domingo, 2 de agosto de 2015

O METRÔ DE LONDRES E AS ATRAÇÕES!

Londres é uma cidade caracterizada por um sistema de transportes públicos bastante eficiente. Metrô, ônibus, trem, DLR (Docklands Light Railway). Todos eles fazem parte do mais abrangente e mais eficiente (pelo menos em termos turísticos) sistema urbano de transportes do mundo. 

O metrô é bem fácil de ser usado. Para quem fica uma semana, pelo menos, na capital inglesa, a dica é o "Oyster Card".  O Oyster é carregado nas máquinas, localizadas em todas as estações de metrô, incluindo a do Aeroporto de Heatrow (e vale a pena utilizar o sistema, já que os traslados de táxi ficam em torno de 400 reais!). O ideal é carregá-lo no passe semanal - assim evita-se pagar as caras viagens unitárias, em torno de dois a quatro libras (equivalente a quase vinte reais na cotação de hoje). O passe semanal custa entre trinta e sete e quarenta libras. Há uma taxa pela "compra'  do cartão, de cinco libras, reembolsável na devolução do cartão - basta ir a um dos guichês em estações de metrô principais ou então nas máquinas. Importante: comprar o Oyster para as regiões 1 e 2 - nessas regiões concentram-se todas as atrações turísticas de Londres, incluindo Greenwich, a mais longe delas (em que se utiliza também bondes com vista panorâmica "overground" - os "DLR", ou "Docklands Light Railway").

O Oyster Card, nas suas versões históricas. A mais acima é a versão atual. 

Vejamos uma síntese das atrações e as estações de metrô correspondentes (quando só é possível chegar por trem, esse meio de transporte será indicado):

Escalada Planetária
ATRAÇÃO


ESTAÇÃO METRÔ

PONTOS ALTOS 
ATRAÇÕES

Abadia de Westminster
St. James´s, Westminster
The Lady Chapel, Chapter House, Torres da Fachada Oeste, Nave vista do lado oeste, Contrafortes Gigantes
Admiralty Arch
Charing Cross
Separa a barulhenta Trafalgar Square da área mais nobre de Londres
Albert Memorial
High South Kensington, South Kensington
Monumento.
Arsenal Stadium (Emirates)
Arsenal
O Arsenal (Gunners) é o clube mais tradicional de Londres.
Barbican
Barbican, Moorgate
Artes. Culutra.
Big Ben
Westminster
Big Ben é o nome do sino, não do relógio.
Boylen Ground
Upton Park
Estádio do West Ham United, um dos times de Londres. Será substituído pelo Estádio Olímpico.
British Library
King´s Cross St. Pancras
A maior biblioteca de Londres e uma das mais importantes do mundo.
British Museum
Tothenham Court Road, Holborn, Russel Square
Principal museu de Londres. Atrações: Múmias egípcias; esculturas do Parthenon; Homem de Lindow; Tesouro de Sutton Hoo
Camden Market
Camden Town, Chalk Farm
Seis mercados com localização próxima, entre Chalk Farm Road e Camdem High Street.
Camden Town
Camden Town
Lugar de gente alternativa em Londres.
Catedral de Westminster
Victoria
Igreja católica. Edifício bizantino. Cúpula sobre a nave inacabada. Missas.
Chelsea
Sloane Square
Bairro com muitas galerias e lojas de antiguidades.
Chinatown
Leicester Square, Piccadilly Circus
Comunidade chinesa de Londres. Lojas e restaurantes da comunidade.
Churchill Museum and Cabinet War Rooms
Westminster
Local onde se reunia o Conselho de Guerra durante os bombardeios à Londres promovidos pela Alemanha durante a Segunda Guerra. Usado por Chamberlain e depois por Churchill.
Cleopatra´s Needle
Embankment, Charing Cross
Monumento de granito róseo, construído em Heliópolis em 1.500 a. C.
Craven Cottage
Putney Bridge
Estádio do Fulham, um time tradicional de Londres.
Cutty Sark
Cutty Sark DLR
Embarcação. Única restante dos veleiros que cruzaram os oceanos no século XIX.
Downing Street
Westminster
Residência oficial do Primeiro-Ministro.  A famosa porta da frente do número 10, onde vive o Primeiro-Ministro, é a atração principal.
Estádio Olímpico de Londres
Stratford
Será a casa do West Ham United. Foi palco dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012.
Freud Museum
Finchley Road
Casa usada por Freud após fugir da perseguição nazista em 1938.
Hampton Court
Trem (Hampton Court) – Estação Waterloo do metrô
Embelezado por Henrique VIII, que adorava estar nesse palácio. Atrações: o labirinto; a galeria Mantegna; “A Grande Videira”; o jardim do lago; o jardim da fonte.
Harrods
Knightsbridge
A mais importante, e famosa, loja de departamentos de Londres.
Kensington Gardens
Bayswater, High South Kesington, Queensway, Lancaster Gate
Antigos jardins do Palácio de Kensington que se tornaram parque público.
Kensington Palace
High South Kensington, Queensway, Notting Hill Gate
Palácio real. Aqui Vitória recebeu a notícia de que viraria rainha.
Kew Gardens
Kew Gardens
Jardins públicos mais perfeitos do mundo. Atrações principais: pagode (construção em estilo asiático); “Temperate House”; “Palm House”.
Leicester Square
Leicester Square, Piccadilly Circus
Posto de venda de entradas de teatros. Ali já morou sir Isaac Newton.
Loftus Road
White City
Estádio do Queens Park Rangers, um dos times de Londres.
London Eye
Waterloo, Westminster
Roda gigante de 135 metros de altura. Vista da cidade e dos principais monumentos de Londres. Próxima ao Big Ben e Parlamento.
Madame Tussaud´s
Baker St.
Museu de cera, com figuras ligadas à política, esportes, artes e a história inglesa.
Museu de História Natural de Londres
South Kensington
Um dos melhores museus de história natural do mundo. Tem galerias de todas as espécies de animais, além da sala de dinossauros.  Também abriga informações sobre vulcões, terremotos.
Museu de Londres
Barbican, St. Paul´s, Moorgate
História de Londres. Atrações: Serápis de Marmore; Carruagem do Lord Mayor
National Gallery
Charing Cross, Leicester Square, Piccadilly Circus
Rico acervo de pinturas. Destaques: Os Girassóis, de Van Gogh; A Vênus no Espelho, de Diego Velázquez; Os Embaixadores, de Hans Holbein; O Carro de Feno, de Jonh Constable; O Batismo de Cristo, de Piero Della Francesca
National Portrait Gallery
Leicester Square, Charing Cross
Conta a história da Inglaterra por meio de retratos. Quadros de reis, rainhas, músicos, pensadores. A galeria conta com lojas, restaurante e exposições temporárias.
National Maritime Museum
Cutty Sark DLR
Museu ligado às heranças marítimas do Reino Unido
Notting Hill
Notting Hill Gate
Bairro conhecido por ter sido tema de filme de Hollywood. Onde ocorre o maior carnaval de rua da europa. Pubs. Lojas de antiguidades.
Old Royal Naval College
Cutty Sark, Greenwich
Edifícios de Christopher Wren. Capela, saguão e centro dos visitantes são as únicas partes abertas.
Palácio de Buckingham
St. James´s Park, Victoria
Escritório e residência oficial da monarquia inglesa. Sedia cerimônias oficiais. Trocas da guarda.
Parlamento
Westminster
Sediado no Palácio de Westminster, o Parlamento conta com a Casa dos Lordes e a Casa dos Comuns.
Piccadilly Circus
Piccadily
Zona bastante movimentada à noite. Lojas, teatros estilo “Broadway” e cinemas.
Queen´s Chapel
Green Park
Trabalho do arquiteto Inigo Jones. Primeira igreja clássica da Inglaterra. Interior com belíssimo altar-mor.
Regent´s Park
Regent´s Park, Baker St., Great Portland St.
Parque público. Tulipas.
Royal Academy of Arts
Piccadilly Circus, Green Park
Exposição de artes. Há exposição anual, em que qualquer artista pode se apresentar. Mais de 200 anos de tradição.
Royal Observatory Greenwich
Cutty Sark DLR
O meridiano, zero de longitude, passa no Observatório Real.
Science Museum
South Kensington
Museu de ciências. Destaques: galeria das máquinas a vapor; galeria da computação; coleção de ciência e arte da medicina; a galeria de aviões chamada “flight”.
Smithfield Market
Farrington, Barbican
Vende gado e aves abatidas. Carnes. Há pubs na área.
St. James´s Park
St. James´s Park
Parque mais bonito de Londres.
St. Paul´s Cathedral
St. Paul´ Mansion House
Igreja símbolo de Londres. Pontos altos: domo; Galeria dos Sussuros; Fachada Oeste e torres. Obra de Christopher Wren, restaurada depois do incêndio de 1666.
St. Stephen Walbrook
Bank, Cannon Street
Igreja paroquial do prefeito, construída por Christopher Wren em 1672/79. A mais bela igreja da City, para muitos.
Stamford Bridge (Estádio e Museu do Chelsea)
Fulham Broadway
Estádio do Chelsea, time que mais cresceu na Inglaterra na última década.
Tate Britain
Pimlico
Maior acervo de arte britânica do mundo. Obras fundamentais: Paz-Enterro no Mar (Turner); Ofélia (John Everett Millais) e Três Estudos de Figuras (Francis Bacon)
Tate Modern
Blackfriars, Mansion House, Southwark
Arte contemporânea. Atrações: The Snail, de Matisse; Spatial Concept Waiting, de Fontana; Fish, de Brancusi.
Torre de Londres
Tower Hill
Antiga prisão. Abriga uma coleção de joias da Coroa Britânica. A White Tower, a Capela de St. John e o Traitor´s Gate são as suas atrações principais. Quase mil anos de história
Tower Bridge
Tower Hill
Ponte símbolo de Londres. É levantada para passagem de grandes navios. Abriga a exposição “The Tower Bridge”.
Trafalgar Square
Charing Cross
Praça dos comícios e reuniões populares em Londres. Os quatro leões, símbolos da Inglaterra. A National Gallery ali se localiza.
Twickenham
Linha verde (District Line) até Richmond. Depois pega trem que vai para Windsor, desce em Twickenham
Estádio de rugby. É o segundo maior estádio da Inglaterra.
Victoria e Albert Museum
South Kensington
Coleção de artes decorativas impressionante. Pontos altos: Fashion Gallery; British Galleries; Galeria de Arquitetura; Galerias Medievais e do Renascimento.
Wallace Collection
Bond St., Baker St.
Coleção particular de arte
Wembley Stadium (Wembley)
Wembley Park e Wembley Central Station
Estádio mais famoso da Inglaterra. Sede dos jogos da seleção inglesa. Sede das finais inglesas e da FA Cup. Foi também palco da final da Copa de 1966 (em sua primeira versão de estádio, já que foi totalmente reformulado).
White Hart Lane (Estádio do Totenham Hotspur)
Tothenham Hale (mais vinte minutos a pé); existe trem – estação White Hart Lane
O Tothenham é um dos times mais tradicionais de Londres. O time tem as cores branca e preta.
Wimbledon Lawn Tennis Museum (Museu de Wimbledon)
Southfields
Wimbledon é o mais importante torneio de tênis  do mundo. O museu conta toda a história desse torneio.
Pesquisa/Créditos: Carlos HB/ Escalada Planetária

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A MAGNÍFICA BATH!

Bath é, para muitos, a cidade mais bonita da Inglaterra. E é verdade. Trata-se de uma bucólica localidade de cores homogêneas (um tom de bege), com ponte que lembra Florença, lindos parques, uma abadia deslumbrante, ruas maravilhosas, obras arquitetônicas de tirar o fôlego e um sítio arqueológico extremamente preservado, as Termas Romanas.

Idealizada e embelezada pelos dois gênios da arquitetura, John Wood pai ("O Velho") e John Wood filho ("O Jovem"), Bath, situada no vale do rio Avon, é a síntese perfeita do estilo georgiano. Georgiano, vale dizer, é o nome de um estilo de arquitetura derivado dos reinados dos quatro "Jorges",ou "Georges" (I, II, III e IV), que viveram entre os anos de 1720 e 1840. Combina elementos de barroco, ecletismo romântico, neoclassicismo, rococó e até mesmo neogótico. 

A bela cidade georgiana de Bath. 

Uma visão geral de Bath, a cidade georgiana bege.
Fonte: Wikimedia Commons. 






Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987 , a cidade de Bath (chamada anteriormente de Acquae Sulis) tem como atração principal as "Termas Romanas de Bath",  fundadas após a invasão romana das ilhas britâncias em 43 a.C.



A entrada das Termas Romanas de Bath.
Fonte: Wikimedia Commons. 

Dentro das Termas Romanas de Bath. 



As termas foram construídas no entorno das fontes que já existiam no local, com o fito de se homenagear Sulis Minerva, combinação de uma deusa celta (Sulis, deusa das águas) e uma romana (Minerva, deusa das artes e da sabedoria).  São quatro os banhos do local: a Nascente Sagrada ; o Banho Grande; os Banhos Orientais e os Banhos Ocidentais.  Importante destacar que só em 1880 é que a maior parte dos banhos romanos foi escavada, revelando o centro em todo o seu esplendor.

Outro local que vale a pena visitar na cidade georgiana é a magnífica Abadia de Bath ("Bath Abbey"). Segundo lenda local, o bispo Oliver King teve inspiração para o formato da igreja a partir de um sonho. As paredes do local contam a história da igreja e da sociedade de Bath, sendo importante ainda destacar a abóbada da nave, construída em 1874 por George Gilbert Scott. 


Em frente à estupenda Abadia de Bath. 

A estupenda Abadia de Bath, vista das Termas Romanas. 
Vale destacar em Bath o Royal Crescent,uma das ruas mais curiosas e interessantes do mundo, formada por 30 casas juntinhas - é a obra-prima do arquiteto nascido em Bath John Wood, o Jovem.

Royal Crescent, uma paisagem urbana única no mundo.
Fonte: Wikimedia Commons. 
Também de grande interesse turístico é a obra de John Wood, o Velho (pai de John Wood, o Jovem), chamada "Circus".

O Circus, obra de John Wood, o velho.
Fonte: Wikimedia Commons. 
A Pulteney Bridge é também outro cartão-postal de Bath. Projetada entre 1769 e 1774 por Robert Adam, abriga lojas e liga o centro de Bath à Great Pulteney Street.  Parecidíssima com a Ponte Vecchio de Florença, na Itália.

"Bath Pulteney Bridge" por Christophe.Finot
Licenciado sob CC BY-SA 2.5
 Wikimedia Commons 
A cidade conta ainda com belos jardins e parques, sendo destaques o "Parade Gardens" e o "Royal Victoria Park".

Como chegar em Bath:  por carro alugado; por trem, a partir da estação de Paddington em Londres (viagem demora uma hora e meia), sendo o trem da First Great Western;  ou ainda nas inúmeras excursões a partir de Londres, quando Bath é combinada com Stonehenge e Windsor ou ainda Stonehenge e Salisbury. Não vale a pena ir a Bath de ônibus a partir de Londres, já que a viagem dura cerca de quatro horas. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

STONEHENGE, MÍTICA E MÍSTICA!

O interior da Inglaterra revela belas surpresas. Um lugar bastante interessante é o monumento pré-histórico "Stonehenge". 

A beleza das pedras mágicas de Stonehenge, na Inglaterra. 

"Patrimônio Mundial da Unesco" desde 1986, Stonehenge ainda é motivo de muitas controvérsias e está envolto em um mistério - estamos falando de uma construção do período pré-histórico (mais especificamente a Idade do Bronze no Neolítico), sendo impossível precisar a origem, a intenção e a forma como aquelas pedras foram ali colocadas.

As pedras. 


A teoria mais aceita é que o monumento megalítico  tenha sido obra de astrônomos e matemáticos, tal a precisão na colocação das pedras - a forma circular indica o posicionamento do sol e as mudanças de estações. Enfim, o local servia de base para a observação precisa do sol e da lua. Muitas outras teorias foram difundidas, chegando-se até a cogitar ser obra de extraterrestres, ou obra para cultos religiosos, mas o que prevalece no meio científico é a do estudo astronômico. Stonehenge é, para essa teoria mais aceita, como um computador, capaz de prever eclipses e fenômenos celestiais.



Ao longo dos anos ocorreram várias descobertas científicas acerca do místico local, redundando em três consensos.

O primeiro, surgido recentemente a partir de descobertas realizadas por cientistas e arqueólogos,  é a de que Stonehenge já teve formato circular. Hoje é entendimento pacífico.

O segundo veio à lume em 2012.  Geólogos de universidades do Reino Unido (Leicester e Gales) descobriram que as pedras foram arrastadas a partir de uma pedreira localizada no País de Gales, 260 km do local onde hoje se encontram.

Outro consenso, o terceiro, é a de que o famoso monumento, ao contrário das crenças populares, não foi construído pelos druidas, sacerdotes que viveram na Inglaterra três séculos antes de Cristo. O monumento já estava ali mil anos antes...

A grande dúvida mesmo, além finalidade do monumento megalítico (já ressaltada linhas atrás), é como as pedras foram arrastadas - muitos cientistas falam em deslocamentos durante a era glacial; outros preferem acreditar na engenhosidade humana principalmente utilizando-se de troncos de árvores.

O local conta com uma infraestrutura básica - há um centro de visitantes, com loja, um museu interativo e vários ônibus que levam os visitantes do centro até o monumento.

O estranho, e feio, centro de visitantes de Stonehenge. 

O ônibus que conduz os visitantes ao monumento megalítico. 

Depois de descer do ônibus, há ainda um caminho a percorrer...

A placa indica o fim da jornada nas famosas pedras....

Para se chegar à Stonehenge, o viajante conta com várias opções: por trem, de Londres a Salisbury, depois ônibus de Salisbury até o sítio arqueológico; de carro - cerca de 100 km de Londres; ou ainda nas muitas excursões de um dia organizadas a partir de Londres- geralmente Stonehenge é associado a outros passeios, como Bath.

Cada vez mais a Inglaterra pensa em proteger Stonehenge - a possibilidade de se chegar até lá de carro vai ficando cada vez mais difícil, com o fechamento de estradas para visitantes no entorno do monumento megalítico.

Enfim, Stonehenge. Um desafio para a ciência.