quinta-feira, 20 de março de 2014

TAJ MAHAL, O SÍMBOLO DO AMOR ETERNO!

O país, Índia. A cidade, Agra.  O nome, o mais suntuoso possível: Taj Mahal. Um dos monumentos mais visitados do mundo, um dos mais simétricos, um dos mais belos, um dos mais imponentes. Uma das sete maravilhas do mundo moderno, indiscutivelmente. "Patrimônio Mundial da Unesco" desde 1983.


O fabuloso Taj Mahal, monumento indiano mais famoso no mundo.

Trata-se de um mausoléu branco suntuoso, todo em mármore, com quatro minaretes, construído pelo imperador mongol (para alguns, mogul; outros, mogol) Shah Jahan em homenagem à sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem ele chamava de "Mumtaz Mahal" ("Joia do Palácio"; "A Primeira-Dama do Palácio", na tradução de alguns).  Construído entre 1632 e 1653, utilizando-se de mão-de-obra de cerca de vinte mil trabalhadores e mil elefantes, é um monumento que simboliza o amor eterno de Jahan por Mahal. Vale dizer que Mahal faleceu quando do nascimento do décimo-quarto filho, em complicação durante o parto, no ano anterior ao início da construção da soberba homenagem.


É paradoxal encontrar em uma cidade com Agra, tão carente de infraestrutura e com ares de aldeia rural (embora tenha mais de um milhão de habitantes, o que seria outro paradoxo!), um monumento de tal magnitude, capaz de tirar o fôlego do turista com tamanha grandiosidade, cujas paredes estão encrustadas com vinte e oito tipos de pedras preciosas, além de trabalhos soberbos e uma caligrafia lindíssima.

Ao se observar o Taj Mahal, percebemos não só uma grandiosidade externa, representada pelo monumento em si, por sua cúpula e seus minaretes, mas também uma  riqueza de detalhes impressionante. Nesse sentido, são extremamente bem trabalhados e interessantes os singelos escritos do Alcorão, em lapis-lazúli, nas paredes daquele lugar. Também merecem menção os elementos decorativos do Taj (as "pietre dure") que, geralmente, vem em desenhos de flores, que eram tidas pelos mongóis como "símbolos do reino divino".

As flores, os "símbolos do reino divino" na concepção dos moguis.

O monumento, bastante similar a uma mesquita (por razões óbvias, já que Jahan era muçulmano), mistura os estilos indiano (hindu), persa e muçulmano.

São mais de trezentos pontos possíveis para fotografia (e os turistas aproveitam bastante isso!), sendo um dos mais famosos o que está localizado próximo ao "espelho de água de Lótus", onde a água reflete o grandioso túmulo.

Basicamente, o complexo no qual está inserido o Taj Mahal, próximo ao rio sagrado Yamuna, conta com cinco estruturas: entrada principal, jardim, mausoléu, mesquita e jawab ("resposta"). Cabe ressaltar que o "Jawab" tem como única função no complexo dar equilíbrio visual ao conjunto arquitetônico, sendo uma réplica da mesquita.


A entrada principal do complexo (darwaza) no qual está inserido o  Taj Mahal.

O Taj Mahal e seus jardins.




Curiosidades sobre o monumento:

1. Shah Jahan foi enterrado no mesmo local da sua amada esposa, ao lado dela. Jahan planejava construir um Taj negro, ideia que não foi encampada por seus filhos sobreviventes. Assim, os filhos do imperador falecido causaram a única assimetria no local, enterrando Jahan ao lado de Mahal, esta localizada perfeitamente no centro do mausoléu;

2. É proibida fotografar a "Câmara Mortuária" localizada dentro do Taj Mahal. Lá dentro, é possível ver uma espécie de túmulo de Mahal ao lado de um túmulo de Jahan. No entanto, os túmulos verdadeiros não estão abertos à visitação, estando localizados em uma cripta escura no andar de baixo;

3. Reza a lenda que o imperador Jahan mandou cortar as mãos dos artesãos que trabalharam na construção do Taj, para que nunca mais fosse feita uma obra tão bela. Tal fato é desmentido por todos os guias locais;

4. O Taj tem uma mesquita, por isso é fechado às sextas aos não muçulmanos.

Como dissemos anteriormente, Agra é uma cidade com pouca infraestrutura, daí ser conveniente um dia inteiro apenas de visitação para se admirar o Taj Mahal e conhecer ainda o Forte Vermelho. Em dois dias, é possível ainda conhecer a magnífica Fakthepur Sikri (40 km de Agra) e outros monumentos menos importantes na cidade, a exemplo do Túmulo de Itimad-ud-Daulah. 

terça-feira, 4 de março de 2014

LISBOA, A TERRA DO FADO!

Portugal é uma viagem obrigatória para os brasileiros. Muito de nossa cultura, de nossas raízes e do nosso jeito de ser ali encontra a sua gênese. Um povo que chegou por aqui ainda em 1500, saindo com suas caravelas justamente de Lisboa. Lisboa, a terra do fado, da Torre de Belém, dos pastéis de nata, dos miradouros, do bonde 28. 

Como todos sabem, Lisboa é a capital e cidade mais importante e populosa de Portugal. Basicamente, a urbe portuguesa é dividida em oito regiões principais: Baixa e Chiado; Alto, Princípe Real e São Bento; Avenida da Liberdade e Rua Castilho; Alfama, Castelo e Graça; Campo de Ourique, Estrela, Lapa e Santos; Alvalade e Avenidas Novas; Belém e Parque das Nações. Dessas subdivisões, destacam-se Baixa, Avenida da Liberdade, Alfama, Belém e Parque das Nações.

A história da cidade divide-se por um momento trágico: o terremoto de 1755. Nesse sentido, há uma Lisboa anterior ao terremoto, sede das viagens das grandes navegações; e uma Lisboa pós-terremoto, reconstruída. Em 1º de novembro de 1755 (Dia de Todos os Santos), um forte abalo, dos maiores da história da humanidade (nove graus na escala Richter), praticamente destruiu a capital portuguesa, ceifando a vida de milhares de pessoas. Enormes ondas do Rio Tejo inundaram a cidade, completando o caos que se instalou ali naquele dia. Coube ao Marquês de Pombal a reconstrução da cidade. Portanto, tudo o que temos hoje em matéria de centro histórico de Lisboa data do século XVIII.

A Avenida da Liberdade (metrô Restauradores, Avenida; ônibus 2, 9, 36) é tida como a "Champs Elysees" lisboeta. E não sem razão. Há um emaranhado de árvores e muitas lojas de luxo. É comum ver belos edifícios com maravilhosas fachadas  art nouveau. Fica entre a Praça Marquês de Pombal e o coração do centro histórico da cidade. A Rua Castilho, repleta de lojas famosas, completa o passeio.


Belos edifícios compõem o cenário da Avenida da Liberdade em Lisboa.

Muitas árvores na avenida mais charmosa da cidade.
Tradicional bairro lisboeta, a Baixa tem um comércio tradicional, com muitos artistas de rua e cafés. Destaque para o Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio), uma bela e gigantesca praça (dizem ser a maior da Europa e parece ser mesmo),  para a Praça Luís de Camões e para a Rua Garret, a rua da moda no local.

Um belo cenário português, a Praça do Comércio (Terreiro do Paço) em Lisboa. 

Destaco também o "Elevador de Santa Justa", o mais monumental da capital portuguesa. Construído em 1902,  tinha como objetivo superar um desnível de trinta metros entre a Rua do Ouro e a parte alta. Hoje, a arquitetura de ferro encanta os turistas que visitam a urbe lusitana.

Elevador de Santa Justa. 

Na mesma região, o Chiado é um ponto de comércio também bastante famoso, com muitos turistas e população jovem, na maioria estudantes.

Dizem que a alma de Lisboa tem seu endereço em Alfama. E é verdade. É ali que se encontram dois baluartes da cultura portuguesa: a religiosidade (com a presença de inúmeras igrejas) e o fado (com a existência de inúmeras casas e apresentações). É também em Alfama que temos a mais conhecida atração turística da cidade, o Castelo de São Jorge. 

O fado é a música típica portuguesa mas, acima de tudo, é música típica lisboeta. Apenas Coimbra desenvolveu uma cultura de fado à altura de Lisboa, só que com melodias mais alegres. O fado lisboeta é triste, melancólico. Maria Severa foi a primeira fadista importante, sendo até hoje homenageada pelas cantoras com os típicos xales pretos. No entanto, Amália Rodrigues (1921-1999) é, até hoje, o maior baluarte desse tipo de canção, dominando o cenário fadista por mais de cinquenta anos. Hoje, disputam a preferência popular, sendo também as minhas favoritas,  Carminho ("Fado", 2009 e "Alma", 2012), Mariza ("Fado em Mim", 2001 e "Fado Tradicional", 2010) e Ana Moura ("Desfado", 2012).

O Castelo de São Jorge (ônibus 37; bonde ou elétrico 28) é o mais antigo dos monumentos. Antes cidadela dos mouros, foi transformada em residência dos reis portugueses ainda em 1147. Após o grande terremoto, ficou abandonado até que Salazar resolveu reconstruir as muralhas e acrescentar jardins. Assim, tornou-se um dos principais mirantes da cidade. Vale a pena curtir o bonde 28. É um passeio incrível.

Belém é um bairro um pouco distante do centro histórico, mas reserva grandes atrações da cidade. A mais conhecida é, sem dúvida, a Torre de Belém (ônibus 28, 727, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15). Construída por Manuel I, o Venturoso, no século XVI, tinha como objetivo servir como entrada e defesa da parte norte do Rio Tejo.

A Torre de Belém, construída por Manuel I, é um símbolo da cidade.

Outra obra interessante e que vale a visita é o "Padrão dos Descobrimentos" (ônibus 28, 727, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15). Inaugurado em 1960, traz à baila exatemente a época áurea dos descobrimentos. O monumento é uma homenagem aos homens que fizeram a história dos descobrimentos durante o século XVI, como Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, dentre outros, que aparecem em fila, conforme se vê na foto abaixo.

O Padrão dos Descobrimentos, próximo à Torre de Belém.

Vale a pena visitar, no entanto, o coração do bairro de Belém, que está a alguns minutos de caminhada da Torre e do Padrão. Ali, duas atrações são imperdíveis: os "Pastéis de Belém" e o "Mosteiro dos Jerônimos".

O "Mosteiro dos Jerônimos" (ônibus 727, 728, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15) data de 1601. É um monumento em homenagem ao êxito da viagem de Vasco da Gama à Índia, sendo financiado pelos lucros dos comércios de especiarias asiáticas. Curiosidade: o mosteiro esteve sob a Ordem dos Jerônimos somente até 1834 - hoje todas as ordens religiosas foram dissolvidas.

O notável Mosteiro dos Jerônimos. 

Mosteiro dos Jerônimos. 

Os "Pastéis de Belém (ônibus 727, 728, 729, 751; trem Belém; bonde ou elétrico 15) são outra atração imperdível. A casa, inaugurada em 1837, é tradição pura, e vende os melhores pastéis de nata de Lisboa. Nenhum outro pastel de nata se compara a esse. Fica aberto todos os dias de 8 da manhã até as 23 horas, sempre lotado. Cuidado com os batedores de carteira, haja visto a grande aglomeração de turistas sempre existente no local.



Dentre os museus da cidade, destaque para o "Calouste Gulbenkian" (metrô  Praça de Espanha ou São Sebastião; ônibus 16, 31, 56, 726, 746; bonde 24), aberto de terça a domingos de 10 às 18 horas. É um dos belos acervos de arte da Europa, sob a batuta do milionário falecido do petróleo Calouste Gulbenkian. Destaque para Diana de Houdon, Retrato de um Velho, de Rembrandt e Santa Catarina, de Van der Weyden.

Outro museu importante é o "Museu Nacional de Arte Antiga" (ônibus 27, 40, 49, 51, 60; bonde ou elétrico 15, 18), nas proximidades do Bairro Alto.  Fecha às segundas. É o acervo nacional da arte portuguesa, englobando pinturas, esculturas e peças.

Tradicional em Portugal, o azulejo tem seu museu em Lisboa. O "Museu Nacional do Azulejo" (ônibus 60, 727, 751) é um dos principais do mundo nesse quesito. Fica em um convento de arquitetura manuelina e com traços barrocos. Mostra a evolução da fabricação dos azulejos, desde os mouros, que foram os responsáveis pela introdução, até o desenvolvimento da arte pelos portugueses.

Particularmente, gosto também da modernidade. E a modernidade em Lisboa está associada ao Parque das Nações (metrô Oriente; ônibus 5, 10, 19, 21, 25, 28, 44, 82, 750, 768; trem Gare do Oriente). O local serviu de abrigo para a Expo 98 e hoje é uma formidável área de lazer, que inclui o Oceanário de Lisboa e o Centro Comercial Vasco da Gama, o segundo melhor shopping center da cidade (o primeiro é o Colombo). Imperdível o passeio.

O Centro Comercial Vasco da Gama. 

Ainda na região do Parque das Nações, vale ficar atento à estação de metrô Oriente. Se em Moscou as áreas internas das estações de metrô merecem destaque, externamente nenhuma se compara à Oriente de Lisboa.


Estação de metrô Oriente. Lisboa.

Destaca-se também, na capital portuguesa, o belo Aqueduto das Águas Livres.  Fica fora do centro, próximo à região do Amoreiras Shopping Center, um shopping center que já foi o maior de Lisboa, mas hoje está ultrapassado por outros, como o Colombo, o Vasco da Gama e o El Corte Inglés.

Lisboa tem também dois estádios belíssimos que podem ser visitados: o da Luz, do Benfica  (metrô Colégio Militar/Luz); e o José Alvalade , do Sporting (metrô Campo Grande). 

Enfim, Lisboa tem muitas atrações. Considere ficar pelo menos seis dias inteiros na cidade (sem contar o dia da chegada e o da saída). Há ainda muitos passeios interessantes fora da cidade, como bate-e-volta, a exemplo de Sintra, Cascais, Estoril, Fátima, Alcobaça, Évora e Óbidos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

VATICANO

Introdução ao Vaticano

Vaticano, sede principal da Igreja Católica Apostólica Romana (a maior fé dentro do cristianismo no mundo, com 1,2 bilhão de adeptos), é um  Estado de 440.000 metros quadrados, localizado no coração de Roma. Novecentas pessoas moram dentro de seus limites, sendo duzentas mulheres (interessante, não é mesmo?).

A segurança é feita pela Guarda Suíça, o menor exército do mundo, com roupas curiosas e espalhafatosas. Roupas cujo design coube a Michelângelo.

Guarda Suíça. Por GeoTrou , CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons
Guarda Suíça. Por Lobozpics, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons.

Curiosamente, a bandeira da Guarda Suíça é alterada sempre, de acordo com o novo Papa que inicia seu Pontificado. No caso de Francisco, a bandeira da Guarda contém seu emblema.


Bandeira da Guarda Suíça atual, com emblema de Francisco. Por Sarumo74,CC BY 3.0, Wikimedia Commons.

O pequeno Estado teve definidas as suas bases geográficas pelo Tratado de Latrão, celebrado com a Itália em 1929 e revisado em 1984. Por esse tratado, o Estado Italiano reconheceu o Estado do Vaticano, concedendo ainda, curiosamente, extraterritorialidade para vários lugares em Roma, a exemplo das Igrejas "São Paulo Extra-Muros", "Santa Maria Maggiore", "São João Laterano" e do "Castelo Santo Ângelo". Ou seja, o Vaticano ainda detém soberania sobre algumas igrejas e monumentos em pleno território romano.

A autoridade máxima do Vaticano é o Papa, também "Bispo de Roma", eleito para um mandato vitalício pelo "conclave", que é uma reunião de cardeais. A votação para escolha do Papa é secreta, sendo que os cardeais ficam impedidos de ter contato com o mundo externo durante todo o processo. O atual chefe de estado é o Papa Francisco (em latim, Franciscus), o 266º da Igreja Católica, que veio a suceder Bento XVI (que se tornou "Papa Emérito", apesar da renúncia ao cargo). 

Com obras de Bernini e de Michelângelo, o Vaticano apresenta riquezas artísticas impressionantes.

Inicialmente, destacaremos em vários posts os lugares mais fantásticos do Vaticano, como a "Basílica de São Pedro", os "Museus Vaticanos", a "Cúpula da Basílica" de Michelângelo, a "Praça do Vaticano" de Bernini e os notáveis "Jardins". Dentro dos "Museus", destaque para a maravilhosa "Capela Sistina", de Michelângelo e para as "Salas de Rafael".

A filatelia (a arte de colecionar selos) tem seu espaço para quem visita o Vaticano. Além de um museu filatélico localizado dentro dos "Museus Vaticanos", os correios desse minúsculo Estado contém peças filatélicas impressionantes e de rara beleza.

Além dos correios, destaca-se a Rádio Vaticano, o jornal "L´Observattore Romano", lojas, escritórios e uma editora.

Bandeira do Vaticano

Bandeira do Vaticano.

Mapa do Vaticano.


Mapa do Vaticano. The World Factbook.

Dados do Vaticano

Continente: Europa

Capital: Cidade do Vaticano.

Línguas: Italiano e Latim.

População: 836 (2012).


Atrações turísticas principais: Basílica de São Pedro (San Pietro); Museus Vaticanos; Capela Sistina de Michelângelo; Praça de São Pedro; Jardins do Vaticano; Biblioteca Apostólica Vaticana; Palácio Apostólico; Cúpula da São Pedro e sua exuberante vista de Roma.

Teto do Museu Vaticano.



A Praça de São Pedro, vista da Cúpula da Igreja São Pedra. 


Patrimônio Mundial UNESCO: Cidade do Vaticano (1984).

Melhor época para visitação: maio/junho/julho/agosto.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A MESQUITA PERDIDA E A HARMONIA ENTRE O MODERNO E O ANTIGO NA CAPITAL MARROQUINA!

O Marrocos é um país com múltiplas atrações, mas a sua fama turística advém justamente de suas "cidades imperiais", cidades tradicionais que já foram capitais daquele país. São, basicamente, quatro as cidades que ostentam esse título: Rabat (a atual capital), Meknes, Fes (Fez) e Marrakech.

Rabat, antigo porto fenício, cartaginês e romano da antiguidade, é hoje a capital daquele país e uma cidade bastante interessante para se visitar. O crescimento da importância da cidade deve-se, basicamente, ao "Coquistador" Yacoub El Mansour, que chegou ao poder em 1184. Ele transformou cristãos em escravos e mandou fazer obras por toda Rabat, que tornou-se a capital do império marroquino. A tradição de Rabat ser a capital marroquina continuou, sendo essa cidade também capital do protetorado francês entre 1912  e 1956.

A maior atração da cidade é a "Torre Hassan", um dos grandes símbolos do Marrocos. A "Torre Hassan", curiosamente, é um grande minarete de uma mesquita,  a Mesquita El Hassan. que foi planejada por Yacoub, mas nunca finalizada. É uma obra incompleta que se tornou uma grande atração turística, dada a sua beleza característica. Conta-se que a razão da obra estar incompleta foi a morte precoce de Yacoub, em 1199. A torre de pedras vermelhas mede 44 metros atualmente, muito embora estimativas da época mostravam que a intenção é que a altura dela fosse o dobro. Há no local ainda duzentas colunas, que demarcam a área onde a mesquita deveria ter sido construída.

A Torre Hassan, símbolo máximo de Rabat.

Detalhe da área onde seria a mesquita El Hassan.

Torre Hassan ao fundo, juntamente com a área da mesquita que não existiu.

Na área da mesquita que nunca existiu, há ainda o "Mausoléu de Mohammed V", que é o avô do atual rei, "Mohammed VI" e pai do Rei Hassan II (que hoje dá nome à mesquita de Casablanca, a maior do país). Mohammed V era o rei durante o processo de independência do Marrocos frente à França, que se completou em 1956. É um palácio extremamente fotogênico, valendo a visita, indiscutivelmente.

Mausoléu de Mohammed V, em Rabat. Exterior.

Detalhe do local onde está enterrado Mohammed V.

Outra grande atração da cidade é o "Casbah das Oudaias". É um labirinto de ruas com vista para a foz do rio que passa na cidade. Impende destacar também  "Bab Oudaia", um dos mais belos portões do Marrocos.



Por dentro do Casbá das Oudaias.
Em 2012, uma série de locais de Rabat foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO. Algumas delas: a cidade nova, surgida durante o protetorado francês (1912-1956); o Casbá das Oudaias; o Jardim de Essais; a Medina de Rabat; as muralhas e portas almoadas; os sítios arqueológicos de Chellah e Hassan (onde está a Torre Hassan); o Mausoléu de Mohammed V e o bairro de Diour Jamaa. Percebe-se, pela lista da UNESCO, que o moderno convive com o antigo de maneira harmônica na capital marroquina.

Uma das belas portas e muralhas de Rabat.
Enfim, a sede administrativa do Marrocos, embora não seja tão famosa ou tenha o mesmo apelo turístico que Marrakech ou Fez, guarda grandes obras  e atrações e merece uma visita detalhada de dois dias inteiros. A harmonia entre o moderno e o antigo é o que faz de Rabat uma interessante cidade!

domingo, 29 de dezembro de 2013

VENEZUELA



Bandeira da Venezuela.



Mapa da Venezuela. The World Factbook.


Venezuela na América do Sul.

Continente: América do Sul.

Capital: Caracas.

Língua: Espanhol.


População:  28.384.000 habitantes.
Atrações turísticas principais: Los Roques; Isla Margarita; Panteão Nacional de Caracas; Igreja de São Francisco em Caracas; Coro e Porto.


Patrimônios Mundiais UNESCONatural - Parque Nacional Canaíma (1994) Culturais - Coro e seu Porto (1993); Cidade Universitária de Caracas (2000).

Melhor época para visitação: dezembro/janeiro/fevereiro/março/abril.

sábado, 28 de dezembro de 2013

VIETNÃ



Bandeira do Vietnã.



Mapa do Vietnã. The World Factbook.
Continente: Ásia.

Capital: Hanói.


Língua: Vietnamita.


População: 88 (oitenta e oito) milhões.


Atrações turísticas principais: Baía de Ha Long; Cidade Antiga de Hoi An; Thang Long em Hanói.


Patrimônios Mundiais UNESCO: Naturais - Baía de Ha Long (1994) e Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (2003); Culturais - Monumentos do complexo de Hué (1993); Cidade Antiga de Hoi An (1999); Santuário Mi Son (1999); Setor Central da Cidadela Imperial de Thang Long em Hanói (2010).



Melhor época para visitação: dezembro/janeiro/fevereiro/março/abril.

ZÂMBIA



Bandeira de Zâmbia.



Mapa de Zâmbia. The World Factbook.


Continente: África.

Capital: Lusaca.


Língua: Inglês.


População: 12 (doze)  milhões.


Atração turística principal: Cataratas Vitória (fronteira com o Zimbábue).


Cataratas Vitória no lado zambiano. Foto: John Walker

Patrimônio Mundial UNESCO: Natural - Mosi-Oa-Tunya/ Cataratas Vitória.

Melhores meses para visitação: maio/junho/julho/agosto/setembro.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ZIMBÁBUE



Bandeira do Zimbábue.


Mapa do Zimbábue. The World Factbook.
Continente: África.

Capital: Harare.

Língua: Inglês.

População: 11,5 milhões.

Atrações principal: Cataratas Vitória (fronteira com a Zâmbia); Ruínas do Grande Zimbábue; Parque Nacional de Matobo.


Um espetáculo da natureza: as Cataratas Vitória. Foto: Wikimedia Commons
Patrimônios Mundiais da UNESCO: Naturais - Mana Pools National Park, Sapi e Chewore Safaria Areas e Mosi-oa-Tunya/Victoria Falls; Culturais - Great Zimbabue National Monument; Khama Ruins National Monument e Matobo Hills. 

Rio Zambezi no Mana Pools National Park. Foto: Wikimedia commons.

Great Zimbabwe. Foto: Jan Derk.

Melhores meses para visitação: maio/junho/julho/agosto/setembro/outubro.

Curiosidades 

1. O dólar zimbabuano, emitido entre 1980 e 2009, é a moeda mais curiosa já emitida no mundo. Foram confeccionadas, inclusive, notas de trilhões (por exemplo, nota de 100 trilhões em 2008) - algo inédito no mundo e motivo de suveníres mundo afora. A hiperinflação - o país teve a maior inflação já registrada- fez o país abandonar o sistema baseado no dólar zimbabuano.

2. Atualmente, o Zimbábue adota o "sistema múltiplo de moeda", ou "sistema monetário múltiplo", utilizando-se de moedas como o dólar americano e o rand sul-africano.  

3. Quando da mudança, os proprietários de contas bancárias superiores a 175 quadrilhões de dólares zimbabuanos trocaram o dinheiro por 5 dólares. 1 dólar americano, por sua vez, equivalia a 35 quadrilhões de dólares zimbabuanos. 

4. O país, embora com uma grande massa de miseráveis, possui o maior índice de alfabetização da África - 90 por cento da população.

5. O país foi colônia britânica até 1980, com o nome de "Rodésia do Sul".

6. Os produtos agrícolas principais do país são o tabaco, o milho, algodão, café e cana-de-açúcar. 

7. A religião principal é o cristianismo anglicano, mas os zimbabuanos seguem ritos religiosos tribais. 

8. A montanha mais alta do país, com 2.500m, é o Monte Inyangani.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A ESTUPENDA FEZ!

Fez. A mais antiga das cidades imperiais, é também a mais incrível e estupenda de todas as visitas naquele país. A atmosfera exótica do Marrocos ali tem seu ponto mais mágico. Magia que advém do fato de ser Fez a capital espiritual daquele país do norte da África. 

Fez vista do alto. Uma visão maravilhosa da imperial cidade marroquina.

Para quem não se lembra, a cidade de Fez foi retratada em uma novela da Globo, chamada "O Clone", cuja personagem principal era chamada de "Jade", nome de uma pedra famosa também. Lá, era possível visualizar a parte de tinturaria da cidade, que tem um cheiro insuportável.

Fez é tão espetacular que tem duas medinas: Fez el-Bali e Fez el-Jedid. A medina por excelência, no entanto, é Fez el-Bali, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1981. A visita a elas começa por fora, mais precisamente da visão panorâmica que se tem "de cima", fora dos muros.

A vista da medina antiga de Fez impressiona os visitantes. 

Em Fez el-Bali o destaque fica por conta do labirinto que é a cidade, mas também devemos sempre lembrar da medersa (escola de Corão) Bou Inania, a mais bonita daquele país, juntamente com a Ben Youssef de Marrakech. Em frente à medersa, vale a pena observar o "relógio d´água", outra atração local. Na mesma rua temos ainda alguns "fondouks", que são os caravançarás marroquinos.


A porta da Medersa. Magnífica.
A linda medersa Bou Inania por dentro.

Dizem que a população da medina alcança quase 400.000 pessoas, o que parece ser verdade. É imensa e é praticamente impossível para o turista andar por lá sem guia. Certamente se perderá. O labirinto de ruas e vielas impressiona, existindo vias com apenas 60 cm de largura - certamente não passaria por elas...

Estreitas vielas de Fez. Medina antiga.
Nessa rua eu consegui um espaço para tirar foto...

Comércio na medina antiga.

Mais uma rua de comércio. Souk na medina de Fez.


O mais engraçado da medina de Fez é justamente quando o burro se aproxima. Isso mesmo, o burro. É o meio de transporte de carga - e de pessoas - mais comum na antiga medina, já que carros não tem permissão (e nem possibilidade!) de circular por lá. As pessoas gritam : 'olha o burro" e todos tem que se apertar para deixar o animal passar. É a parte mais cômica da viagem ao Marrocos, sem dúvida!

Olha o burro! E vamos que vamos no aperto...
Vale dizer que existe Fez além da Medina antiga. É uma das mais bonitas cidades da África e isso se faz presente na sua "nova medina" - Fez el-Jedid. O  Palácio Real é o destaque arquitetônico. Há ainda belas praças no local.

O belo palácio real, talvez o mais bonito do Marrocos.

Uma bela praça de Fez, uma surpreendente cidade africana.
Enfim, Fez é uma maravilhosa cidade. Imperdível a visita. Indispensável.