segunda-feira, 22 de junho de 2015

BÉLGICA: O NOME DAS CIDADES!

Francês e holandês. Os dois idiomas oficiais da Bélgica (em poucos lugares fala-se ainda o alemão) refletem-se nos nomes das suas principais cidades. Enquanto o sul (Valônia) tem o francês como idioma predominante, o norte (Flandres ou Região Flamenga Belga) tem o holandês como língua principal.

Mapa da Bélgica. Flandres no Norte, Valônia ao sul. Brussels (Bruxelas).

Bruxelas,  a cidade mais central do país, é democrática - todas as suas placas têm os dois idiomas. É a capital do país, da Europa, da OTAN e símbolo da unidade da Bélgica. 

É muito importante ter sempre em mãos a tabela que postamos abaixo, principalmente se o viajante quiser se utilizar da extensa malha ferroviária do país - o nome das estações ora vêm em francês, ora em holandês.

Vejamos o nome das cidades belgas em português, francês e holandês. A preferência do português geralmente (há exceções) vem de acordo com a região - se a cidade for do Flandres, o idioma pátrio prefere o holandês; se for urbe da Valônia, o nome francês predomina. Poucas cidades já tem seu nome "aportuguesado" - nesse caso estão as quatro principais (em matéria turística, diga-se): Antuérpia, Bruxelas, Bruges e Gante. 


PORTUGUÊS
FRANCÊS
HOLANDÊS
Antuérpia
Anvers
Antwerpen
Ath
Ath
Aat
Bruges
Bruges
Brugge
Bruxelas
Bruxelles
Brussel
Courtrai
Courtrai
Kortrijk
Gante
Gand
Gent
Liege ou Lieja
Liège
Luik
Lovaina
Louvain
Leuven
Malinas
Malines
Mechelen
Mons
Mons
Bergen
Namur
Namur
Namen
Ostende
Ostende
Oostende
 São Trond
Saint-Trond
Sint-Truiden
Tongeren
Tongres
Tongeren
Tournai
Tournai
Doornik
Ipres
Ypres
Ieper

quarta-feira, 17 de junho de 2015

BATE-VOLTA: BRUXELAS

Em viagens à Europa, uma das melhores possibilidades dadas ao viajante é justamente ter uma cidade como base para passeios bate-volta, principalmente por trem. 

Bruxelas, na Bélgica, por sua localização central, permite uma série de passeios por localidades localizadas a poucos quilômetros de distância.

A capital belga, diga-se, é servida por várias estações de trem, sendo três as principais: a Bruxelas Central (como o próprio nome indica, localizada no coração turístico da cidade, a poucos metros da Grand Place); a Bruxelas-Midi (ou Zuid, em holandês); a "Bruxelas-Nord" (ou "Noord"). 

Bruxelas-Central e Bruxelas-Midi são as duas mais importantes, e certamente  concentram todos os destinos belgas em seus domínios. Vale dizer que a Bruxelas-Midi ainda recebe trens internacionais como os das companhias Eurostar e Thalys. 

Abaixo, temos uma síntese, em forma de quadro, dos destinos bate-volta mais interessantes, e recomendáveis, para o viajante a partir de Bruxelas. Lembramos que cidades como Amsterdam, Paris e Londres requerem mais dias para uma visitação mais completa e abrangente - uma semana seria o ideal.

Sites para consulta de itinerários e passagens: www.belgianrail.be; www.thalys.com; www.eurostar.com.

Algumas dicas importantes para a utilização dos trens na Bélgica:

1) Nos finais de semana, as passagens para cidades como Bruges, Antuérpia, Ghent e Luxemburgo costumam ser mais baratas;

2) Com relação ao destino "Luxemburgo" não confundir com a estação "Bruxelas-Luxemburgo", que é uma das primeiras paradas do trem em direção ao Grão-Ducado. A estação de Luxemburgo é só Luxemburgo;

3) Para se comprar passagens, duas possibilidades: ou diretamente com os vendedores nos guichês das estações ou nos equipamentos eletrônicos, localizados em todas as estações com a sigla da Belgian Rail;

4) Para viagens internacionais, se não tiverem sido agendadas via internet, deve-se procurar os guichês;

5) A estação de trem de Gante ("Gent" em holandês; "Gand" em francês) é "Gent-Sint-Pieters" - é bom não confundir "Gante" (Gent/Gand) com Genk, que é outra cidade belga;

6) O bilhete do trem vale para o dia todo, ou seja, você faz o seu horário. Assim, para Bruges, por exemplo, compra-se Zona Bruxelas para Zona Brugges ida e volta;

7) Para consultar os horários de todos os trens, recomenda-se ir a um guichê, já que nesses locais o funcionário costuma ser prestativo e imprimir os horários; ou então, consultar os horários em quadros amarelos existentes na estação (olhar o nome da cidade a ser visitada no quadro, que pode vir em belga ou holandês). Nem sempre a cidade desejada será o destino final do trem- para Bruges, por exemplo, pode-se pegar dois trens: o que vai para Knokke ou para Ostende. 

O quadro amarelo indicativo dos horários.

8) No quadro amarelo das estações, o nome da estação que você irá vem em holandês ou em francês. Nenhum problema para Brugges e Ghent (ou Gand), mas com certeza Antuérpia poderá aparecer diferente - em francês, a cidade dos diamantes é Anvers; em holandês, Antwerpen. E como é uma cidade importante (a maior da Bélgica, diga-se), Antuérpia também possui várias estações - prefira sempre a "Centraal".

A estação "Central", e principal, de Antuérpia, a mais bela da Europa.
9) Toda estação de trem conta com um quadro enorme na cor preta com todos os horários e os trens que estão para sair. É interessante consultar o seu trem para saber a plataforma, que é designada geralmente por "spoor". Vá para a plataforma indicada e boa viagem!

DE BRUXELAS PARA...

CIDADE
PAÍS
EMPRESA
DURAÇÃO

AACHEN
ALEMANHA
THALYS
01:08
AMSTERDAM
HOLANDA (PB)
THALYS
01:50
ANTUÉRPIA (ANVERS)
BÉLGICA
THALYS, BELGIAN RAIL
00:35
BRUGES
BÉLGICA
BELGIAN RAIL
00:50
COLÔNIA (KOLN)
ALEMANHA
THALYS
01:47
GANTE (GENT)
BÉLGICA
BELGIAN RAIL
00:35
LILLE
FRANÇA
THALYS
00:36
LONDRES
INGLATERRA
EUROSTAR
02:01
LUXEMBURGO
LUXEMBURGO
BELGIAN RAIL
03:14
PARIS
FRANÇA
THALYS
01:22
ROTERDAM
HOLANDA (PB)
THALYS
01:10

domingo, 3 de maio de 2015

NEPAL: ENTRE A TRAGÉDIA E A SUPERAÇÃO.

Há muito gostaria de escrever sobre o Nepal, mais especificamente sobre o “Vale de Kathmandu”, que foi a região do país que visitei, juntamente com minha irmã, em fevereiro de 2014. Ocorre que outras viagens foram sendo realizadas sucessivamente, atreladas a novos desafios da vida pessoal, o que nos levou a um atraso na descrição de nossas observações sobre esse curioso país do subcontinente indiano, encravado entre a Índia e a China, e que possui oito das dez montanhas mais altas do mundo (incluindo o Everest, a maior), quatro delas na fronteira com o Tibete.


O Vale de Kathmandu, visto da estupa de Swayambhunath


Entre a China e a Índia. O Nepal e suas principais cidades.
Fonte: World CIA Factbook. 

Inicialmente, vale dizer que a maioria dos turistas cogita conhecer o Nepal justamente por ser um país propício ao “trekking”, à escalada de montanhas, à aventura. A preferência é chegar ao topo do Everest, um desafio de vida e a consagração de todo alpinista. Em nosso caso, a atração e a vontade de conhecer o Nepal se limitou ao aspecto histórico-cultural, ou seja, buscamos conhecer um pouco de uma civilização misteriosa, distante e inacessível para boa parte dos brasileiros. Visitar para descobrir a cultura e os costumes do povo nepalês – esse, enfim, o nosso desiderato.


A curiosa bandeira nepalesa. A lua e o sol. 

Povo nepalês, aliás, que revelou ser gentil, humilde, hospitaleiro, sereno. Um povo que sobrevive à base do pequeno comércio (artesanato; tapetes; vestuário; pashmina - tecido de lã e seda; e peças de madeira e de juta) e da agricultura.

A população do Nepal tem suas peculiaridades, sendo composta por várias etnias, merecendo destaque a dos neuares, a mais significativa em números absolutos, de origem indiana. Alguns nepaleses falam em 123 etnias, um número vultoso em um país tão pequeno...

Não custa lembrar - o povo nepalês é, sobretudo, ligado à espiritualidade. Há, ali muitos monges budistas, nepaleses e de origem tibetana, além da maioria hinduísta. A pequena pátria é nada mais nada menos que a terra de Sidarta Gautama, o Buda, que nasceu na pequena cidade de Lumbini. As montanhas que tocam o céu parecem mesmo emprestar a esse povo ares místicos.

Apesar de ser a terra de Buda, é o hinduismo a religião principal do Nepal. São os seguidores de Shiva, Vishnu, Brahma, Ganesha e outros milhões de deuses. Nesse recanto de fé, e derivado da crença hinduísta, sobra espaço até para a adoração de uma deusa viva na terra - a Kumari, uma criança que é considerada a reencarnação viva (e temporária!) de Taleju Bhawani, que, por sua vez, é a face feminina da deusa Durga (esposa de Shiva e mãe de outros deuses, a exemplo de Ganesha). Ao primeiro sinal de derramamento de sangue, e a Deusa Kumari transforma-se numa simples mortal, sendo substituída por outra menina, em um ritual que já acontece há 2.500 anos.

Outro ritual de destaque é o da morte entre os nepaleses. A cerimônia de cremação, no Rio Bagmati, nas proximidades do Templo Pashupatinath é digna de nota. É um rio escuro, cor derivada do excesso de impurezas jogadas todos os dias. São várias grandes piras funerárias à espera dos mortos, que tem seu corpo banhado no rio antes da cremação. Geralmente filhos homens raspam seus cabelos em sinal de respeito à morte do ente querido. É comum ver esse tipo de cena nesse rio sagrado.

Eis alguns traços da cultura do longínquo país asiático. 

Agora, com o forte tremor de terra que assolou o país em abril de 2015, o Nepal apresentou-se para o mundo de uma forma trágica, infelizmente.  Assim, a partir dos fortes abalos, em plena era do desenvolvimento das comunicações, principalmente via internet, foi possível vislumbrar a realidade desse país pobre e montanhoso, que vive basicamente da agricultura (arroz e trigo) e de um turismo ainda pouco significativo.  Certamente, em 1934, data do último grande abalo, as notícias eram muito mais restritas e as dimensões da repercussão bem menores que atualmente, o que não contribuiu para o conhecimento da realidade do pequeno país asiático.

O que já era difícil para a maioria da população, sujeita a restrições de energia elétrica e consumo de água no seu dia a dia em época de normalidade, agora se tornou mais complicado e penoso.  E um terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter, fruto do encontro de duas gigantescas placas tectônicas, a indiana e a euro-asiática, traz consigo uma nova e cruel realidade – muitas pessoas mortas (estima-se em cerca de 7 mil) e muitos monumentos históricos danificados, especialmente em praças das três cidades mais turísticas daquele Vale – Kathmandu, Patan e Bhaktapur (a mais bela, em minha singela opinião). Um considerável abalo de infraestrutura (que já era precária antes) em um país caracterizado por um índice de desenvolvimento humano baixo, geralmente superando somente nações africanas.


O antes e o depois da Praça Durbar em Bhaktapur.
Fotos: Reuters em BBC Brasil. 

A beleza de Bhatkapur, em fevereiro de 2014.
Patrimônio Mundial da UNESCO.
Mais uma cena de Bhaktapur, em fevereiro de 2014. 
Praça Durbar em Patan, Nepal. 
Boudhanath, em fevereiro de 2014. 

O Vale de Kathmandu, é importante asseverar, transformado em "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO em 1979,  congrega sete sítios históricos, assim denominados: as três praças Durbar (Kathmandu, Patan e Bhaktapur); os templos hinduístas Pashupatinath e Changu Narayan e as estupas  (monumentos construídos sobre restos mortais de importantes autoridades religiosas budistas) de Swayambhunath e Boudhanath. Desses, pelo menos cinco (as três praças e duas estupas) sofreram consideráveis danos em sua estrutura.


Estupa de Swayambhu, no Vale de Kathmandu.
Foto: Daily Mail.

Patan é uma joia nepalesa que sofreu consideráveis abalos.
Fonte: Daily Mail. 

As imagens transmitidas pelos principais meios de comunicação mundiais demonstraram a incrível superação do povo nepalês, tendo ocorrido muitos salvamentos de pessoas presas a escombros durante períodos superiores a dois dias. Um idoso de 101 anos, inclusive, conseguiu se salvar depois de uma semana preso a ruínas. Problemas como a falta de água e alimentos persistirão por algum tempo, sendo necessário que continuem as doações chegando, já que o país precisa muito dessa colaboração.

Fica a dor da morte de milhares de nepaleses- mais de sete mil - mas também a certeza de que o país superará o momento delicado, assim como ocorreu em 1934, quando um terremoto ainda maior assolou o país. E que viva o Nepal!

terça-feira, 28 de abril de 2015

TUNÍSIA

Bandeira do País


Bandeira da Tunísia.  Evoca o Império Otomano e o Islã. 

A bandeira do país, adotada em 1835, tem a lua crescente e a estrela, que são símbolos do islamismo. A cor vermelha foi retirada da bandeira da Turquia.

A Tunísia foi parte do império turco até 1881, quando tornou-se protetorado francês. Em 1957 tornou-se uma república.


Mapas do País


Mapa da Tunísia, com a capital Tunis em destaque. 

A Tunísia é um país do norte da África, na região conhecida como "Magreb". 

Dados do país 

Continente: África (Norte da África, Magreb).

Capital: Túnis. 

Cidades principais:  Túnis, Sfax, Nabeul, Sousse, Ben Arous, Cairuã, Bizerta, Monastir, Ariana e Medenine. 


Língua: Árabe. 

Moeda: Dinar Tunisino.

População: 11 milhões de habitantes. 


Atrações turísticas principais:  Cartago; Anfiteatro de El Jem; Túnis (Almedina de Tunís, Avenida Habib Bourghiba e Museu do Bardo); Bulla Regia; Kerkuane; Kairouan; Medina de Sousse; Dougga; Oudhna (Uthina);  Monastir; Sbeitla; Tabarka; Rass Sidi Ali el-Mekki (considerada uma das melhores praias da Tunísia); Chot El-Jerid (Lago Salgado); Grand Erg Oriental;  Ksar Ghilane; Matmata; Ksour; Ile de Jerba;  Parque Nacional Jebel Ichkeul; Gargantas de Selja;  Houmt Souk; Tamerza; Jerba; Tabarka; Praia Cap Serrat; Midés; Tozeur; Mahdra; Sfax. 


Sbeitla, na Tunísia.
Fonte: Wikimedia Commons. 



Patrimônios Mundiais da UNESCO: Anfiteatro de El Jem (1979); Sítio Arqueológico de Cartago (1979); Cidade Púnica de Kerkuane e sua Necrópole (1985); Kairouan (1988); Medina de Sousse (1988); Douga/Thugga (1997).


Anfiteatro de El Jem, Tunísia.
Fonte: Wikimedia Commons. 

Medina de Sousse.
Fonte: Wikimedia Commons. 
Ruínas de Cartago.
Fonte: Wikimedia Commons.

Ruínas de Cartago.
Fonte: Wikimedia Commons. 

Kerkouane, Tunísia.
Fonte: Wikimedia Commons. 
Kairouan, Tunísia.
Fonte Wikimedia Commons. 

Cartão postal de Dougga, na Tunísia.
Fonte: Wikimedia Commons. 

Melhor época para visitação: regiões costeiras - entre maio e setembro; interior, de abril a junho e setembro/outubro. 

Atualidades: 

1. Terrorismo --> O Museu "Bardo", um dos melhores museus de arte do mundo, na capital Túnis, foi invadido, no dia 18 de março de 2015, por terroristas, com saldo final de 21 mortos no ataque.  Em 26 de junho de 2015, outro ataque terrorista, desta vez no balneário de Sousse, deixou um saldo de 39 mortos. O atirador agiu na praia local, frequentada por muitos turistas europeus e tunisianos. 

 2. A Tunísia, em 2011, deu início ao movimento que ficou conhecido como "Primavera Árabe". A revolução em solo tunisiano culminou com a deposição do Presidente Ben Ali, que estava no poder desde 1987. A "Primavera Árabe" tem esse nome em razão da extensão das revoluções, que ocorreram em vários países árabes, a exemplo da Tunísia , do Egito, da Líbia e da Síria. 

Curiosidades.  

1. Cartago já foi a maior cidade da África; hoje, suas ruínas, nos subúrbios de Túnis, atraem visitantes do mundo inteiro.  Ali se estabeleceram inicialmente fenícios; mas o esplendor se deu com os romanos, que construíram termas, anfiteatros e arenas para gladiadores.  

2. Assim como no Marrocos, o Cuscuz é o prato nacional; a maioria dos tunisianos preferem prepará-lo à mão, embora já existam produtos industrializados. A marca do cuscuz tunisiano é a pimenta. 

3. A maioria da população da Tunísia é muçulmana sunita (seguidores da sunna, parte do islamismo que aceita a autoridade dos quatro califas). 

4. A Tunísia é conhecida internacionalmente como a terra do mosaico, a técnica de se usar pedacinhos de pedra colorida para pisos. Os melhores locais para se ver mosaicos na terra deles é no Museu do Bardo, no Museu de Sousse e nas ruínas romanas de Bulla Regia. 

domingo, 29 de março de 2015

MUSEU VASA, ESTOCOLMO.

A Suécia tem atrações bastante interessantes. Uma das maiores curiosidades daquele país é justamente a história do Vasa, a embarcação que afundou em sua primeira viagem, que hoje conta com um museu para mostrar toda a sua história - o "Vasamuseet" ("Museu Vasa"). 

O impressionante Vasa, resgatado do mar 333 anos depois de submergido. 
10 de agosto de 1628. Nesse dia, o Vasa submergiu, após navegar por apenas 1.300 metros. 

Construído pelo rei sueco Gustavo II Adolfo, o navio de guerra Vasa era tido como um símbolo de poder da frota daquele país à época, tendo uma capacidade para 64 canhões e 445 homens. O país estava em guerra contra a Polônia, principal rival dos escandinavos naquele período histórico. 

Em 1956, o arqueólogo Anders Franzen (1918-1993) localizou o Vasa, participando do resgate, Cinco anos depois, em 1961, o navio foi definitivamente içado do mar. Depois de um período de cuidados especiais (uma extraordinária reparação), a embarcação começou a ser exposta no museu em 1990.

O barco é notável. São dezenas de esculturas talhadas, o que dá a dimensão da beleza da construção. A popa, danificada pelo naufrágio, mas brilhantemente restaurada, mostra os ricos detalhes dos desenhos insculpidos na embarcação. Os decoradores vieram de países como Holanda e Alemanha, e usaram e abusaram de temas ligados à mitologia grega, história romana e à bíblia também. Os estilos usados foram o renascentista tardio e o barroco precoce. 

A belíssima popa, que mostra a riqueza dos detalhes esculpidos na embarcação.
A pergunta que fica é: porque a fabulosa embarcação submergiu? A resposta está na falha de seu projeto - os enormes canhões, bem acima do que o navio poderia suportar, acabaram por desequilibrar a embarcação. Assim, a engenhoca não aguentou as duas rajadas de vento logo na saída do porto.

Para finalizar, trazemos à baila algumas outras curiosidades sobre o Vasa:

- É o único navio de guerra do século XVII existente no mundo;

- O Vasa demorou 333 anos para ser resgatado do fundo do mar - ficou por lá entre os anos de 1628 e 1961;

- A construção do navio levou dois anos;

- No acidente do Vasa, estima-se o número de mortes entre 30 e 50 pessoas;

- Foram recuperados cerca de 14.000 objetos, sendo 700 esculturas;

Museu Vasa, em Estocolmo.