também destaque o "Palácio Imperial dos Habsburgos". Imperdível.

Mas quem merece a fama que tem é justamente o "Palácio de Schonbrunn", construído no século XVII por Leopoldo I para ser uma casa de veraneio e aperfeiçoado por Maria Tereza, todos da dinastia dos Habsburgo. Maria Tereza que viria a ser mãe de Maria Antonieta, aquela que casou-se com Luís XVI e teve sua cabeça guilhotinada.

Palácio de Schonbrunn. Viena, Áustria.
Curiosamente, há notícias de que nesse palácio viveu a arquiduquesa Leopoldina, que foi casada com Dom Pedro I.

Em Schonbrunn há também muita história de Sissi, ou Elisabeth da Áustria e da Hungria, que foi casada com o imperador Francisco José. Extremamente vaidosa, era considerada uma das mulheres mais belas do mundo. Não se deixou fotografar depois dos trinta e um anos para manter sua áurea mítica. Foi imortalizada no cinema em três filmes estrelados por Romy Scheneider.

Enfim, Viena, além dos concertos, tem muita história para contar. Vale muito a pena a visita.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

OS ANOS PERDIDOS DO COMUNISMO

O primeiro post da viagem realizada ao leste europeu é um post de reflexão. Assim, falaremos agora dos reflexos dos anos perdidos do comunismo, usando como pano de fundo as experiências mal-sucedidas da Hungria e da ex-Alemanha Oriental (DDR, Deustche Democratik Republique).

Já dizia Winston Churcill que a democracia e o capitalismo são os piores regimes do mundo, excetuando-se, é claro, todos os outros. Tinha razão o grande líder britânico da segunda guerra.

Em que pese todas as desigualdades geradas pelo capitalismo, o socialismo é bem pior.

Primeiro, por que nunca houve, nem nunca haverá, convivência  entre socialismo e o mínimo de democracia. Todos os ambientes socialistas criados no mundo - a exemplo do leste europeu, Cuba, Coréia do Norte, dentre outros - são antidemocráticos. A própria essência filosófica do socialismo na doutrina marxista ultrapassada - fase de evolução para o comunista - , indica luta de classes e imposição.

Segundo, por que o socialismo inibe a criatividade e o empreendedorismo individual. Até na arquitetura socialista isso é sentido - os prédios são invariavelmente "caixotões". Sem um ambiente competitivo, não se vislumbra criatividade.

Terceiro, o socialismo retira a esperança. O que temos de melhor no capitalismo é justamente a possibilidade de ascensão, de melhoria de vida, de vitórias, justamente o que inexiste no socialismo.

Enfim, essa experiência dramática de falta de democracia, de ausência de criatividade e de desesperança é o que ficou da era socialista nesses países do leste.

Na Hungria, por exemplo, a tentativa de democratização do líder Imre Nagy foi reprimida violentamente pelos soviéticos na famosa Revolução de 1956. O bombardeio na capital magiar é sentido até hoje, quando visualizamos, ao lado de lindos prédios de arquitetura antiga, prédios mais "modernos" estilo caixotões, típicos de regimes autoritários socialistas/comunistas.

Onde há um "prédio moderno" na capital húngara, sem dúvida houve um bombardeio. Triste. Foram muitos anos perdidos até que em 1989 o país saiu do atraso socialista.

Por sua vez, na Alemanha Oriental, o "Muro da Vergonha", como hoje chamamos o famoso "Muro de Berlim" dividiu uma cidade, criou separações injustas (inclusive de familiares) e muitas mortes. Tudo em vão. Tudo em nome de um regime político e econômico falido no nascedouro. As tentativas de fuga para contornar a divisão do muro renderam histórias impressionantes - até balões, comuns em passeios turísticos, foram utilizados. Ainda percebe-se um pouco o desnível econômico dos dois lados, mas a Alemanha, potência que é, está virando essa página, reunificada.

Hoje, os países que pertenciam a chamada "Cortina de Ferro" (Hungria está entre eles) tentam, de todas as maneiras, ingressar com força total no chamado "mundo capitalista", notadamente com o uso do "euro", já que as moedas de alguns desses locais anda muito desvalorizada (vide "florint" húngaro e a "coroa" tcheca).

Para isso, ainda há um longo caminho a percorrer, embora a renda per capita da maioria deles já seja maior que a do Brasil (na Hungria, por exemplo, é de 11 mil doláres anuais, enquanto a do Brasil gira em torno de seis mil dólares).

Nos próximos posts,  a história e a beleza desses países formidáveis.

sábado, 4 de junho de 2011

FALTA DE SEGURANÇA EM GUARULHOS

Hoje vou falar de um tema nada legal: a insegurança no principal aeroporto do país.
Impressionante a falta de segurança no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Semana passada estive por lá e me senti em pleno faroeste, acossado constantemente por pessoas altamente suspeitas, incluindo visão de furtos frustados e notícias de furtos ocorridos. Uma simples distração no saguão do aeroporto (antes do check in e da entrada para embarque) e pronto: sua mala sumirá num passe de mágica. Todo cuidado é pouco!
Imagino como será durante a Copa do Mundo de 2014 que, erroneamente, o Brasil insistiu em sediar. Além da natural falta de infra-estrutura do aeroporto, a segurança está em "frangalhos". Acordem, autoridades!

quinta-feira, 24 de março de 2011

COLONIA DEL SACRAMENTO

Para quem vai a Buenos Aires, uma dica interessante é dedicar um dia para visitar a cidade de Colonia del Sacramento, no Uruguai, declarada "patrimônio histórico mundial" pela UNESCO em 1995.

Côlonia tem um ar bucólico e carros antigos. Cidade histórica.
Trata-se de uma cidade colonial dominada primeiramente por portugueses (construída pelos lusos, que na época se chamava "Novo Colônia del Santíssimo Sacramento"), depois por espanhóis, fundada há mais de trezentos anos a beira do Rio do Prata, um dos maiores rios do mundo em extensão (é o oitavo).

Curiosamente, foi fundada em 1680 por Manuel Lobo, governador da Capitania do Rio de Janeiro. Foi somente em 1777 que Colônia foi cedida à Espanha, muito a contragosto, diga-se, já que a cidade possui uma localização estratégica do ponto de vista comercial.


Incrivelmente preservada, tem uma arquitetura parecida com Lisboa antiga e um ar bucólico bastante interessante.






Além do centro histórico, que tem muitos locais de interesse (Portón de Campo, Calle de Los Suspiros, Paseo de San Gabriel, Plaza Mayor 25 de Mayo, Plaza de Armas, Iglesia Matriz, Convento de San Francisco, Puerto Viejo e Teatro Bastión del Carmen), há ainda 8 museus históricos. Vale aqui destacar que há bilhete que cobre a entrada para eles. São eles: Museo Portugues (fechado quarta), Museo Municipal (fechado terça), Archivo Regional (fechado sábado e domingo), Casa Nacarello (fechado terça), Museo Indígena (fechado quinta), Museo del Azulejo (fechado quinta), Museo Espanhol (fechado quinta) e Museo Paleontológico (fechado segunda, terça e quarta). Percebe-se que a sexta-feira é o único dia em que se pode visitar todos os museus.

Colônia é, assim, uma excelente opção para um passeio tipo "bate e volta" a partir de Buenos Aires, já que as embarcações que cruzam o Rio do Prata podem fazer o percurso até em uma hora (notadamente o Buquebus, o maior deles). Existe opção de cruzeiro por três horas, que seria pouco vantajoso para um passeio "bate e volta".

Para atravessar o Rio da Prata, três empresas disputam a preferência do consumidor: a Buquebus (a maior delas), a Seacat e a Colonia Express.

Usei o Buquebus e achei interessantíssimo. Apesar de ser o mais caro das três opções, é uma embarcação mais confortável, com ótima localização do porto (continuidade da avenida córdoba) e com um free-shop bacana.

O interior do Buquebus.
 Já o Colonia Express fica um pouco mais afastado - perto do dique 1 de Puerto Madero, e há relatos de que problemas ocorrem com mais frequência.

Seacat, por sua vez, é uma opção boa também, mas o barco é menor, menos confortável e com um free-shop também mais reduzido. Fica na mesma posição do buquebus e é mais barato.

Serviço

Colônia del Sacramento

180 km a oeste de Montevidéu; 50 km de balsa a partir de Buenos Aires.  
Ótimo passeio bate-volta a partir de Buenos Aires.

Perigo em viagens

Estava na agitada Buenos Aires nessa semana quando me deparei com a notícia do acidente no passeio de Foz do Iguaçu, com uma embarcação argentina que chega bem pertinho da famosa "Garganta do Diabo".
Eu não sou adepto dessas aventuras de risco, mas confesso que já entrei em uma dessas aventuras perigosas: o passeio de balão na Capadócia, Turquia. Outro risco que corri na mesma Turquia foi visitar uma cidade subterrânea na mesma região - sabemos que a Turquia tem risco iminente de terremoto em todo o seu território. Imagine um desastre desse justamente na hora que estamos lá embaixo!
Confesso que esses dois passeios me causaram preocupação, mas nada se compara a essa aventura de Iguaçu - as quedas são realmente assustadoras. Nesse caso, se estivesse por lá, preferiria apreciar de longe as famosas cataratas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ÉFESO, AS RUÍNAS MAIS BELAS DA TURQUIA

 Éfeso, a famosa cidade antiga, é talvez as ruínas que mais me agradaram em terras turcas.

Situada próxima a Selçuk, na Turquia, Éfeso já foi uma das grandes cidades da antiguidade. Alguns falam que a cidade já teve mais de quatrocentos mil habitantes. Era um importante centro comercial da Ásia Ocidental, séculos antes do nascimento de Cristo.

Para se chegar até as ruínas de Éfeso, existem duas maneiras: a primeira, a partir de Izmir, em uma viagem de uma hora de carro ou táxi (trecho de 74km); a segunda, por Kusadasi, porto onde atracam a maioria dos navios (19 km).

Em Éfeso estava localizado uma das sete maravilhas do mundo antigo: o "Templo de Artêmis" (ou "Templo de Diana"). O Templo foi feito em homenagem à deusa grega da caça e dos animais selvagens Artêmis. Media 138 metros de comprimento e abrigava esculturas importantes.

Outrossim, merece destaque o fato de que Éfeso faz parte do que se convencionou chamar "as sete igrejas do apocalipse". As sete igrejas, segundo interpretação difundida, foram, na verdade, sete comunidades mencionadas no Apocalipse de João. O que João escreveu no famoso livro foi enviado para as sete comunidades.

Destaca-se também que João, o santo, viveu em Éfeso e escreveu ali os quatro livros do Novo Testamento.

Vale visitar também o anfiteatro romano, um dos maiores da antiguidade, além da famosa Biblioteca de Celso.

Biblioteca de Celso. Éfeso, Turquia.

Anfiteatro romano. Éfeso, Turquia.
Curiosidade: na Rua de Mármore, a principal de Éfeso, podem ser vistos os mecanismos utilizados na antiguidade no que se refere à água encanada.

Enfim, trata-se de um passeio cinco estrelas imperdível em território turco.

sábado, 15 de janeiro de 2011

10 PASSEIOS INTERESSANTES NO TERRITÓRIO TURCO

A Turquia é realmente um país com muita cultura, muita coisa interessante para se ver. Tentarei resumir alguns outros passeios interessantes:

1. Tróia - A mítica cidade talvez esteja na Turquia. Bem, ninguém tem provas disso, mas o fato é: as ruínas do local são interessantíssimas e se tem algum lugar no mundo onde possa ter ocorrido a lenda de Homero (Ilíada), é definitivamente ali. Fica próxima à Çanakkale.

O cavalo de Tróia,  presente de grego.


2. Bérgama (Pérgamo) - Ruínas interessantíssimas, vale a visita. Uma das "Sete Igrejas do Apocalipse", localizada na região do Mar Egeu, Pérgamo foi construída no século VIII a.C. Merecem destaque no conjunto artístico o "Altar de Zeus", o "Teatro" e o "Templo de Trajano" .

Pérgamo. Templo de Trajano



3. Konya - Interessantíssimo o "Museu Mvelana"  nessa cidade que mais parece um pedação do Irã do que propriamente uma cidade turca moderna. Nesse museu, encontramos também um pouco da história dos "dervixes rodopiantes". Mevlana, vale destacar, era praticamente do sufismo, uma parte contemplativa do Islã, que prega a aproximação do Deus por meio de músicas e cãnticos - prática proibida em muitos países do Islã pela Sharia.


Museu Mevlana. Konya, Turquia.



4. Caravançará (Caravanserai) - Vale a pena conhecer os antigos locais em que os comerciantes descansavam. Existe um maravilhoso, chamado Sultanhani, muito bem preservado..

Aspecto do Caravançará  Sultanhani, o mais bem preservado da Turquia.


5. Casa da Virgem Maria - Segundo os turcos, Maria viveu em uma colina perto de Éfeso, levada por São João Evangelista. Um lugar realmente encantador, vale nem que subida vertiginosa. Ao chegar lá, deparamo-nos com uma casinha bem simples, mas com muita história para contar. Água benta, pedidos, venda de indulgências. Um lugar bastante bacana. De lá, é possível postar cartões postais para o Brasil, com a certeza de que chegarão ao destino (ao contrário de outros lugares na Turquia).

Água benta na famosa Casa da Virgem Maria.  E vamos que vamos!
6. Nemrut Dag ou Monte Nemrut- Estátuas colossais construídas no topo do Monte Nemrut, o local é considerado patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO. Foram construídas anos antes do nascimento de Cristo, pelo rei antióquio Teo, que mandou cortar três esplanadas (leste, oeste e norte) para fazer a obra. Hoje, o turista pode visitar o que restou das esplanadas leste/oeste, já que da norte nada se salvou.

7. Safranbolu - Outro local turco declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, dada a sua importante herança arquitetônica otomana. Fica na região do Mar Negro.

8. Castelo de São Pedro em Bodrum - Bodrum é a nova denominação de Halicarnasso, cidade que possuía o Mausoléu de Halicarnasso, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Hoje, o Castelo de São Pedro é a sua maior atração, contendo exposições espetaculares de apetrechos recolhidos de antigos naufrágios.

9. Mesquita de Selimiye em Edirne.- Maior e mais notável complexo otomano. Edirne foi a capital otomana até a tomada de Constantinopla (hoje Istambul), em 1453. A Mesquita é uma das maiores atrações da Turquia.

10. Anfiteatro romano em Aspendos -  Perto do Mediterrâneo, o anfiteatro de Aspendos é o mais bem preservado da Turquia.  

sábado, 8 de janeiro de 2011

PAMUKKALE/HIERÁPOLIS, DESTINO IMPERDÍVEL


As fontes termais de Pamukkale

Continuamos nossa viagem pela Turquia apresentando a fascinante e maravilhosa Pamukkale, que, traduzindo do turco para o português significa "castelos de algodão".

Pamukkale é uma montanha formada por um conjunto de piscinas termais de origem calcária que, com o passar dos anos, formaram bacias gigantescas de água quente (térmicas, formadas a partir do carbonato de cálcio derramado) que descem em forma de cascata na colina. Situa-se próxima a cidade turca de Denizl.


Mais um aspecto da belíssima Pamukkale.

Destaca-se que a cidade antiga de Hierápolis, com imponentes ruínas, datadas de 2 a.C, faz parte do mesmo conjunto arquitetônico e paisagístico.

Em Hierápolis, conhecida na antiguidade como "a cidade da cura", dada a proximidade das fontes termais de Pamukkale, vale destacar o belíssimo anfiteatro romano, construído em 200 a.C, que chegou a ter capacidade para 30 (trinta) mil pessoas.

Além do Anfiteatro Romano, destacam-se ainda o "Martírio de São Filipe" (local construído no século V d.C, o mesmo onde o apóstolo Filipe foi apedrejado em 89 d.C) e o "Arco de Domiciano", localizado na principal rua da antiga cidade.

Anfiteatro romano de Hierápolis, construído em 200 a.C, tinha capacidade para 30 mil pessoas.


Ruínas da antiga cidade de Hierápolis, na Turquia.

Enfim, a dica para quem vai à Turquia é visitar uma das regiões mais belas do país - o complexo Pamukkale/Hierápolis, patrimônio mundial pela UNESCO, extremamente belo e fotogênico.

A MÍSTICA E ESTONTEANTE CAPADÓCIA


Capadócia (em turco, Kapadokya). O mais exótico e deslumbrante dos lugares visitados na Turquia, localizado na Anatólia Central.

É um lugar realmente único, cujas formações geológicas sao resultados de fenômenos vulcânicos e erosão.

Chama a atenção os desenhos em forma de chaminés (as "peri bacalari", ou, "chaminés de fadas"), muitos lembrando figuras conhecidas, como a de Nossa Senhora, a parecida com um camelo, etc. Algumas formações atingem impressionantes 40 metros de altura. Foram formadas há mais de 30 milhões de anos, a partir de cinzas vulcânicas solidificadas e depois desgastadas em um material de fácil erosão chamado "tufa". É um deleite para os turistas visualizar tão estranhas formações rochosas!

Figura cônica parecida com Nossa Senhora. Capadócia.


Os "apartamentos" da Capadócia.
Goreme, patrimônio mundial da humanidade, vale uma visita, por ser o ponto alto da região. A cidade, construída nas pedras, não é patrimônio cultural da humanidade por acaso. Chama a atenção  em Goreme as igrejas esculpidas nas pedras, como a Igreja de Tokali, a Igreja de Karanlik, a Igreja de Yilanlt, a Igreja de Elmalt (aqui temos os afrescos mais sofisticados e bonitos) e a Igreja de Santa Bárbara. Trabalhos artesanais maravilhosos, sem dúvida!

As capelas, encontradas em toda a região onde nasceu São Jorge, tem decoração requintada e demonstra a força religiosa existente neste local desde tempos remotos, por volta do século IV d.C.

Pintura na parede em igreja da Capadócia. Uma maravilha!

Outra atração bastante visitada, e importante, de Goreme, é justamente o Mosteiro de Kizlar, formação rochosa perfurada onde monges viviam e trabalhavam. Curiosidade: os monges, para atingirem andares mais altos, utilizavam, por fora, escada ou andaimes, já que não existiam escadas internas.


Cidade de Goreme. Patrimônio histórico mundial e sítio arqueológico único.

Merecem destaque também, nesta mesma região, as cidades subterrâneas, subterfúgios das civilizações mais antigas que ali viviam, temerosas de ataques inimigos. É fantástico ver como viviam os antigos, em condições as vezes improváveis. Tinha depósitos, igrejas, interessantes sistemas de ventilação e aposentos. Milhares de pessoas, chegando a 10.000 seres humanos em alguns casos, em um lugar tão pequeno e apertado! Impressionante!


Saída de uma cidade subterrânea.  Um passeio asfixiante!
Importante destacar que o balonismo é uma forma de sustento na região, impulsionado pelas belas paisagens. É impossível não ficar maravilhado com tantas belezas vistas do alto! É a melhor forma de se conhecer a região. Embora perigoso, vale o risco.


Balões de ar quente na Capadócia. O mais belo dos passeios na região!

Paisagem dominada por balões na Capadócia. E os lindos "chaminés de fadas".
As duas cidades principais da região são Kayseri e Nevsehir. Nevsehir é a capital. Urgup é outra cidade que se destaca, já que há muitos hotéis por ali, sendo base para as expedições pela  região.

Enfim, a Capadócia revela-se linda e misteriosa, sendo o lugar mais fascinante e emblemático de todos os visitados na Turquia.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ANCARA, A MODERNA CAPITAL TURCA

Vamos falar um pouco agora da capital turca, Ancara (leia-se "Âncara"), sede do governo e importante centro industrial.

Desde o aeroporto, percebe-se uma cidade planejada, tranquila e, paradoxalmente, moderna e antiga. No seu aspecto moderno, lembra muito Brasília, com suas grandes avenidas e a grande quantidade de concreto. É a segunda maior cidade do país, com cerca de quatro milhões e quatrocentos mil habitantes. 

Mas a cidade, anteriormente chamada de Ancyra, embora hoje seja moderna, tem monumentos bastante antigos (por exemplo, o "Templo de Augusto e Roma", que data de 20 a.C).

Vale dizer, a Anatólia, onde está situada a cidade, é um verdadeiro berço das civilizações. 

Dois lugares, no entanto, são interessantes para visitação: o Mausoléu de Ataturk e o Museu das Civilizações da Anatólia (Anadolu Medeniyetleri Müzesi).

Kemal Ataturk foi o fundador da atual Turquia (1923). Ele, com sua visão de grande estadista, transformou e unificou o país. Por isso, é hoje reverenciado pelos turcos, tendo cada cidade uma estátua do famoso general. O seu "Mausoléu", na capital, é uma obra do tamanho de seu prestígio. Aliás, foi Ataturk o responsável por transformar Ancara em capital do país, além de modernizá-la nos moldes ocidentais.


Mausoléu de Ataturk. Ancara, Turquia

Já o Museu das Civilizações da Anatólia, localizado no Castelo de Ancara, possui uma magnífica coleção de artefatos e peças rupestres, do paleolítico, neolítico e de outras civilizações que viveram nessa região especial do mundo. Destaque para algumas peças dos hititas, civilização que viveu por aquelas bandas dois milênios antes de Cristo. Vale a pena visitar.

Entrada do museu.

Peça bastante antiga.

Atrações do Museu das Civilizações.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ISTAMBUL, ANTIGA CONSTANTINOPLA!

Vamos começar nossa viagem pelas fabulosas terras turcas.

Primeiro, vamos falar da antiga Bizâncio, depois Constantinopla, enfim, a maior cidade turca - "Istambul".

Istambul, sem dúvida, é um lugar único. Muita gente, muitos carros, muitos sítios históricos (são cerca de sessenta lugares importantes), tudo elevado à máxima potência. Aos sábados, a cidade fica impossível.

Agora, pergunta-se: será que valeu a pena juntar tanta gente numa cidade que deveria se notabilizar pela história e cultura - Istambul, como dissemos alhures, é a antiga Bizâncio, depois Constantinopla. Acredito que a histórica capital do "Império Romano do Oriente" perdeu muito de sua beleza e singularidade com tanta gente reunida - a cidade cresce trezentos mil habitantes por ano!!! Um absurdo que a levará, breve, breve, ao posto de cidade mais populosa do mundo.

Mas, ainda assim , Istambul é fantástica. Tem Hagia Sophia (o imponente museu da era bizantina), o fantástico Palácio de Topkapi (dos sultões), a Mesquita Azul (que fica em frente à Hagia Sophia, compondo um lindo cenário com uma praça no meio delas - Sultanahmet), com seus seis minaretes. Tudo isso é cultura em grau elevado!

Istambul é a cidade mais importante da Turquia, com um pé na Europa, outro na Ásia. Interessante que, quando de nossa visita à histórica cidade, estava ocorrendo a única maratona do mundo onde se pisa em dois continentes: a maratona da Eurásia.

Sem dúvida, o melhor passeio de Istambul é o que perfaz o estreito do Bósforo, em forma de cruzeiro, único local da terra em que se vê, de um lado, a Europa, e de outro, a Ásia. O cruzeiro é magnífico, observamos construções grandiosas e belas, mesquitas, palácios, etc. Vale a pena.

Agora, outra grande pedida de Istambul é o fabuloso "Spice Bazaar" ("Misir Çarçisi" ou, em bom português, "Mercado das Especiarias"). Sinceramente, é bem melhor que o mais famoso "Grande Bazar". Lá não se tem a terrível experiência de se ver molestado por vendedores ávidos por lucro, como existe no Kapaliçarsi. Além disso, é estupendo ver todas aquelas especiarias e experimentar aquela quantidade incrível de castanhas e similares. Simplesmente cinco estrelas.

Outras atrações interessantes de Istambul, que merecem uma conferida: hipódromo de Constatinopla e Igreja de Chora. Lugares incríveis.

O Hipódromo era um gigantesco estádio existente em Constantinopla, construído por Sétimo Severo no século III depois de Cristo. Hoje restou apenas o "Obelisco Egípcio", que originalmente pertencia à Luxor e foi trazida para a cidade turca pelo Imperador Constantino. Ao lado do "Obelisco", existe ainda a "Coluna de Serpentina".

A Igreja de "São Sebastião in Chora", construída no século XI, é uma maravilha da arquitetura bizantina. O teto da cúpula é uma preciosidade - representa um mosaico de Jesus Cristo e vários de seus antepassados. Uma das visões mais lindas da cidade turca, sem duvida. Curiosidade: "in chora" significa "no interior".

Mas, voltando a um monumento já citado, nada se compara ao Palácio de Topkapi. É, sem dúvida, o local histórico mais incrível de Istambul, com a riquíssima coleção dos sultões, incluindo uma gema magnífica de diamante. Vale a pena conferir as preciosidades de Topkapi.

Enfim, há muito para se ver e fazer em Istambul, hoje a quinta maior cidade do mundo - mais de treze milhões de habitantes.