segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU E SUAS CATARATAS!

O Brasil possui lugares belíssimos. Mas um deles, em especial, é uma visita obrigatória para todos os viajantes: as "Cataratas do Iguaçu", localizadas no "Parque Nacional do Iguaçu", que é Patrimônio Mundial Natural da UNESCO desde 1986. 


As belíssimas cataratas formam um cenário maravilhoso. 

Primeiramente, vamos abrir espaço para explicar a formação das cataratas. Catarata é uma espécie de queda-d´água, parecida com uma cortina - as outras duas formas de queda são o salto (forma de esguicho) e a cascata (queda em rochas, com inclinação irregular, mais verticalizada). 

No Brasil, nada se compara às Cataratas do Iguaçu em matéria de queda-d´água. Aliás, no mundo inteiro, talvez só "Victoria Falls", na fronteira Zâmbia/Zimbábue, tem um impacto parecido, sendo certo que as Cataratas do Niágara, na fronteira EUA/Canadá, há muito perderam o encantamento que já tiveram, por conta do represamento de suas águas para construção da algumas hidrelétricas (algo que aconteceu no Brasil com a Cachoeira das Sete Quedas, também no Paraná, que tinha um volume maior que Iguaçu!). Alguns outros locais de quedas-d´águas famosos, sem necessariamente serem cortinas de água, são Salto Angel (Venezuela) e a selvagem e pouco explorada Kaieteur, na vizinha Guiana. 

A beleza das Cataratas e da Garganta do Diabo. 

Voltando à formação das Cataratas brasileiras, temos que a a sua origem geológica é vulcânica. Vale trazer aqui trecho do interessante livro "Cataratas e a Floresta Iguaçu", de Alex P. Schorsch:

"As Cataratas do Iguaçu estão localizadas em um dos maiores depósitos de basalto do mundo, resultado de gigantescas erupções vulcânicas que ocorreram entre 100 e 145 milhões de anos atrás. A lava extravasou de enormes fissuras e cobriu uma área de mais de um milhão de quilômetros quadrados, formando, em alguns lugares, uma camada de mais de um quilômetro de espessura. As erupções sucessivas depositaram diferentes camadas e, nas cachoeiras, há oito distintos estratos visíveis. As evidências desse fenômeno fazem com que o local seja de extremo interesse para os geólogos". (SCHRSCH, Alex P. "Cataratas e a Floresta Iguaçu", Terraqua Produções, fl. 47).

Outrossim, vale lembrar que "Iguaçu" é vocábulo derivado da família tupi-guarani, significando "água grande".  O rio, com 1.320 km,  nasce na parte leste de Curitiba, próximo à Serra do Mar, desaguando no Rio Paraná, na bacia do Prata, em Foz do Iguaçu.

As Cataratas, cumpre descrever, são constituídas de 275 quedas d´água, que podem ser vistas no "Parque Nacional do Iguaçu" (lado brasileiro) e no "Parque Nacional Iguazu" (lado argentino), este último sendo também de visita obrigatória, um passeio belíssimo e complementar ao lado brasileiro, que será esmiuçado em um post a seguir. A vazão média anual nas áreas da cataratas é de cerca de 1.413 metros cúbicos por segundo, sendo o mês de maior caudal outubro e o de menor abril.

Historicamente, a primeira pessoa a relatar a beleza das cataratas foi o grande explorador espanhol Cabeza de Vaca (1492-1560), no ano de 1542. Impressionado com a paisagem e a força dos águas, o explorador ressaltou de forma veemente os penhascos enormes e o ruído das águas.

A segunda fase histórica das Cataratas do Iguaçu corresponde à colonização jesuítica no local, com o objetivo de instruir religiosamente os índios. Foram expulsos em 1768, por divergências com as coroas espanhola e portuguesa, não representando, assim, uma ocupação efetiva do paraíso.

Por sua vez, a terceira fase histórica corresponde à formação da Colônia Militar em Foz do Iguaçu, no final do século 19 (mais precisamente por volta de 1888/18889). A Colônia Militar do Exército é considerada um marco na ocupação efetiva pelos brasileiros na região, fundamental, inclusive, para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu. Nessa época, o meio de transporte para se chegar até a maravilha ainda era o cavalo, e viagens que duravam muitos dias, a partir de Curitiba. Vale lembrar que, em tempos de chuva, a estrada era intransitável, gerando a necessidade dos viajantes descerem a Serra do Mar para Paranaguá, tomar vapor para Buenos Aires e depois para Assunção.

Posteriormente, no início do século XX, no que podemos denominar de quarta fase histórica,  dois fatos relevantes merecem ser ressaltados: a luta de Santos Dumont (1873-1932), o pioneiro da aviação, para que o parque e as cataratas se tornassem terras públicas (eram terras particulares até então) e a criação do Parque Nacional do Iguaçu, em 1939. Vejamos trecho do livro "Sul - Parques Nacionais, Cataratas e Cânions", que explica a luta de Santos Dumont pelo local:

"Em abril de 1916, partindo de Curitiba, o aviador percorreu campos e florestas a cavalo por dias e noites até a isolada Foz do Iguaçu. Dormiu em singela pousada local próxima às cataratas, e durante dias não parou de admirá-las, até mesmo sob a luz do luar.

Ao tomar conhecimento de que a área onde se localizavam pertencia a particulares, Santos Dumont se dirigiu ao governador do estado do Paraná a fim de decretá-la patrimônio público, passando a reivindicar a sua desapropriação para fins públicos e de preservação, usando de sua influência no cenário nacional e internacional para que isso acontecesse. Em 28 de julho de 1916, o então governador Affonso Alves de Camargo tornava pública as terras que abrigavam as cataratas. O Parque Nacional, porém, só nasceria 23 anos depois, em 1939, no governo de Getúlio Vargas". (em TEIXEIRA, Wilson e LINSKER, Roberto (coordenadores). "Sul - Parques Nacionais, Cânions e Cataratas: Ed. Terra Virgem, pág. 183)

Hoje, Santos Dumont é justamente homenageado no parque, com uma estátua localizada próxima à estação final do ônibus ("Estação Espaço Porto Canoas"), em uma praça cheia de coatis que leva o seu nome.

Estátua de Santos Dumont no Parque Nacional do Iguaçu. Lado Brasileiro.

Frase de Santos Dumont, que sintetiza sua luta pelo parque público. 

A década de 70 marca o início da quinta fase histórica das Cataratas (e também do Parque Nacional do Iguaçu), com a chegada da estrada asfaltada e o início das obras de infraestrutura do parque, que hoje facilitaram a vida do turista, Nesse período histórico destacam-se também a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu (que hoje é a segunda maior do mundo em geração de energia) e a declaração do Parque Nacional do Iguaçu como "Patrimônio Mundial Natural da Humanidade" pela UNESCO, em 17 de novembro de 1986.

Além das Cataratas, o Parque Nacional do Iguaçu, extremamente belo e bem conservado, possui outras atrações.



Iguaçu, uma das sete maravilhas naturais. 

O Parque, diga-se, é imenso: apenas 3% (três por cento) é aberto para a visitação pública. Ou seja, o visitante vê apenas uma pequena parte do que é o parque, o que explica o pouco contato com a maioria dos animais que ali habitam - basicamente apenas os quatis (coatis) são avistados em abundância (a mata tem ainda onças, pumas, jacarés-de-papo amarelo, tucanos de peito amarelo, jacutingas, cobras corais verdadeiras, entre outros).

O quati é um animal bastante comum no parque, que adora roubar comida dos visitantes.
Placas advertem sobre o risco de se alimentar os quatis. 

No que concerne ao passeio dentro do parque, o périplo inicia-se de ônibus, a partir da "Estação Centro de Visitantes", logo na entrada do parque. Dali, são quatro paradas: "Parada Trilha do Poço Preto", "Parada Macuco Safari", "Parada Trilha das Cataratas" e, por fim, a "Estação Espaço Porto Canoas".  Falaremos, a seguir, das atrações de cada uma delas.

Os ônibus homenageiam os animais do parque. 
Um ônibus "cobra-coral" e um ponto em frente ao "Macuco Safári". 


Primeiramente, a "Trilha do Poço Preto", que poucas pessoas fazem. É uma trilha basicamente para observação da biodiversidade do parque, de cerca de nove quilômetros. Pode ser feita a pé, de bicicleta ou carretinha, tudo acompanhado por guias locais. Tem como atrações principais, além da flora e da fauna locais (e a possibilidade de se avistar mais animais), a lagoa do Poço Preto, o observatório de fauna e um passeio de barco até a ilha de Taquara, onde se pode pegar caiaques.

A parada seguinte é a Macuco Safari. Esse é um passeio para quem tem espírito de aventura, porque o objetivo é ir literalmente embaixo das cachoeiras. Um passeio radical, portanto. Primeiro o visitante mais aventureiro faz uma trilha na mata percorrida em carreta puxada por carro elétrico seguida de caminhada. Depois, o passeio de barco rumo às cataratas e à adrenalina... É só para os mais corajosos mesmo...O passeio custa 179 reais.

O início do passeio cheio de aventuras "Macuco Safari".

Cenas do passeio radical 'Macuco Safari". Vai encarar?
É preciso ter muita coragem para encarar o "Macuco Safari" no Iguaçu. 
Mais uma cena do "Macuco Safari" fotografada em 2015.

O melhor passeio do parque, no entanto, em minha opinião, é a "Trilha das Cataratas", que corresponde à terceira parada do ônibus, sem contar a estação inicial do Centro de Visitantes. Ali, a magia começa logo na descida do veículo, com um deslumbrante cenário de quedas-d´água à poucos metros de distância. Indo para a direita, o visitante desce um pouco e chega ao primeiro mirante. Indo para a esquerda, ele encurta caminho e já chega ao segundo mirante, que é mais alto que o primeiro e mais bonito. O primeiro não vale a pena, só vai dar mais trabalho de ter de subir para se chegar ao segundo, que é a mesma imagem, só que mais perto. A trilha segue então por mais 1.200 metros em meio à mata, de um lado, e a visão das quedas de outro. É razoavelmente fácil de ser feita, pois é realizada na sombra a maior parte do tempo, embora com algumas subidas.

Visão a partir da Trilha das Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu. 

A bela imagem proporcionada pela Trilha das Cataratas. 

Beleza inigualável...

A parte mais emocionante da "Trilha das Cataratas" é a ponte que dá acesso à "Garganta do Diabo". Ali o visitante literalmente toma um banho. Capas são oferecidas na entrada da ponte, pois o banho é certo, em qualquer época do ano. A ventania traz a água de maneira inexorável. Um belo espetáculo da natureza...

O mirante mais "chuvoso" do parque. 
Impossível não se molhar!

A última parte do passeio da trilha dá acesso a mirantes (dois inferiores e outro superior) perto da maior cortina de águas, em um cenário belíssimo. É onde ficamos mais perto das águas, onde o ruído ensurdece e encanta. Simplesmente arrebatador. No mesmo local, há lanchonete, elevador panorâmico e uma lojinha de souvenires. Da lojinha vê-se o ruído impressionante das águas, em um cenário raro de se ver - e bastante curioso.

Cenário mais belo não há...

A força das águas.

Pelo elevador, chega-se à estrada e bem próximo à estátua de Santos Dumont, a praça que ele empresta o nome, e o local onde se encontra o restaurante tipo buffet do local. Na mesma praça ainda há lojinha (mais cara que a do macuco safári, diga-se) e um monte de quatis para entreter a criançada (animais com aspecto simpático, porém razoavelmente perigosos). No mesmo local, o ônibus de retorno aguarda os visitantes que queiram deixar o parque. Uma dica para os idosos e pessoas com dificuldade de locomoção: a última parada (Estação Espaço Porto Canoas, que estamos descrevendo nesse parágrafo) permite o acesso ao elevador panorâmico, de onde é possível ter visões maravilhosas das cataratas (como as mostradas acima e abaixo), tanto no piso inferior, quanto no superior. Evita-se a trilha, que pode ser cansativa para quem tem dificuldades de locomoção.

Visão privilegiada a partir  da parte superior do mirante.


Mirante  belíssimo. 


Bem próximo ao "Parque Nacional do Iguaçu", a dica preciosa é visitar o "Parque das Aves".

Enfim, um dos lugares mais bonitos do Brasil. Onde o ruído das águas acalma. Onde a beleza da natureza faz descansar. Onde a vida ganha plenitude.  Onde temos a certeza de que Deus existe, pois, definitivamente, tanta beleza não foi obra do homem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

BONDINHOS AÉREOS, A NOVIDADE DA CACHOEIRA DO CARACOL!

Canela, na "Região das Hortênsias" da Serra Gaúcha, é uma cidade que conta com algumas atrações bastante interessantes.  A maior delas é, sem dúvida, a bela "Cachoeira do Caracol". 

A "Cachoeira do Caracol" é uma das mais visitadas do Rio Grande do Sul, e sua fama advém justamente do cenário fascinante que a compõe - um paredão rochoso, uma exuberante mata nativa ao redor e a volumosa queda d´água . A queda tem 131 metros de altura.

A bela Cascata do Caracol é a maior atração de Canela. 
A Cascata faz parte do "Parque do Caracol", atração considerada quatro estrelas ("não deixe de ir") do guia 4 rodas. Mas aqui vai uma advertência: o "Parque do Caracol" e o "Bondinhos Aéreos Parques da Serra" tem entradas diferentes, sendo, portanto, atrações diferentes.

O Parque conta com várias opções para se fotografar a impressionante cachoeira: o mirante, com vista da cascata, vale e mata nativa, grátis; o Observatório Ecológico, com elevador panorâmico e taxa de nove reais; e, para os fortes e com bom preparo físico e saúde, a "Escada da Perna Bamba", que faz jus ao nome - é uma escada com 730 degraus, após caminhada de cerca de quarenta minutos. O complexo do Parque do Caracol conta ainda com um Centro Histórico Ambiental, a Estação Sonho Vivo, um restaurante e algumas lojas.  

Hoje,   os "bondinhos aéreos"  aparecem também como opção para as pessoas que querem passear, mas não têm tanto fôlego para descer a escadaria de 730 longos degraus...

Os "bondinhos aéreos". Uma opção bonita para se divertir em Canela. 


Bondinhos aéreos não muito distantes dos carros estacionados, chegando à estação Central.

Os "bondinhos" são seguros e fáceis de usar. Em seu interior, é possível a presença de oito pessoas. Basicamente, são três níveis, ou melhor, estações: a "Central", a "Animal" e a "Cascata". A primeira estação utilizada pelo turista é a "Central", em que há estrutura de lojas. Nela forma-se fila para se iniciar o passeio (grandes filas na alta estação, leia-se inverno e final de ano). Após, sobe-se até a estação "Animal" para, em seguida, descer até a estação "Cascata', onde há um mirante para se tirar belas fotos de toda a paisagem referente à Cascata. Lembrando que o mirante daqui é diferente do mirante do Parque do Caracol...


O mirante dos Bondinhos Aéreos. Canela, RS. 


Na estação "Animal", vale a visita ao "Espaço das Esculturas que Falam", onde é possível se divertir com o trabalho de Masaharu Hata (1938-2010), criativo escultor oriental que talhou em madeira bichos e respectivos sons. Para se ter o melhor som, basta esfregar na madeira os apetrechos de mão que estão em cada escultura - o som dos animais é perfeito...

O Bondinhos Aéreos funciona todos os dias de 9 às 17:30 horas (horário de encerramento da bilheteria). Adultos pagam 36 reais; crianças de 0 a 5 anos não pagam nada; de 6 a 12 anos e acima de 60 anos pagam 18 reais. Há descontos para grupos de empresas de turismo. 

Já o Parque do Caracol funciona todos os dias, sendo os horários de 8h45min às 17h45min, de segunda a sexta e até as 18 horas nos sábados, domingos e feriados. O valor das entradas é de 18 reais, para pessoas de 12 anos aos 60.

Para maiores informações, acessar www.parquesdaserra.com.br e www.parquedocaracol.com.br.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

NOVA PETRÓPOLIS, BELO PASSEIO A PARTIR DE GRAMADO!

A região turística brasileira denominada "Serra Gaúcha" é prodigiosa em atrações. Ali temos belas cidades, paisagens exuberantes e um povo marcado pela herança cultural europeia. Nova Petrópolis é uma das cidades que forma o quarteto conhecido como "Região das Hortênsias (as outras são Gramado, Canela e São Francisco de Paula), sendo marcada decisivamente pela colonização alemã.

Nova Petrópolis, cidade fundada por alemães em 1824, é um passeio "bate-e-volta" bem interessante a partir de Gramado. Para ir até lá, recomenda-se alugar um carro em Gramado (ou mesmo em Porto Alegre), já que as outras opções não são boas: os ônibus são cheios (andam, inclusive, com passageiros em pé) e têm horários escassos; os táxis são caríssimos (cobram cerca de 110 reais a corrida de 35 quilômetros entre as duas cidades); e os roteiros turísticos de agências são caracterizados pelo corre-corre de sempre e pelo engessamento do turista (que fica obrigado a consumir nos lugares indicados pelos guias), agradando mais pessoas de "melhor idade" .

Em matéria de compras, o predomínio são das lojas de malhas.  São diversas na cidade, a maioria concentrada na avenida 15 de Novembro. Em maio, a cidade sedia o "Festimalha" no centro de eventos. A cidade de alma alemã conta também com a interessante loja "Kuko´s", onde se vendem relógios de parede e os tradicionais "cucos". Fica também na avenida 15 de novembro, mais precisamente no número 601. 

O lugar mais interessante da cidade é o Parque Aldeia do Imigrante.  É um parque localizado no centro da cidade, com dez hectares, a maior parte de mata nativa. O mais curioso do parque é a aldeia histórica alemã, onde há antigos prédios históricos reconstruídos com base na técnica "enxaimel". A aldeia histórica retrata o modo de vida entre os anos de 1870 e 1910. Muito interessante. Destaque para a igreja do local. No mesmo local, o "Museu Histórico Municipal" , com objetos e roupas características alemãs, guarda algum interesse também. Curiosidade: o parque conta com um local chamado "Dohiô", destinado à prática do sumô, esporte típico japonês. Tal homenagem ao Japão é derivada do intercâmbio que Nova Petrópolis teve com o país oriental ainda na década de noventa do século passado. 


Entrada do Parque Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis, RS. 

O segundo ponto turístico mais procurado é a "Praça das Flores" (ou "Praça da República).  É um belo lugar, com jardins que formam um maravilhoso colorido.Outras atrações da praça: a Casa do Artesão, o monumento "Portal Verde da Imigração", o "Monumento do Cooperativismo" (a cidade é a "capital nacional do cooperativismo") e o "Labirinto Verde". 

A Praça das Flores. 


O "Labirinto Verde", das atrações da praça, merece algumas palavras. O lugar faz a festa de crianças e adultos com a brincadeira de se achar o caminho certo da saída. É feito de arbustos e é um lugar no mínimo curioso. 


Labirinto Verde. Nova Petrópolis. 
A cidade ainda conta com outras atrações: a "Torre Medieval", pórtico de entrada da cidade, aberto diariamente das 9 às 18 horas, gratuito; o "Moinho Rasche"; o "Morro Mallakoff", que se constitui por paredões de pedra basáltica de mais de 100 metros de altura; o "Panelão de  São Roque", lago com saída subterrânea; a "Praça Padre Theodor Amstad", que homenageia o fundador do cooperativismo brasileiro; o simples, mas belo, "Portal Jardim da Serra Gaúcha", que se localiza no Km 6 da RS 235; e o "Recanto dos Pioneiros", local local que foi residência de pioneiros colonizadores alemães e onde é possível conhecer um pouco da cultura alemã.

A cidade conta ainda com roteiros turísticos.  sendo o mais conhecido o "Alemães do Sul".  O passeio custa 35 reais, tem que ser agendado e passa por cinco propriedades rurais, onde se pode conhecer o modo de vida dos boêmios. Mais informações no www.alemaesdosul.com.br e o agendamento pode ser feito pelos telefones (054) 3298-8092 e (054) 3298-8064.

Outro roteiro turístico é o "Roteiro do Cooperativismo". É uma visita guiada para se conhecer as origens do cooperativismo, iniciado em 1902 pelo Padre Theodor Amstad. Passa pelos pontos turísticos principais da cidade. Requer agendamento ( 054- 3281-8100). 

Nova Petrópolis é sede da matriz da empresa calçadista "Dakota". O roteiro pela fábrica de calçados é feito por passarela suspensa, com vídeo e explicação de guias.  Após, os visitantes vão para o Outlet Dakota. Agendamentos pelo fone (054) 3281-8100. 

Vale ainda destacar que o "Café Colonial", banquete típico alemão, é uma tradição gaúcha também com raízes em Nova Petrópolis.  O cardápio inclui pães, bolos (incluindo o "cuca", bolo típico alemão), schimier (geleia), tortas, frios, salsicha, linguiças, amanteigados e itens italianos e gaúchos também, como suco de uva, galeto e lombo de porco. Em geral servem como bebida café, chá de maçã e leite. Enfim, muita comida. A título de curiosidade, não custa lembrar que o café colonial é uma tradição derivada do Kerb, evento que comemorava inauguração de igrejas alemãs. O restaurante mais indicado para se experimentar o "Café Colonial" em Nova Petrópolis é o "Opa´s Kaffeehaus".

Enfim, Nova Petrópolis é uma cidade que merece, seguramente, uma maior atenção por parte dos turistas que visitam a região chamada "Serra Gaúcha".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TURCOMENISTÃO

Bandeira do país.


Bandeira do Turcomenistão. 
Bandeira adotada em 24 de janeiro de 2001. 

As cinco estrelas representam as regiões do país (Ahal, Balkan, Dasoguz, Lebap e Mary). O verde é a cor do país. A ornamentação representa os desenhos dos cinco tipos de carpetes do país.



Mapas e localização do país.


Mapa do Turcomenistão. 


Localização do Turcomenistão na Ásia Central.

Dados do país


Continente: Ásia Central.

Capital: Ashgabat (Asgabate).

Cidades principais:  Turkmenabat, Dasoguz, Mary, Balkanabat, Bayramali.

Língua: Turcomeno.

Moeda: Manat Turcomano.

População:  5 milhões de habitantes.

Atrações turísticas principais: Cratera "Porta do Inferno", também chamada de "Cratera de Darvaz" (Deserto de Karakum); Merv Antiga; Mesquita de Gurbanguly Hajji; Ruínas de Gonur-Tepe; Nisa; Kunya-Urgench; Dehistan/Mishirian; Reserva Natural Kugitang;  Reserva Natural Badhyz; Reserva Natural Syunt Hasardag; Koytendag; Reserva de Biosfera Repetek; Reserva Natural Amudarya; Reserva Natural Hazar; Rota da Seda no Turcomenistão. 

Porta do Inferno, fotografada por Tormod Sandtorv (CC BY - SA 2.0)


Patrimônios Mundiais da UNESCO:  

Merv Antiga (1999).

Merv.  CC BY-SA 2.0 . Por Peretz Partensky from San Francisco, USA

 Kunya-Urgench (2005)

 
Kunya - Urgench. Por Hergit  CC BY-SA 3.0


 Nisa (2007).

Nisa. Por Bjørn Christian Tørrissen - http://bjornfree.com/, CC BY-SA 4.0

Melhor época para visitação: abril/maio/setembro/outubro.

Site: http://www.lonelyplanet.com/turkmenistan

Atualidades: Ex-república socialista soviética, o Turcomenistão, independente deste 1991, foi governado, da independência até 2006, pelo presidente vitalício  Saparmyrat Nyyazow (1940-2006), apelidado de "O Pai de Todos os Turcomanos". O regime era extremamente fechado, o que tornou o país pouco conhecido internacionalmente, embora seja parte da histórica "rota da seda".  O presidente pós Nyyazow, Gurbanguly Berdimuhammedow, parece manter o mesmo estilo de governar do antecessor. Notícias dão conta de que o governo exerce controle sobre a internet. 

Curiosidades: A Porta do Inferno é a atração mais curiosa do país. Trata-se de uma cratera com 60 metros de diâmetro e 20 metros de profundidade, que está em chamas desde 1971. A cratera surgiu a partir de escavações dos soviéticos em busca de petróleo e gás natural. A partir disso, e como a cratera estava cheia de gases tóxicos, os soviéticos resolveram queimá-la. O fato é que a cratera continua queimando, indefinidamente. Corrente minoritária de pesquisadores afirma, em desacordo com essa teoria, que a formação é natural. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

OURO PRETO, PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL!

Minas Gerais destaca-se no cenário brasileiro pela beleza de suas cidades históricas. E Ouro Preto, a antiga Vila Rica, com sua deslumbrante arquitetura de índole barroca, é uma de suas maiores estrelas. Não sem razão, a cidade barroca, com suas inúmeras ladeiras de belos contornos, é listada como "Patrimônio Mundial da UNESCO" desde 1980. 


A beleza de Ouro Preto fora da Praça Tiradentes.


As ladeiras e o casario colonial que fizeram a fama da cidade.

Ouro Preto foi fundada no final do século XVII. O nome advém das primeiras pedrinhas de ouro encontradas por lá, cobertas por uma fina camada de óxido de ferro - o "ouro negro". Durante a era colonial brasileira, Ouro Preto, chamada à época de Vila Rica, era o principal ponto de extração de ouro no país, com dezenas de minas. Algumas dessas minas até hoje são abertas à visitação - as principais são a Chico-Rei", a "Velha" e a "Fonte Meu Bem Querer".

Mas, vale aduzir, a importância histórica de Ouro Preto revela-se no movimento denominado "Inconfidência Mineira", o qual foi abortado por Portugal em 1789, que buscava, em suma, a libertação do país da colonização predatória imposta pelo país europeu. Grandes nomes da história fizeram "história" em Ouro Preto: Tiradentes, Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manoel, Padre Rolim, entre outros. Homens de diversas profissões que tinham uma coisa em comum: libertar o Brasil das amarras com Portugal. Muitos deles foram executados; outros, degredados (mandados para o exílio).  Tiradentes foi um dos que tiveram menos sorte: executado e esquartejado no Rio de Janeiro, teve seus restos mortais jogados no caminho novo, próximo a algumas cidades mineiras, e sua cabeça  exposta em Vila Rica, local em que foi furtada e nunca mais encontrada. 

A beleza de Ouro Preto está nas ruas. A casa verde já foi de Thomaz Gonzaga.
O ponto mais central de Ouro Preto é a Praça Tiradentes. É ali o coração pulsante da cidade, a melhor localização, o ponto de encontro de todos.

Praça Tiradentes, coração de Vila Rica.
Visão geral da movimentada Praça Tiradentes.


A igreja mais bela e rica de Ouro Preto é a Matriz Nossa Senhora do Pilar. Localizada na "parte baixa" da cidade, impressiona por sua riqueza em ouro e pelos detalhes no teto, com destaque para a pintura do "Cordeiro de Deus". A igreja conta ainda com o Museu de Arte Sacra. Paga-se dez reais por pessoa para entrar na igreja, mas pode-se aproveitar o horário de missas para conhecê-la sem a taxa.

A Matriz do Pilar destaca-se em meio ao casario colonial.


Outra igreja igualmente fantástica é a São Francisco de Assis, localizada no largo de Coimbra (local onde tem uma exposição de artesanatos em pedra-sabão). Ali encontramos o famoso teto atribuído a Mestre Athaíde, comparável, para alguns, à Capela Sistina do Vaticano. Não tem o mesmo apelo artístico da obra máxima de Michelângelo, mas realmente é um teto muito bonito. A igreja é considerada também obra-prima de Aleijadinho, que foi responsável pelo risco geral do prédio, além da tribuna, do altar-mor, altares laterais, esculturas da portada, escultura dos púlpitos e a capela-mor.

São Francisco de Assis, grande atração de Ouro Preto. 

São Franciso de Assis.
Para quem tem mais dias para curtir Ouro Preto, vale conhecer ainda outras igrejas: a Matriz Nossa Senhora da Conceição, onde estão os restos mortais de Aleijadinho (hoje a igreja, muito decadente, está em restauração, não sendo possível visitá-la); a Nossa Senhora do Rosário, com sua singular fachada circular ; e a Igreja do Carmo,  com belo teto, azulejos e próxima ao Museu do Oratório.

A Igreja do Carmo. 

O belo teto da Igreja do Carmo.

Azulejos portugueses no interior da Igreja do Carmo. 


A fachada circular é única. Nossa Senhora do Rosário.

Vale destacar, em Ouro Preto, os museus. Pelo menos cinco, dentro do perímetro urbano da cidade, revelam-se interessantes, nessa ordem:

- o da Inconfidência (Praça Tiradentes, 139; www.museudainconfidencia.gov.br, terça a domingo das doze às dezessete e trinta), o mais amplo da cidade, com interessante exposições de objetos e documentos do período colonial (exploração do ouro; derrama; escravidão; inconfidência mineira). O prédio era uma antiga prisão estadual, até se transformar em museu em 1938;

O Museu da Inconfidência domina a Praça Tiradentes.
O Museu da Inconfidência.


- o do Oratório (Adro da Igreja Nossa Senhora do Carmo, 28; www.oratorio.org.br; todos os dias, de nove e meia da manhã às dezessete e trinta), no pátio da Igreja do Carmo, derivado de uma magnífica coleção de oratórios da família de Ângela Gutierrez;

- o de Ciência e Técnica da Escola de Minas/UFOP (Praça Tiradentes, 20; www.museu.em.ufop.br; horário de visitação variável entre os setores, consultar site), que reúne coleções completas nos setores de mineralogia, história natural, metalurgia, mineração, química, física, astronomia, topografia, desenho. Tem ainda uma biblioteca de obras raras;

- o de Arte Sacra (terça a domingo, das 9 às 10:45 e de 12 às 16:45), no interior da Igreja do Pilar;

- o da Casa dos Contos (Rua São José, 12, Centro; segunda, das 14 às 18 horas, terça à sábado, das 10 às 17 horas e domingos e feriados, das 10 às 15 horas), que vale pelo conhecimento de como era uma senzala de escravos e pelo museu da Casa da Moeda, mostrando toda a evolução da cunhagem de moedas no Brasil, além da evolução do nosso dinheiro, dos contos de réis aos reais. Fica em um edifício histórico, que já foi prisão, na "parte baixa" da cidade, considerando a Praça Tiradentes como "parte alta".

Fora do circuito urbano, o Museu das Reduções (Rua São Gonçalo, 131, distrito de Amarantina; www.museudasreducoes.com.br, www.projetoreducao.com.br; de quarta a segunda, das 9 às 16h40), no distrito de Amarantina, também é considerado uma boa atração. Amarantina fica a 25 km de Ouro Preto. O museu conta com 29 réplicas de monumentos de 15 estados brasileiros, expostas em jardins suspensos.

Pitoresco também é o Teatro Municipal, coladinho na Igreja do Carmo, no centro histórico, que funciona também como Casa de Ópera. Um dos mais antigos, senão o mais antigo, das Américas. D. Pedro I e D. Pedro II já ocuparam o camarote do local, em frente ao palco.

O antigo Teatro Municipal, ainda em atividade.


O Teatro, junto ao casario colonial.

Passeio bastante interessante em Ouro Preto é o trem turístico da Vale do Rio Doce. Não é uma "maria-fumaça", mas vale pela bela paisagem. Os poucos quilômetros, dezoito para ser mais exato, entre as duas cidades históricas são percorridos em uma hora. A melhor posição do trem é o lado direito, onde se concentram as maiores atrações, principalmente cachoeiras. Horários: Sextas e sábados (partindo de Ouro Preto, às 10 e às 14:30; partindo de Mariana às 13 e às 16 horas); domingos (de Ouro Preto partem os trens às 10, 13:30 e 16:30 e de Mariana, às 11:30 e 15 horas).



Próximo a Ouro Preto, há ainda outras atrações, além de Mariana, como Lavras Novas, Cachoeira do Campo, Parque do Itacolomi, entre outros.  

Ouro Preto dista menos de 100 quilômetros de Belo Horizonte, e pode ser um passeio bate-e-volta a partir da capital mineira, embora três ou quatro dias inteiros seja o ideal para conhecer todas as atrações da cidade do ouro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"BLUE PENNY MUSEUM" DE MAURÍCIO

Maurício (ou "Ilhas Maurício", ou ainda "Mauritius"), país africano localizado no Oceano Índico, tem belas praias, belezas naturais, boas comidas, um povo gentil e uma peculiaridade: a tradição postal.

Isso mesmo. Maurício tem uma imensa tradição na emissão de selos postais, assim como no carimbologia (uma ciência intimamente ligada com a arte de colecionar selos). Nesse sentido, é um paraíso da filatelia e centro de referência para colecionadores de todo o mundo. E lá encontram-se dois dos selos mais caros do mundo: o "Blue Penny" e o "Orange Penny", no interessante "Blue Penny Museum", localizado no shopping "Caudan Waterfront", o mais importante centro comercial da capital Port Louis.

Em frente ao Blue Penny Museum, em Port Louis, Maurício.

O "Blue Penny" (ou "Two Pence Blue", ou ainda "Blue Pence") tem um valor estimado em dois milhões de reais. Foi emitido em setembro de 1847 pelas Ilhas Maurício, a pedido da Irlanda e da Grã-Bretanha. O que diferencia a peça é a gravação errônea "Post Office" ("Correios")  em vez de "Post Paid" ("Porte Pago"). Isso o torna caríssimo. Por isso também é chamado de "Post Office Stamp", assim como o de cor laranja. Os selos dessa série estão, a maioria, nas mãos de filatelistas privados exceto, justamente, as que estão em exibição no Museu Blue Penny e no Museu Britânico de Londres. Vale destacar, a peça exibida no "Blue Penny Museum" é raríssima e cara pois, além do erro na gravação, não é usada, o que aumenta substancialmente o seu valor.

O "Blue Penny", um dos selos mais caros do mundo. 


Valendo um pouco menos, cerca de um milhão e oitocentos mil reais, o "Orange Penny" padece do mesmo problema do "Blue Penny". Também foi emitido nas Ilhas Maurício em 1847, nos mesmos moldes do "Blue Penny".


O "Orange Penny". Vale quase dois milhões de reais. 


O Museu conta ainda a história das Ilhas Maurício, desde a descoberta das ilhas pelos portugueses, perpassando pelas colonizações holandesa, francesa e britânica. 

Postal alusivo aos dois famosos selos "Post Office", o Orange e o Blue.

O "Blue Penny Museum" abre de segunda à sábado, das dez da manhã às cinco da tarde. Não abre aos domingos e nos feriados. Deve-se chegar até às quatro e meia da tarde para entrar. Adultos pagam 245 rúpias; crianças e estudantes 120; família (dois adultos e duas crianças) paga 580; e grupos maiores tem preços especiais. Vale ressaltar: 100 rúpias mauricianas equivalem a três dólares. 

Há ainda uma loja no local, que vende peças alusivas aos famosos selos, além de material filatélico.