sexta-feira, 2 de maio de 2014

URUGUAI

Bandeira do País.
A bandeira da República Oriental do Uruguai.

Mapas do País
Mapa do Uruguay, com as principais cidades.


Localização do Uruguai na América do Sul. 
Fronteira com Brasil e Argentina.
Dados do País.

Continente: América do Sul.

Capital: Montevidéu.

Cidades principais: Salto, Paysandú, Maldonado, Ciudad de La Costa, Las Piedras.

Línguas:  Espanhol.

Moeda: Peso Uruguaio.

População:  3,5 milhões de habitantes.


Atrações turísticas principais: Punta del Leste (Praias, cassinos, Casapueblo de Vilaró), Colônia del Sacramento (Centro Histórico),  Montevidéu (Ciudad Vieja, Mercado del Puerto, Punta Carretas, Pocitos, Rambla, Estádio Centenário).


Colônia del Sacramento, Uruguai. 
Centro Histórico é Patrimônio Mundial da Unesco.


Patrimônio Mundial da UNESCO: Bairro Histórico da Cidade de Colônia del Sacramento (1995); Paisagem Cultural e Industrial de Fray Bentos (2015).


Melhor época para visitação: dezembro/janeiro/fevereiro/março.

Curiosidades:   1. O Uruguai tem muita tradição no futebol - foi bicampeão olímpico em uma época que não havia Copa do Mundo (1924 e 1928) e depois ganhou duas Copas do Mundo (1930 e 1950), a primeira em seu próprio território e a segunda no Brasil, em um episódio conhecido e lembrado até hoje como "Maracanazo". 2. O doce de leite uruguaio é um dos mais gostosos do mundo; 3. O mate é uma bebida muita apreciada no país; 4. O candombe é a dança típica local, bastante parecida com a salsa; 5. O carnaval é bem tradicional por lá, destacando-se as murgas, grupos teatrais cômicos e satíricos.

Site: http://www.turismo.gub.uy/index.php/pt-BR/  (Ministério de Turismo y Deportes/Uruguai).

quinta-feira, 1 de maio de 2014

UZBEQUISTÃO


Bandeira do país

Bandeira do Uzbequistão.

O Uzbequistão já fez parte do Império Mongol e da União Soviética. Tornou-se independente em 1991. 

A lua representa a nova república. Há uma estrela para cada mês do ano. O azul representa as águas e o céu; branco denota paz e pureza; o vermelho representa a força de vida do povo; e o verde simboliza a natureza e a fertilidade.

Mapas do país

Mapa do Uzbequistão, país do centro-oeste asiático.

Localização do Uzbequistão, ex-República Soviética, na Ásia. Em vermelho.

Continente: Ásia Central (centro-oeste).

Capital: Tashkent.

Cidades principais: Samarcanda, Namangan, Bukhara, Andijon e Fergana. 

Línguas:  Uzbeque.

Moeda: Som Uzbeque.

População:  Cerca de 26 milhões de habitantes.


Atrações turísticas principais:  Registan, Shah i Zinda, Mesquita de Bibi Hanim e Mausoléu de Gur Emir em Samarcanda; Centro Histórico de Bukhara; Itchan Kala; Centro Histórico de Shakhrisyabz; Torre de Televisão de Tashkent.


Patrimônio Mundial da UNESCO: Itchan Kala (1990); Centro Histórico de Bukhara (1993); Centro Histórico de  Shakhrisyabz (2000); Samarcanda, Cruzamento de Culturas (2001).

Khiva. CC BY-SA 3.0 Foto: Patrickringgenberg


Bukhara. By Khanra - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=50089181




Samarcanda. CC BY-SA 4.0  . in: Wikimedia Commons. Foto: Yunuskhuja Tuygunkhujaev


Melhor época para visitação: abril/maio/setembro/outubro.

VANUATU

Bandeira do país

Bandeira de Vanuatu.


Mapas do país

Mapa do arquipélago de Vanuatu.

Vanuatu na Oceania. Proximidades da Austrália.
Continente: Oceania.

Capital: Port Vila.

Cidades principais: Luganville, Forari e Ipota.

Línguas: Inglês, francês.

Moeda: Vatu.

População: 200.000 habitantes.

Atrações turísticas principais: Champagne Beach; Eton Beach; Iririki; Blue Hole; Underwater Post Office; Cachoeira Mount Hope; Millenium Cave.

Patrimônio Mundial da UNESCO: Domínio do Chefe Roi Mata (2008).


Melhor época para visitação: maio/jun/jul/ago/set/out/nov/dez.

terça-feira, 22 de abril de 2014

FATEHPUR SIKRI, A PÉROLA DE AKBAR!

A influência da dinastia mogul, que governou a Índia por alguns séculos, pode ser sentida em vários monumentos, a exemplo do Taj Mahal. A cidade mais impressionante e representativa desse período, que teve o auge no século XVI, é justamente "Fatehpur Sikri", cidade antiga nas proximidades de Agra (39 km de distância), no estado indiano de Uttar Pradesh.

Em frente ao Diwan-i-Khas. Fatehpur Sikri, Índia.
Construída em 1569 pelo imperador mogul Akbar (filho de Humayun, aquele do famoso túmulo em Délhi), Fatehpur Sikri foi capital daquele império entre os anos de 1571 a 1585. A arquitetura da cidade antiga, assim como a do Taj Mahal, lembra muito a cultura islâmica, embora tenha traços hindus em alguns monumentos e cristãos em outros.

Vale abrir parênteses para mencionar que Akbar é considerado, pelos historiadores, como o mais notável dos governantes da dinastia mogul. Dinastia que imperou no território indiano entre os anos de 1526 e 1857 e que teve como outro expoente justamente o construtor do Taj Mahal, Shah Jahan.
Voltando à cidade antiga mogul, cumpre destacar que as principais atrações daquele conjunto arqueológico são o "Panch Mahal", pavilhão de arenito, onde as rainhas de Akbar descansavam e tomavam ar fresco; a "Casa da Sultana Turca", local com belos desenhos e esculturas em suas paredes; o "Diwan-i-Khas", prédio utilizado na época para audiências privadas - dentro do prédio, os pilares centrais são de uma rara beleza; o "Diwan-i-Aam", utilizado para audiências públicas;  e a "Jami Masjid", a mesquita aberta que contém o túmulo muito visitado e reconhecido de Salim Christi, o místico - é um pátio imenso bem bonito.

Fatehpur Sikri.

O pilar central do Dwain-I-Khas em Fatehpur Sikri.

Panch Mahal. O local em que as rainhas tomavam brisa da tarde.


Pátio em Fatehpur Sikri.

 Fatehpur Sikri.
Além das atrações acima destacadas, que merecem uma visita mais detalhada, Fatehpur tem ainda outros locais de interesse, a exemplo do "Hiran Minar", um minarete com "dentes" de pedra; e a "Casa de Maryam" , também chamada Casa Dourada (em alusão aos dourados e ricos afrescos do seu interior) ou Sunehra Makan.

Casa de Maryam, em Fatehpur Sikri.

Segundo historiadores, Fatehpur Sikri entrou em decadência e foi abandonada por falta de água no local.
Não sem razão, o conjunto arqueológico foi inscrito como "Patrimônio Mundial" da UNESCO ("cultural") em 1986.

Um dos melhores, e mais bem conservados, sítios arqueológicos da Índia.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

HUMAYUN, A INSPIRAÇÃO DO TAJ MAHAL!

Délhi é uma das mais importantes cidades da Índia, e disputa, com Kolkata (a antiga Calcutá), o título de segunda conurbação urbana e região metropolitana mais populosa daquele país, depois de Mumbai (a antiga Bombaim). É dividida em Velha Délhi (ou simplesmente Délhi) e Nova Délhi (criada na década de 1930 pelos britânicos para ser a capital daquele país, posição que conserva até hoje). Em Délhi, um dos monumentos mais famosos é o "Túmulo de Humayun", a inspiração para o Taj Mahal.
O monumento foi construído em 1565, por um arquiteto persa, sendo encomendado pela viúva de Humayun (um imperador mongol, ou mogul), que se chamava Haji Begum.
Ao contrário do Taj Mahal, em que se encontram apenas duas pessoas nos jazigos, ali temos várias sepulturas, além de Humayun, como as das esposas de Humayun e, curiosamente, o de Dara Shikoh, filho de Shah Jahan (o idealizador do Taj Mahal).
Curiosidade: a sepultura de Humayun fica em um lugar inacessível no subsolo, dominado por morcegos.
O complexo lembra o Taj Mahal.
É uma visita que pode ser feita diariamente.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O ÚLTIMO LAR DE GANDHI!

A Índia é, sob o ponto de vista sociológico, um país contraditório e complexo.

Contraditório, por conta de suas imensas desigualdades e misérias em confronto, e caminhando lado a lado também (outra contradição), com sua grandiosa carga cultural, científica e tecnológica, além da beleza de seus templos.

Complexo, por contar, em um mesmo território, com vários grupos religiosos (notadamente hinduístas e muçulmanos, havendo ainda cristãos, jainistas e siquis, que são três minorias) e numerosas castas (basicamente quatro, mas subdivididas em  milhares).  A complexidade gerada pela existência de confrontos entre as duas principais religiões do país, poderosas e com milhões de seguidores (hinduísmo versus islamismo),  foi diretamente responsável pelo surgimento de três países, antes unidos durante a colonização britânica: Índia (de maioria hindu, em 1947), Paquistão (de maioria muçulmana, em 1947) e Bangladesh (antigo Paquistão Oriental, de maioria muçulmana, em 1971).

Índia, Paquistão e Bangladesh. Os três países que Gandhi queria ver unidos.
Fonte: The World Factbook, 2014.


A síntese de tudo isso, de tudo que há de contraditório e complexo na sociedade indiana,  se refletiu na luta de um homem, que viria a ser consagrado pela humanidade como um dos maiores líderes espirituais de todos os tempos: Mohandas Karamchand Gandhi, o "Mahatma" Gandhi.  Uma das maiores atrações da Índia é, sem dúvida, a casa onde Gandhi atendia seus seguidores e foi assassinado, que tivemos a honra de visitar.

Cenas da vida de Gandhi, com toda a simplicidade, em um quadro na casa de Nova Délhi. Índia.

Mahatma Gandhi nasceu na cidade indiana de Porbandar, em 1869, falecendo em Nova Délhi em 30 de janeiro de 1948. Foi um líder pacifista que pregava a não violência como forma de se concretizar a independência da Índia em relação à Inglaterra - o país foi colônia britânica de  1858 a 1947. Advogado de formação, após um período fora do país - viveu na África do Sul, também colônia britânica, por alguns anos - abandonou sua profissão e iniciou a luta pela independência indiana pregando a desobediência civil e a não violência.  Muitas vezes acabou preso, mas também era constantemente libertado, uma vez que Gandhi era a única pessoa apta a controlar as multidões no território indiano. Gandhi morreu, no entanto, sem conquistar o seu objetivo, que era unir hindus e muçulmanos em um só país, em convivência pacífica - o país foi dividido em dois, depois em três. Morreu ainda por obra de um hindu insatisfeito com o rumo das negociações, que redundaram, com apoio da Inglaterra, na divisão entre Índia (maioria hindu) e Paquistão (maioria muçulmana).



Uma estátua de Ghandi em sua bela casa em Nova Délhi.


O último encontro de Gandhi foi com Sardar Patel, pouco antes do assassinato.


"Simplicidade é a essência da universalidade". Uma das muitas frase do grande líder indiano.

A casa onde Gandhi viveu seus últimos dias ('Gandhi Smriti") é hoje um museu e memorial, que conta a história do Mahatma, rica de fatos e gestos fraternais, pacífica na essência e antimaterialista.



A casa de Gandhi em Nova Délhi.
O caminho que Gandhi seguia todos os dias para atendimento aos fiéis, e que também foram seus últimos passos antes da morte, estão bem representados em sua casa.


Os passos de Gandhi. Ali ele atendia os seus seguidores, mas também são os passos de sua morte.

É fantástico ver na casa do grande líder indiano os apetrechos que se tornaram símbolos de sua luta, a exemplo de seus óculos e seu relógio, que hoje estão expostos por lá. É o quarto de Gandhi, um dos pontos altos da visitação.

Entrada para o quarto de Gandhi. Nova Délhi, Índia.

Os famosos óculos de Gandhi, em exposição na sua casa.


O relógio de Gandhi, que parou de funcionar na hora que ele foi assassinado.

A casa dos últimos 144 dias de Gandhi  é muito bonita. Muita natureza e paz, evocando a espiritualidade característica do Mahatma.



Ao fundo, o local onde Gandhi atendia seus seguidores.

Gandhi viveu nessa casa de 09 de setembro de 1947 até o dia de sua morte, em 30 de janeiro de 1948.Foi adquirida pelo governo da Índia em 1971 e passou a ser o memorial que é hoje a partir de 1973.

Fica em Nova Delhi, na 5 Tees January Marg.

Vale destacar como dica o filme "Gandhi", de 1982, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por  Ben Kingsley - os dois ganharam o prêmio máximo do cinema. Ganhou no total oito Oscars, contando em detalhes a vida do grande líder indiano. Na primeira cena do filme, a do assassinato, a casa aparece em detalhes.

Em que pese ser um grande líder e também bastante admirado no exterior, muitos indianos, notadamente os "intocáveis" ("dálits") preferem exaltar Ambedkar, o "Babasaheb", como o maior líder da classe menos privilegiada.  Segundo relatos históricos, o verdadeiro defensor da abolição do sistema de castas indiano é justamente o jurista Ambedkar; Gandhi adotava uma postura ambígua, chegando a defender o sistema discriminatório, o que causou insatisfação nos menos favorecidos. Mas isso é história para um post específico.

Uma visita interessante na capital indiana. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

KUMARI, A MENINA DEUSA VIVA DO NEPAL!

A República Democrática Federal do Nepal é, ainda, um país pouco conhecido dos brasileiros, embora sua divulgação tenha aumentado com as imagens e citações de uma novela da globo.

Situado no subcontinente indiano, na encosta do Himalaia, uma grande cordilheira, e tendo como seu ponto mais alto o Everest, com 8.844 metros de altura, o Nepal guarda grandes imagens e muitas curiosidades. Formado por diversas etnias (são mais de cento e vinte em  seu território), tem como religião dominante o hinduísmo, havendo ainda budistas nepaleses e tibetanos.

A maior de todas as curiosidades é, sem dúvida, a deusa viva do Nepal, a Kumari, um símbolo daquele país há mais de 2.500 anos.

Kumari, ao pé da letra, significa "virgem" em nepalês. É um símbolo de pureza. Designa a criança que é considerada uma espécie de reencarnação viva (e temporária!) de Taleju Bhawani, face feminina da deusa do hinduísmo  Durga (esposa de Shiva e mãe de Ganesha, dentre outros filhos).  É adorada pelos hinduístas e budistas nepaleses - os budistas tibetanos não seguem essa crença.

A deusa viva é capa até do livro turístico local.
Existem Kumaris em três cidades, todas do Vale de Katmandu: Katmandu, Patan e Bhaktapur.

A Kumari é escolhida, basicamente, dentro do clã Shakya, e geralmente tem entre três e treze anos. Treze anos é praticamente o máximo que a menina consegue manter o título temporário, uma vez que a primeira perda de sangue (menstruação, acidente ou doença) significa a perda do reinado. O processo de escolha é difícil, sendo valorizados muitos aspectos, como a perfeição da pele, por exemplo. Quem dá a palavra final é um astrólogo.

A Kumari de Katmandu geralmente aparece ao fim da tarde, na janela localizada dentro de seu palácio, o Kumari Ghar. É uma aparição rápida, e é proibido tirar fotos. Existe uma crença que, a cada aparição, deve-se dar um dízimo em moeda nepalesa em homenagem à divindade viva.

A janela de cima. Onde a Kumari aparece. Kumari Ghar, Katmandu, Nepal. 

Outra crença bastante difundida é que quem casa com a Kumari geralmente morre cedo. Geralmente os homens tem medo de se casar com elas depois do reinado, tudo por conta dessa crença. Muitas delas foram, ou são, casadas. Mas as últimas (pelo menos as quatro últimas) continuam solteiras...

Vale lembrar também a difícil vida dessas meninas, que vivem constantemente fechadas dentro do palácio e com pouco contato exterior, em um período que estariam no auge da infância. Mas crença é crença, não estamos aqui para discutir isso.
Dentro do Kumari Ghar, em Katmandu.
Uma dica: cuidado ao entrar no palácio - a porta é bem baixa...

Enfim, uma história muito curiosa. Uma adoração inédita no mundo. Adoração exótica e controversa.

quinta-feira, 20 de março de 2014

TAJ MAHAL, O SÍMBOLO DO AMOR ETERNO!

O país, Índia. A cidade, Agra.  O nome, o mais suntuoso possível: Taj Mahal. Um dos monumentos mais visitados do mundo, um dos mais simétricos, um dos mais belos, um dos mais imponentes. Uma das sete maravilhas do mundo moderno, indiscutivelmente. "Patrimônio Mundial da Unesco" desde 1983.


O fabuloso Taj Mahal, monumento indiano mais famoso no mundo.

Trata-se de um mausoléu branco suntuoso, todo em mármore, com quatro minaretes, construído pelo imperador mongol (para alguns, mogul; outros, mogol) Shah Jahan em homenagem à sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem ele chamava de "Mumtaz Mahal" ("Joia do Palácio"; "A Primeira-Dama do Palácio", na tradução de alguns).  Construído entre 1632 e 1653, utilizando-se de mão-de-obra de cerca de vinte mil trabalhadores e mil elefantes, é um monumento que simboliza o amor eterno de Jahan por Mahal. Vale dizer que Mahal faleceu quando do nascimento do décimo-quarto filho, em complicação durante o parto, no ano anterior ao início da construção da soberba homenagem.


É paradoxal encontrar em uma cidade com Agra, tão carente de infraestrutura e com ares de aldeia rural (embora tenha mais de um milhão de habitantes, o que seria outro paradoxo!), um monumento de tal magnitude, capaz de tirar o fôlego do turista com tamanha grandiosidade, cujas paredes estão encrustadas com vinte e oito tipos de pedras preciosas, além de trabalhos soberbos e uma caligrafia lindíssima.

Ao se observar o Taj Mahal, percebemos não só uma grandiosidade externa, representada pelo monumento em si, por sua cúpula e seus minaretes, mas também uma  riqueza de detalhes impressionante. Nesse sentido, são extremamente bem trabalhados e interessantes os singelos escritos do Alcorão, em lapis-lazúli, nas paredes daquele lugar. Também merecem menção os elementos decorativos do Taj (as "pietre dure") que, geralmente, vem em desenhos de flores, que eram tidas pelos mongóis como "símbolos do reino divino".

As flores, os "símbolos do reino divino" na concepção dos moguis.

O monumento, bastante similar a uma mesquita (por razões óbvias, já que Jahan era muçulmano), mistura os estilos indiano (hindu), persa e muçulmano.

São mais de trezentos pontos possíveis para fotografia (e os turistas aproveitam bastante isso!), sendo um dos mais famosos o que está localizado próximo ao "espelho de água de Lótus", onde a água reflete o grandioso túmulo.

Basicamente, o complexo no qual está inserido o Taj Mahal, próximo ao rio sagrado Yamuna, conta com cinco estruturas: entrada principal, jardim, mausoléu, mesquita e jawab ("resposta"). Cabe ressaltar que o "Jawab" tem como única função no complexo dar equilíbrio visual ao conjunto arquitetônico, sendo uma réplica da mesquita.


A entrada principal do complexo (darwaza) no qual está inserido o  Taj Mahal.

O Taj Mahal e seus jardins.




Curiosidades sobre o monumento:

1. Shah Jahan foi enterrado no mesmo local da sua amada esposa, ao lado dela. Jahan planejava construir um Taj negro, ideia que não foi encampada por seus filhos sobreviventes. Assim, os filhos do imperador falecido causaram a única assimetria no local, enterrando Jahan ao lado de Mahal, esta localizada perfeitamente no centro do mausoléu;

2. É proibida fotografar a "Câmara Mortuária" localizada dentro do Taj Mahal. Lá dentro, é possível ver uma espécie de túmulo de Mahal ao lado de um túmulo de Jahan. No entanto, os túmulos verdadeiros não estão abertos à visitação, estando localizados em uma cripta escura no andar de baixo;

3. Reza a lenda que o imperador Jahan mandou cortar as mãos dos artesãos que trabalharam na construção do Taj, para que nunca mais fosse feita uma obra tão bela. Tal fato é desmentido por todos os guias locais;

4. O Taj tem uma mesquita, por isso é fechado às sextas aos não muçulmanos.

Como dissemos anteriormente, Agra é uma cidade com pouca infraestrutura, daí ser conveniente um dia inteiro apenas de visitação para se admirar o Taj Mahal e conhecer ainda o Forte Vermelho. Em dois dias, é possível ainda conhecer a magnífica Fakthepur Sikri (40 km de Agra) e outros monumentos menos importantes na cidade, a exemplo do Túmulo de Itimad-ud-Daulah. 

terça-feira, 4 de março de 2014

LISBOA, A TERRA DO FADO!

Portugal é uma viagem obrigatória para os brasileiros. Muito de nossa cultura, de nossas raízes e do nosso jeito de ser ali encontra a sua gênese. Um povo que chegou por aqui ainda em 1500, saindo com suas caravelas justamente de Lisboa. Lisboa, a terra do fado, da Torre de Belém, dos pastéis de nata, dos miradouros, do bonde 28. 

Como todos sabem, Lisboa é a capital e cidade mais importante e populosa de Portugal. Basicamente, a urbe portuguesa é dividida em oito regiões principais: Baixa e Chiado; Alto, Princípe Real e São Bento; Avenida da Liberdade e Rua Castilho; Alfama, Castelo e Graça; Campo de Ourique, Estrela, Lapa e Santos; Alvalade e Avenidas Novas; Belém e Parque das Nações. Dessas subdivisões, destacam-se Baixa, Avenida da Liberdade, Alfama, Belém e Parque das Nações.

A história da cidade divide-se por um momento trágico: o terremoto de 1755. Nesse sentido, há uma Lisboa anterior ao terremoto, sede das viagens das grandes navegações; e uma Lisboa pós-terremoto, reconstruída. Em 1º de novembro de 1755 (Dia de Todos os Santos), um forte abalo, dos maiores da história da humanidade (nove graus na escala Richter), praticamente destruiu a capital portuguesa, ceifando a vida de milhares de pessoas. Enormes ondas do Rio Tejo inundaram a cidade, completando o caos que se instalou ali naquele dia. Coube ao Marquês de Pombal a reconstrução da cidade. Portanto, tudo o que temos hoje em matéria de centro histórico de Lisboa data do século XVIII.

A Avenida da Liberdade (metrô Restauradores, Avenida; ônibus 2, 9, 36) é tida como a "Champs Elysees" lisboeta. E não sem razão. Há um emaranhado de árvores e muitas lojas de luxo. É comum ver belos edifícios com maravilhosas fachadas  art nouveau. Fica entre a Praça Marquês de Pombal e o coração do centro histórico da cidade. A Rua Castilho, repleta de lojas famosas, completa o passeio.


Belos edifícios compõem o cenário da Avenida da Liberdade em Lisboa.

Muitas árvores na avenida mais charmosa da cidade.
Tradicional bairro lisboeta, a Baixa tem um comércio tradicional, com muitos artistas de rua e cafés. Destaque para o Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio), uma bela e gigantesca praça (dizem ser a maior da Europa e parece ser mesmo),  para a Praça Luís de Camões e para a Rua Garret, a rua da moda no local.

Um belo cenário português, a Praça do Comércio (Terreiro do Paço) em Lisboa. 

Destaco também o "Elevador de Santa Justa", o mais monumental da capital portuguesa. Construído em 1902,  tinha como objetivo superar um desnível de trinta metros entre a Rua do Ouro e a parte alta. Hoje, a arquitetura de ferro encanta os turistas que visitam a urbe lusitana.

Elevador de Santa Justa. 

Na mesma região, o Chiado é um ponto de comércio também bastante famoso, com muitos turistas e população jovem, na maioria estudantes.

Dizem que a alma de Lisboa tem seu endereço em Alfama. E é verdade. É ali que se encontram dois baluartes da cultura portuguesa: a religiosidade (com a presença de inúmeras igrejas) e o fado (com a existência de inúmeras casas e apresentações). É também em Alfama que temos a mais conhecida atração turística da cidade, o Castelo de São Jorge. 

O fado é a música típica portuguesa mas, acima de tudo, é música típica lisboeta. Apenas Coimbra desenvolveu uma cultura de fado à altura de Lisboa, só que com melodias mais alegres. O fado lisboeta é triste, melancólico. Maria Severa foi a primeira fadista importante, sendo até hoje homenageada pelas cantoras com os típicos xales pretos. No entanto, Amália Rodrigues (1921-1999) é, até hoje, o maior baluarte desse tipo de canção, dominando o cenário fadista por mais de cinquenta anos. Hoje, disputam a preferência popular, sendo também as minhas favoritas,  Carminho ("Fado", 2009 e "Alma", 2012), Mariza ("Fado em Mim", 2001 e "Fado Tradicional", 2010) e Ana Moura ("Desfado", 2012).

O Castelo de São Jorge (ônibus 37; bonde ou elétrico 28) é o mais antigo dos monumentos. Antes cidadela dos mouros, foi transformada em residência dos reis portugueses ainda em 1147. Após o grande terremoto, ficou abandonado até que Salazar resolveu reconstruir as muralhas e acrescentar jardins. Assim, tornou-se um dos principais mirantes da cidade. Vale a pena curtir o bonde 28. É um passeio incrível.

Belém é um bairro um pouco distante do centro histórico, mas reserva grandes atrações da cidade. A mais conhecida é, sem dúvida, a Torre de Belém (ônibus 28, 727, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15). Construída por Manuel I, o Venturoso, no século XVI, tinha como objetivo servir como entrada e defesa da parte norte do Rio Tejo.

A Torre de Belém, construída por Manuel I, é um símbolo da cidade.

Outra obra interessante e que vale a visita é o "Padrão dos Descobrimentos" (ônibus 28, 727, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15). Inaugurado em 1960, traz à baila exatemente a época áurea dos descobrimentos. O monumento é uma homenagem aos homens que fizeram a história dos descobrimentos durante o século XVI, como Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, dentre outros, que aparecem em fila, conforme se vê na foto abaixo.

O Padrão dos Descobrimentos, próximo à Torre de Belém.

Vale a pena visitar, no entanto, o coração do bairro de Belém, que está a alguns minutos de caminhada da Torre e do Padrão. Ali, duas atrações são imperdíveis: os "Pastéis de Belém" e o "Mosteiro dos Jerônimos".

O "Mosteiro dos Jerônimos" (ônibus 727, 728, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15) data de 1601. É um monumento em homenagem ao êxito da viagem de Vasco da Gama à Índia, sendo financiado pelos lucros dos comércios de especiarias asiáticas. Curiosidade: o mosteiro esteve sob a Ordem dos Jerônimos somente até 1834 - hoje todas as ordens religiosas foram dissolvidas.

O notável Mosteiro dos Jerônimos. 

Mosteiro dos Jerônimos. 

Os "Pastéis de Belém"  (ônibus 727, 728, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15) são outra atração imperdível. A casa, inaugurada em 1837, é tradição pura, e vende os melhores pastéis de nata de Lisboa. Nenhum outro pastel de nata se compara a esse. Fica aberto todos os dias de 8 da manhã até as 23 horas, sempre lotado. Cuidado com os batedores de carteira, haja visto a grande aglomeração de turistas sempre existente no local.



Dentre os museus da cidade, destaque para o "Calouste Gulbenkian" (metrô  Praça de Espanha ou São Sebastião; ônibus 16, 31, 56, 726, 746; bonde 24), aberto de terça a domingos de 10 às 18 horas. É um dos belos acervos de arte da Europa, sob a batuta do milionário falecido do petróleo Calouste Gulbenkian. Destaque para Diana de Houdon, Retrato de um Velho, de Rembrandt e Santa Catarina, de Van der Weyden.

Outro museu importante é o "Museu Nacional de Arte Antiga" (ônibus 27, 40, 49, 51, 60; bonde ou elétrico 15, 18), nas proximidades do Bairro Alto.  Fecha às segundas. É o acervo nacional da arte portuguesa, englobando pinturas, esculturas e peças.

Tradicional em Portugal, o azulejo tem seu museu em Lisboa. O "Museu Nacional do Azulejo" (ônibus 60, 727, 751) é um dos principais do mundo nesse quesito. Fica em um convento de arquitetura manuelina e com traços barrocos. Mostra a evolução da fabricação dos azulejos, desde os mouros, que foram os responsáveis pela introdução, até o desenvolvimento da arte pelos portugueses.

Particularmente, gosto também da modernidade. E a modernidade em Lisboa está associada ao Parque das Nações (metrô Oriente; ônibus 5, 10, 19, 21, 25, 28, 44, 82, 750, 768; trem Gare do Oriente). O local serviu de abrigo para a Expo 98 e hoje é uma formidável área de lazer, que inclui o Oceanário de Lisboa e o Centro Comercial Vasco da Gama, o segundo melhor shopping center da cidade (o primeiro é o Colombo). Imperdível o passeio.

O Centro Comercial Vasco da Gama. 

Ainda na região do Parque das Nações, vale ficar atento à estação de metrô Oriente. Se em Moscou as áreas internas das estações de metrô merecem destaque, externamente nenhuma se compara à Oriente de Lisboa.


Estação de metrô Oriente. Lisboa.

Destaca-se também, na capital portuguesa, o belo Aqueduto das Águas Livres.  Fica fora do centro, próximo à região do Amoreiras Shopping Center, um shopping center que já foi o maior de Lisboa, mas hoje está ultrapassado por outros, como o Colombo, o Vasco da Gama e o El Corte Inglés.

Lisboa tem também dois estádios belíssimos que podem ser visitados: o da Luz, do Benfica  (metrô Colégio Militar/Luz); e o José Alvalade , do Sporting (metrô Campo Grande). 

Enfim, Lisboa tem muitas atrações. Considere ficar pelo menos seis dias inteiros na cidade (sem contar o dia da chegada e o da saída). Há ainda muitos passeios interessantes fora da cidade, como bate-e-volta, a exemplo de Sintra, Cascais, Estoril, Fátima, Alcobaça, Évora e Óbidos.