quarta-feira, 11 de março de 2015

PARQUE NACIONAL "IGUAZÚ": A VISÃO ARGENTINA DAS CATARATAS!

Em postagem recente, já tivemos oportunidade de esmiuçar o lado brasileiro das cataratas, o "Parque Nacional do Iguaçu", com belíssimas e impressionantes visões das famosas quedas-d´água. O outro lado, o argentino, também vale muito a visita - é lá que se encontram a maioria dos saltos, proporcionando perspectivas igualmente deslumbrantes.

A beleza das cataratas vistas do lado argentino. 


O lado argentino está localizado na cidade de "Puerto Iguazú". É uma cidade menor que Foz do Iguaçu (tem apenas oitenta mil habitantes), cujo maior interesse reside nos seus bares, boates e restaurantes, que rendem boas noitadas a, principalmente, brasileiros e argentinos. Quem é de Foz do Iguaçu costuma atravessar a fronteira e curtir a noite por lá. Há também um lugar típico e interessante chamado "La Feirinha", uma pequena reunião de comerciantes que vendem alfajores, doces de leite, azeitonas, temperos típicos, salames, queijos, entre outros produtos. Também merecem destaque o "Duty Free Puerto Iguazu" (com preços nada baratos em tempos de alta do dólar)) e o "Cassino" local. E, por fim, um "Ice Bar", parecido com aqueles típicos europeus, onde pessoas se congelam por meia hora ou menos - avalie se vale a pena mesmo experimentar temperaturas de cerca de dez graus negativos!

Aberto o parênteses para falar da cidade de Puerto Iguazú, e suas atrações, é hora de detalhar o fabuloso "Parque Nacional Iguazú", declarado Patrimônio Mundial Natural da UNESCO em 1984 - antes, portanto, do anúncio referente ao lado brasileiro.

A entrada simples do Parque Nacional Iguazú, na Argentina. 

Placa indica os horários no parque. 


Primeiramente, vale destacar que é um passeio totalmente diferente do lado brasileiro. Sem medo de errar, podemos afirmar que o lado brasileiro é mais "urbanizado", ao passo que o argentino é mais selvagem. A constatação é logo na chegada: enquanto o lado brasileiro tem ônibus à espera dos turistas, o argentino tem um trem pequeno para transportar os visitantes. Não há rodovia no lado argentino - para se chegar, por exemplo, à "Garganta do Diabo", atração principal do parque, duas opções são possíveis: a pé ou pelo trem (que, diga-se de passagem, gera filas intermináveis e um desperdício de tempo enorme).

A trilha para se chegar à Garganta do Diabo é assim no lado argentino. 

O trem é até interessante se não fosse tão apertado e com tão poucos lugares. São três as estações: a Central, a das Cataratas (porta de entrada para conhecer as trilhas do parque, a inferior e a superior) e a da Garganta do Diabo (maior atração do parque).

O trem que leva às estações "Cataratas" e "Garganta do Diabo". 
Muita gente, pouca estrutura para esperar o trem que, por sua vez, tem poucos lugares...


O simpático, porém pouco confortável, trem. 

O trem e a trilha que levam à Garganta do Diabo. 

E o pessoal caminha pela trilha próxima ao trem...


A principal estação do parque é a "Cataratas", já que é a partir dela que o viajante pode fazer as duas trilhas do local: a Inferior (ou "Circuito Inferior") e a Superior (ou "Paseo Superior").  Na região da Trilha das Cataratas temos também hotel (assim como o lado brasileiro, que tem o Hotel das Cataratas) e restaurante.

Restaurante tipo buffet fica na estação das Cataratas, perto do início das trilhas. 

A trilha superior, fácil de ser percorrida em estruturas montadas no meio da selva,  tem passeio com uma hora de duração. São 650 metros a partir da entrada, localizada nas proximidades do restaurante. A vista abrange as bordas superiores das cataratas. Não há escadas, sendo o trecho reto, sem subidas.

O arco-íris sempre aparece, fulgurante, em visão proporcionada pelo Paseo Superior.
Show da natureza...

A beleza das águas...

Por seu turno, a trilha inferior é maior, mais abrangente e permite visões mais bonitas. É um passeio de duas horas, no mínimo, de duração, pois a distância percorrida é de 1.400 metros, mais que o dobro da trilha superior. Em alguns pontos possui escadas, o que dificulta também a mobilidade.  É circular, o que evita repetições. Nessa trilha, é possível ver saltos que não são percebidos na superior, a exemplo do Salto Lanusse e do Salto Alvar Nunez.  E muitas quedas-d´água que não são vistas de maneira adequada pelo lado brasileiro, o que torna o passeio mais incrível ainda...

Turistas se acotovelam na observação das quedas-d´-agua. Trilha inferior
Lado outro, a trilha que leva à Garganta do Diabo é a mais procuradas pelos turistas. Para se chegar até lá, duas opções ficam à disposição do turista:a pé ou por trem (espere ficar pelo menos meia hora na fila, caso o parque esteja cheio). É um passeio em que o turista pode observar o rio Iguaçu , superior, antes de chegar à mais famosa das quedas-d´água, a Garganta do Diabo,  São 1.100 metros na ida, o que totaliza mais de dois quilômetros de caminhada, considerando-se a ida e a volta - o que pode ser extremamente cansativo, principalmente sob sol escaldante (verão), já que não há praticamente sombras no trajeto. Mas vale muito a pena - é o ponto alto do passeio ao parque.
O caminho para a Garganta é debaixo de sol em tempos quentes. 
O caminho é um pouco longo, mas a visão final vale muito a pena. 

Muito água, pouca visibilidade do fundo. É a Garganta do Diabo.

Outros passeios, para quem dispõe de mais tempo, são possíveis dentro do parque.

Da Estação Central, o visitante tem acesso à Trilha Macuco, a maior e mais desgastante de todas - são sete quilômetros em meio à mata nativa.

Atenção: não confundir a "Trilha Macuco" com o "Macuco Safári" (que é o nome do passeio radical do lado brasileiro). O Macuco Safári de lá (ou melhor, do lado argentino) é o "Aventura Náutica". É um passeio com manobras mais radicais, mais emocionante, portanto, que o brasileiro. E mais perigoso - dois turistas americanos já morreram ali em 2011, quando a lancha virou depois de bater em um paredão de pedra, nas proximidades da Garganta do Diabo.

Existe uma versão mais "vip" do passeio, que é o "Gran Aventura".

Esses passeios são oferecidos pela empresa Iguazu Jungle (http://www.iguazujungle.com/), que conta ainda com um outro giro a partir da Garganta do Diabo, totalmente tranquilo, chamado "Paseo Ecológico".

Já o "Passeio Ilha San Martin" é atingível a partir do circuito inferior, usando-se botes. Tem duração de duas horas, é gratuito e a trilha local tem 700 metros de extensão.

O parque conta ainda com o "Centro de Visitantes Yvyrá Retá", que é uma espécie de museu onde se pode conhecer um pouco mais da biodiversidade e da história do local.

A visita ao parque argentino consome seguramente cerca de oito a dez horas. Ou seja, é recomendável ir ao parque argentino um dia inteiro ou então dividir a visita em dois dias, ainda mais se o visitante quiser fazer outros passeios, como a Trilha Macuco, Aventura Náutica e Ilha San Martin.

Como chegar ao lado argentino: Quatro maneiras são possíveis.

- Por carro alugado é uma opção - brasileiros precisam apenas de identidade ou carteira nacional de habilitação para atravessar a fronteira.

- Desde Puerto Iguazú, existe transporte público, realizado pela empresa "El Práctico", que sai do "Hito Tres Fronteras" em direção ao Parque Nacional Iguazú a cada trinta minutos, a partir das 7:10 da manhã.

- Táxis de Foz do Iguaçu cobram cerca de 200 reais para ida e volta, com horário combinado.

- De Foz há ainda um ônibus internacional da companhia "Crucero del Norte" que leva à rodoviária da cidade argentina; dali, pega-se o "El Práctico" em direção às cataratas.

Uma importante advertência: tenha em mãos pesos argentinos para comprar a entrada do parque, já que por ali não se aceitam cartões de crédito, débito ou reais. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU E SUAS CATARATAS!

O Brasil possui lugares belíssimos. Mas um deles, em especial, é uma visita obrigatória para todos os viajantes: as "Cataratas do Iguaçu", localizadas no "Parque Nacional do Iguaçu", que é Patrimônio Mundial Natural da UNESCO desde 1986. 


As belíssimas cataratas formam um cenário maravilhoso. 

Primeiramente, vamos abrir espaço para explicar a formação das cataratas. Catarata é uma espécie de queda-d´água, parecida com uma cortina - as outras duas formas de queda são o salto (forma de esguicho) e a cascata (queda em rochas, com inclinação irregular, mais verticalizada). 

No Brasil, nada se compara às Cataratas do Iguaçu em matéria de queda-d´água. Aliás, no mundo inteiro, talvez só "Victoria Falls", na fronteira Zâmbia/Zimbábue, tem um impacto parecido, sendo certo que as Cataratas do Niágara, na fronteira EUA/Canadá, há muito perderam o encantamento que já tiveram, por conta do represamento de suas águas para construção da algumas hidrelétricas (algo que aconteceu no Brasil com a Cachoeira das Sete Quedas, também no Paraná, que tinha um volume maior que Iguaçu!). Alguns outros locais de quedas-d´águas famosos, sem necessariamente serem cortinas de água, são Salto Angel (Venezuela) e a selvagem e pouco explorada Kaieteur, na vizinha Guiana. 

A beleza das Cataratas e da Garganta do Diabo. 

Voltando à formação das Cataratas brasileiras, temos que a a sua origem geológica é vulcânica. Vale trazer aqui trecho do interessante livro "Cataratas e a Floresta Iguaçu", de Alex P. Schorsch:

"As Cataratas do Iguaçu estão localizadas em um dos maiores depósitos de basalto do mundo, resultado de gigantescas erupções vulcânicas que ocorreram entre 100 e 145 milhões de anos atrás. A lava extravasou de enormes fissuras e cobriu uma área de mais de um milhão de quilômetros quadrados, formando, em alguns lugares, uma camada de mais de um quilômetro de espessura. As erupções sucessivas depositaram diferentes camadas e, nas cachoeiras, há oito distintos estratos visíveis. As evidências desse fenômeno fazem com que o local seja de extremo interesse para os geólogos". (SCHRSCH, Alex P. "Cataratas e a Floresta Iguaçu", Terraqua Produções, fl. 47).

Outrossim, vale lembrar que "Iguaçu" é vocábulo derivado da família tupi-guarani, significando "água grande".  O rio, com 1.320 km,  nasce na parte leste de Curitiba, próximo à Serra do Mar, desaguando no Rio Paraná, na bacia do Prata, em Foz do Iguaçu.

As Cataratas, cumpre descrever, são constituídas de 275 quedas d´água, que podem ser vistas no "Parque Nacional do Iguaçu" (lado brasileiro) e no "Parque Nacional Iguazu" (lado argentino), este último sendo também de visita obrigatória, um passeio belíssimo e complementar ao lado brasileiro, que será esmiuçado em um post a seguir. A vazão média anual nas áreas da cataratas é de cerca de 1.413 metros cúbicos por segundo, sendo o mês de maior caudal outubro e o de menor abril.

Historicamente, a primeira pessoa a relatar a beleza das cataratas foi o grande explorador espanhol Cabeza de Vaca (1492-1560), no ano de 1542. Impressionado com a paisagem e a força dos águas, o explorador ressaltou de forma veemente os penhascos enormes e o ruído das águas.

A segunda fase histórica das Cataratas do Iguaçu corresponde à colonização jesuítica no local, com o objetivo de instruir religiosamente os índios. Foram expulsos em 1768, por divergências com as coroas espanhola e portuguesa, não representando, assim, uma ocupação efetiva do paraíso.

Por sua vez, a terceira fase histórica corresponde à formação da Colônia Militar em Foz do Iguaçu, no final do século 19 (mais precisamente por volta de 1888/18889). A Colônia Militar do Exército é considerada um marco na ocupação efetiva pelos brasileiros na região, fundamental, inclusive, para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu. Nessa época, o meio de transporte para se chegar até a maravilha ainda era o cavalo, e viagens que duravam muitos dias, a partir de Curitiba. Vale lembrar que, em tempos de chuva, a estrada era intransitável, gerando a necessidade dos viajantes descerem a Serra do Mar para Paranaguá, tomar vapor para Buenos Aires e depois para Assunção.

Posteriormente, no início do século XX, no que podemos denominar de quarta fase histórica,  dois fatos relevantes merecem ser ressaltados: a luta de Santos Dumont (1873-1932), o pioneiro da aviação, para que o parque e as cataratas se tornassem terras públicas (eram terras particulares até então) e a criação do Parque Nacional do Iguaçu, em 1939. Vejamos trecho do livro "Sul - Parques Nacionais, Cataratas e Cânions", que explica a luta de Santos Dumont pelo local:

"Em abril de 1916, partindo de Curitiba, o aviador percorreu campos e florestas a cavalo por dias e noites até a isolada Foz do Iguaçu. Dormiu em singela pousada local próxima às cataratas, e durante dias não parou de admirá-las, até mesmo sob a luz do luar.

Ao tomar conhecimento de que a área onde se localizavam pertencia a particulares, Santos Dumont se dirigiu ao governador do estado do Paraná a fim de decretá-la patrimônio público, passando a reivindicar a sua desapropriação para fins públicos e de preservação, usando de sua influência no cenário nacional e internacional para que isso acontecesse. Em 28 de julho de 1916, o então governador Affonso Alves de Camargo tornava pública as terras que abrigavam as cataratas. O Parque Nacional, porém, só nasceria 23 anos depois, em 1939, no governo de Getúlio Vargas". (em TEIXEIRA, Wilson e LINSKER, Roberto (coordenadores). "Sul - Parques Nacionais, Cânions e Cataratas: Ed. Terra Virgem, pág. 183)

Hoje, Santos Dumont é justamente homenageado no parque, com uma estátua localizada próxima à estação final do ônibus ("Estação Espaço Porto Canoas"), em uma praça cheia de coatis que leva o seu nome.

Estátua de Santos Dumont no Parque Nacional do Iguaçu. Lado Brasileiro.

Frase de Santos Dumont, que sintetiza sua luta pelo parque público. 

A década de 70 marca o início da quinta fase histórica das Cataratas (e também do Parque Nacional do Iguaçu), com a chegada da estrada asfaltada e o início das obras de infraestrutura do parque, que hoje facilitaram a vida do turista, Nesse período histórico destacam-se também a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu (que hoje é a segunda maior do mundo em geração de energia) e a declaração do Parque Nacional do Iguaçu como "Patrimônio Mundial Natural da Humanidade" pela UNESCO, em 17 de novembro de 1986.

Além das Cataratas, o Parque Nacional do Iguaçu, extremamente belo e bem conservado, possui outras atrações.



Iguaçu, uma das sete maravilhas naturais. 

O Parque, diga-se, é imenso: apenas 3% (três por cento) é aberto para a visitação pública. Ou seja, o visitante vê apenas uma pequena parte do que é o parque, o que explica o pouco contato com a maioria dos animais que ali habitam - basicamente apenas os quatis (coatis) são avistados em abundância (a mata tem ainda onças, pumas, jacarés-de-papo amarelo, tucanos de peito amarelo, jacutingas, cobras corais verdadeiras, entre outros).

O quati é um animal bastante comum no parque, que adora roubar comida dos visitantes.
Placas advertem sobre o risco de se alimentar os quatis. 

No que concerne ao passeio dentro do parque, o périplo inicia-se de ônibus, a partir da "Estação Centro de Visitantes", logo na entrada do parque. Dali, são quatro paradas: "Parada Trilha do Poço Preto", "Parada Macuco Safari", "Parada Trilha das Cataratas" e, por fim, a "Estação Espaço Porto Canoas".  Falaremos, a seguir, das atrações de cada uma delas.

Os ônibus homenageiam os animais do parque. 
Um ônibus "cobra-coral" e um ponto em frente ao "Macuco Safári". 


Primeiramente, a "Trilha do Poço Preto", que poucas pessoas fazem. É uma trilha basicamente para observação da biodiversidade do parque, de cerca de nove quilômetros. Pode ser feita a pé, de bicicleta ou carretinha, tudo acompanhado por guias locais. Tem como atrações principais, além da flora e da fauna locais (e a possibilidade de se avistar mais animais), a lagoa do Poço Preto, o observatório de fauna e um passeio de barco até a ilha de Taquara, onde se pode pegar caiaques.

A parada seguinte é a Macuco Safari. Esse é um passeio para quem tem espírito de aventura, porque o objetivo é ir literalmente embaixo das cachoeiras. Um passeio radical, portanto. Primeiro o visitante mais aventureiro faz uma trilha na mata percorrida em carreta puxada por carro elétrico seguida de caminhada. Depois, o passeio de barco rumo às cataratas e à adrenalina... É só para os mais corajosos mesmo...O passeio custa 179 reais.

O início do passeio cheio de aventuras "Macuco Safari".

Cenas do passeio radical 'Macuco Safari". Vai encarar?
É preciso ter muita coragem para encarar o "Macuco Safari" no Iguaçu. 
Mais uma cena do "Macuco Safari" fotografada em 2015.

O melhor passeio do parque, no entanto, em minha opinião, é a "Trilha das Cataratas", que corresponde à terceira parada do ônibus, sem contar a estação inicial do Centro de Visitantes. Ali, a magia começa logo na descida do veículo, com um deslumbrante cenário de quedas-d´água à poucos metros de distância. Indo para a direita, o visitante desce um pouco e chega ao primeiro mirante. Indo para a esquerda, ele encurta caminho e já chega ao segundo mirante, que é mais alto que o primeiro e mais bonito. O primeiro não vale a pena, só vai dar mais trabalho de ter de subir para se chegar ao segundo, que é a mesma imagem, só que mais perto. A trilha segue então por mais 1.200 metros em meio à mata, de um lado, e a visão das quedas de outro. É razoavelmente fácil de ser feita, pois é realizada na sombra a maior parte do tempo, embora com algumas subidas.

Visão a partir da Trilha das Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu. 

A bela imagem proporcionada pela Trilha das Cataratas. 

Beleza inigualável...

A parte mais emocionante da "Trilha das Cataratas" é a ponte que dá acesso à "Garganta do Diabo". Ali o visitante literalmente toma um banho. Capas são oferecidas na entrada da ponte, pois o banho é certo, em qualquer época do ano. A ventania traz a água de maneira inexorável. Um belo espetáculo da natureza...

O mirante mais "chuvoso" do parque. 
Impossível não se molhar!

A última parte do passeio da trilha dá acesso a mirantes (dois inferiores e outro superior) perto da maior cortina de águas, em um cenário belíssimo. É onde ficamos mais perto das águas, onde o ruído ensurdece e encanta. Simplesmente arrebatador. No mesmo local, há lanchonete, elevador panorâmico e uma lojinha de souvenires. Da lojinha vê-se o ruído impressionante das águas, em um cenário raro de se ver - e bastante curioso.

Cenário mais belo não há...

A força das águas.

Pelo elevador, chega-se à estrada e bem próximo à estátua de Santos Dumont, a praça que ele empresta o nome, e o local onde se encontra o restaurante tipo buffet do local. Na mesma praça ainda há lojinha (mais cara que a do macuco safári, diga-se) e um monte de quatis para entreter a criançada (animais com aspecto simpático, porém razoavelmente perigosos). No mesmo local, o ônibus de retorno aguarda os visitantes que queiram deixar o parque. Uma dica para os idosos e pessoas com dificuldade de locomoção: a última parada (Estação Espaço Porto Canoas, que estamos descrevendo nesse parágrafo) permite o acesso ao elevador panorâmico, de onde é possível ter visões maravilhosas das cataratas (como as mostradas acima e abaixo), tanto no piso inferior, quanto no superior. Evita-se a trilha, que pode ser cansativa para quem tem dificuldades de locomoção.

Visão privilegiada a partir  da parte superior do mirante.


Mirante  belíssimo. 


Bem próximo ao "Parque Nacional do Iguaçu", a dica preciosa é visitar o "Parque das Aves".

Enfim, um dos lugares mais bonitos do Brasil. Onde o ruído das águas acalma. Onde a beleza da natureza faz descansar. Onde a vida ganha plenitude.  Onde temos a certeza de que Deus existe, pois, definitivamente, tanta beleza não foi obra do homem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

BONDINHOS AÉREOS, A NOVIDADE DA CACHOEIRA DO CARACOL!

Canela, na "Região das Hortênsias" da Serra Gaúcha, é uma cidade que conta com algumas atrações bastante interessantes.  A maior delas é, sem dúvida, a bela "Cachoeira do Caracol". 

A "Cachoeira do Caracol" é uma das mais visitadas do Rio Grande do Sul, e sua fama advém justamente do cenário fascinante que a compõe - um paredão rochoso, uma exuberante mata nativa ao redor e a volumosa queda d´água . A queda tem 131 metros de altura.

A bela Cascata do Caracol é a maior atração de Canela. 
A Cascata faz parte do "Parque do Caracol", atração considerada quatro estrelas ("não deixe de ir") do guia 4 rodas. Mas aqui vai uma advertência: o "Parque do Caracol" e o "Bondinhos Aéreos Parques da Serra" tem entradas diferentes, sendo, portanto, atrações diferentes.

O Parque conta com várias opções para se fotografar a impressionante cachoeira: o mirante, com vista da cascata, vale e mata nativa, grátis; o Observatório Ecológico, com elevador panorâmico e taxa de nove reais; e, para os fortes e com bom preparo físico e saúde, a "Escada da Perna Bamba", que faz jus ao nome - é uma escada com 730 degraus, após caminhada de cerca de quarenta minutos. O complexo do Parque do Caracol conta ainda com um Centro Histórico Ambiental, a Estação Sonho Vivo, um restaurante e algumas lojas.  

Hoje,   os "bondinhos aéreos"  aparecem também como opção para as pessoas que querem passear, mas não têm tanto fôlego para descer a escadaria de 730 longos degraus...

Os "bondinhos aéreos". Uma opção bonita para se divertir em Canela. 


Bondinhos aéreos não muito distantes dos carros estacionados, chegando à estação Central.

Os "bondinhos" são seguros e fáceis de usar. Em seu interior, é possível a presença de oito pessoas. Basicamente, são três níveis, ou melhor, estações: a "Central", a "Animal" e a "Cascata". A primeira estação utilizada pelo turista é a "Central", em que há estrutura de lojas. Nela forma-se fila para se iniciar o passeio (grandes filas na alta estação, leia-se inverno e final de ano). Após, sobe-se até a estação "Animal" para, em seguida, descer até a estação "Cascata', onde há um mirante para se tirar belas fotos de toda a paisagem referente à Cascata. Lembrando que o mirante daqui é diferente do mirante do Parque do Caracol...


O mirante dos Bondinhos Aéreos. Canela, RS. 


Na estação "Animal", vale a visita ao "Espaço das Esculturas que Falam", onde é possível se divertir com o trabalho de Masaharu Hata (1938-2010), criativo escultor oriental que talhou em madeira bichos e respectivos sons. Para se ter o melhor som, basta esfregar na madeira os apetrechos de mão que estão em cada escultura - o som dos animais é perfeito...

O Bondinhos Aéreos funciona todos os dias de 9 às 17:30 horas (horário de encerramento da bilheteria). Adultos pagam 36 reais; crianças de 0 a 5 anos não pagam nada; de 6 a 12 anos e acima de 60 anos pagam 18 reais. Há descontos para grupos de empresas de turismo. 

Já o Parque do Caracol funciona todos os dias, sendo os horários de 8h45min às 17h45min, de segunda a sexta e até as 18 horas nos sábados, domingos e feriados. O valor das entradas é de 18 reais, para pessoas de 12 anos aos 60.

Para maiores informações, acessar www.parquesdaserra.com.br e www.parquedocaracol.com.br.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

NOVA PETRÓPOLIS, BELO PASSEIO A PARTIR DE GRAMADO!

A região turística brasileira denominada "Serra Gaúcha" é prodigiosa em atrações. Ali temos belas cidades, paisagens exuberantes e um povo marcado pela herança cultural europeia. Nova Petrópolis é uma das cidades que forma o quarteto conhecido como "Região das Hortênsias (as outras são Gramado, Canela e São Francisco de Paula), sendo marcada decisivamente pela colonização alemã.

Nova Petrópolis, cidade fundada por alemães em 1824, é um passeio "bate-e-volta" bem interessante a partir de Gramado. Para ir até lá, recomenda-se alugar um carro em Gramado (ou mesmo em Porto Alegre), já que as outras opções não são boas: os ônibus são cheios (andam, inclusive, com passageiros em pé) e têm horários escassos; os táxis são caríssimos (cobram cerca de 110 reais a corrida de 35 quilômetros entre as duas cidades); e os roteiros turísticos de agências são caracterizados pelo corre-corre de sempre e pelo engessamento do turista (que fica obrigado a consumir nos lugares indicados pelos guias), agradando mais pessoas de "melhor idade" .

Em matéria de compras, o predomínio são das lojas de malhas.  São diversas na cidade, a maioria concentrada na avenida 15 de Novembro. Em maio, a cidade sedia o "Festimalha" no centro de eventos. A cidade de alma alemã conta também com a interessante loja "Kuko´s", onde se vendem relógios de parede e os tradicionais "cucos". Fica também na avenida 15 de novembro, mais precisamente no número 601. 

O lugar mais interessante da cidade é o Parque Aldeia do Imigrante.  É um parque localizado no centro da cidade, com dez hectares, a maior parte de mata nativa. O mais curioso do parque é a aldeia histórica alemã, onde há antigos prédios históricos reconstruídos com base na técnica "enxaimel". A aldeia histórica retrata o modo de vida entre os anos de 1870 e 1910. Muito interessante. Destaque para a igreja do local. No mesmo local, o "Museu Histórico Municipal" , com objetos e roupas características alemãs, guarda algum interesse também. Curiosidade: o parque conta com um local chamado "Dohiô", destinado à prática do sumô, esporte típico japonês. Tal homenagem ao Japão é derivada do intercâmbio que Nova Petrópolis teve com o país oriental ainda na década de noventa do século passado. 


Entrada do Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, RS. 

O segundo ponto turístico mais procurado é a "Praça das Flores" (ou "Praça da República).  É um belo lugar, com jardins que formam um maravilhoso colorido.Outras atrações da praça: a Casa do Artesão, o monumento "Portal Verde da Imigração", o "Monumento do Cooperativismo" (a cidade é a "capital nacional do cooperativismo") e o "Labirinto Verde". 

A Praça das Flores. 


O "Labirinto Verde", das atrações da praça, merece algumas palavras. O lugar faz a festa de crianças e adultos com a brincadeira de se achar o caminho certo da saída. É feito de arbustos e é um lugar no mínimo curioso. 


Labirinto Verde. Nova Petrópolis. 
A cidade ainda conta com outras atrações: a "Torre Medieval", pórtico de entrada da cidade, aberto diariamente das 9 às 18 horas, gratuito; o "Moinho Rasche"; o "Morro Mallakoff", que se constitui por paredões de pedra basáltica de mais de 100 metros de altura; o "Panelão de  São Roque", lago com saída subterrânea; a "Praça Padre Theodor Amstad", que homenageia o fundador do cooperativismo brasileiro; o simples, mas belo, "Portal Jardim da Serra Gaúcha", que se localiza no Km 6 da RS 235; e o "Recanto dos Pioneiros", local local que foi residência de pioneiros colonizadores alemães e onde é possível conhecer um pouco da cultura alemã.

A cidade conta ainda com roteiros turísticos.  sendo o mais conhecido o "Alemães do Sul".  O passeio custa 35 reais, tem que ser agendado e passa por cinco propriedades rurais, onde se pode conhecer o modo de vida dos boêmios. Mais informações no www.alemaesdosul.com.br e o agendamento pode ser feito pelos telefones (054) 3298-8092 e (054) 3298-8064.

Outro roteiro turístico é o "Roteiro do Cooperativismo". É uma visita guiada para se conhecer as origens do cooperativismo, iniciado em 1902 pelo Padre Theodor Amstad. Passa pelos pontos turísticos principais da cidade. Requer agendamento ( 054- 3281-8100). 

Nova Petrópolis é sede da matriz da empresa calçadista "Dakota". O roteiro pela fábrica de calçados é feito por passarela suspensa, com vídeo e explicação de guias.  Após, os visitantes vão para o Outlet Dakota. Agendamentos pelo fone (054) 3281-8100. 

Vale ainda destacar que o "Café Colonial", banquete típico alemão, é uma tradição gaúcha também com raízes em Nova Petrópolis.  O cardápio inclui pães, bolos (incluindo o "cuca", bolo típico alemão), schimier (geleia), tortas, frios, salsicha, linguiças, amanteigados e itens italianos e gaúchos também, como suco de uva, galeto e lombo de porco. Em geral servem como bebida café, chá de maçã e leite. Enfim, muita comida. A título de curiosidade, não custa lembrar que o café colonial é uma tradição derivada do Kerb, evento que comemorava inauguração de igrejas alemãs. O restaurante mais indicado para se experimentar o "Café Colonial" em Nova Petrópolis é o "Opa´s Kaffeehaus".

Enfim, Nova Petrópolis é uma cidade que merece, seguramente, uma maior atenção por parte dos turistas que visitam a região chamada "Serra Gaúcha".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TURCOMENISTÃO

Bandeira do país.


Bandeira do Turcomenistão. 
Bandeira adotada em 24 de janeiro de 2001. 

As cinco estrelas representam as regiões do país (Ahal, Balkan, Dasoguz, Lebap e Mary). O verde é a cor do país. A ornamentação representa os desenhos dos cinco tipos de carpetes do país.



Mapas e localização do país.


Mapa do Turcomenistão. 


Localização do Turcomenistão na Ásia Central.

Dados do país


Continente: Ásia Central.

Capital: Ashgabat (Asgabate).

Cidades principais:  Turkmenabat, Dasoguz, Mary, Balkanabat, Bayramali.

Língua: Turcomeno.

Moeda: Manat Turcomano.

População:  5 milhões de habitantes.

Atrações turísticas principais: Cratera "Porta do Inferno", também chamada de "Cratera de Darvaz" (Deserto de Karakum); Merv Antiga; Mesquita de Gurbanguly Hajji; Ruínas de Gonur-Tepe; Nisa; Kunya-Urgench; Dehistan/Mishirian; Reserva Natural Kugitang;  Reserva Natural Badhyz; Reserva Natural Syunt Hasardag; Koytendag; Reserva de Biosfera Repetek; Reserva Natural Amudarya; Reserva Natural Hazar; Rota da Seda no Turcomenistão. 

Porta do Inferno, fotografada por Tormod Sandtorv (CC BY - SA 2.0)


Patrimônios Mundiais da UNESCO:  

Merv Antiga (1999).

Merv.  CC BY-SA 2.0 . Por Peretz Partensky from San Francisco, USA

 Kunya-Urgench (2005)

 
Kunya - Urgench. Por Hergit  CC BY-SA 3.0


 Nisa (2007).

Nisa. Por Bjørn Christian Tørrissen - http://bjornfree.com/, CC BY-SA 4.0

Melhor época para visitação: abril/maio/setembro/outubro.

Site: http://www.lonelyplanet.com/turkmenistan

Atualidades: Ex-república socialista soviética, o Turcomenistão, independente deste 1991, foi governado, da independência até 2006, pelo presidente vitalício  Saparmyrat Nyyazow (1940-2006), apelidado de "O Pai de Todos os Turcomanos". O regime era extremamente fechado, o que tornou o país pouco conhecido internacionalmente, embora seja parte da histórica "rota da seda".  O presidente pós Nyyazow, Gurbanguly Berdimuhammedow, parece manter o mesmo estilo de governar do antecessor. Notícias dão conta de que o governo exerce controle sobre a internet. 

Curiosidades: A Porta do Inferno é a atração mais curiosa do país. Trata-se de uma cratera com 60 metros de diâmetro e 20 metros de profundidade, que está em chamas desde 1971. A cratera surgiu a partir de escavações dos soviéticos em busca de petróleo e gás natural. A partir disso, e como a cratera estava cheia de gases tóxicos, os soviéticos resolveram queimá-la. O fato é que a cratera continua queimando, indefinidamente. Corrente minoritária de pesquisadores afirma, em desacordo com essa teoria, que a formação é natural.