sábado, 30 de abril de 2016

A TORRE DE LONDRES!

Londres é uma cidade espetacular. Cosmopolita, vibrante, muitas vezes estressante, recheada de passeios culturais. E a "Torre de Londres" ("Tower of London" ou ainda "London Tower") é um dos passeios culturais imperdíveis daquela capital europeia.

Torre de Londres, com a White Tower ao fundo.  Foto: Carlos HB/EP

As Joías da Coroa ficam nesse prédio. Uma coleção soberba! Foto: Carlos HB/EP
A Torre, com quase mil anos, tem uma história de terror.Iinicialmente construída por Guilherme I, que inaugurou um castelo temporário em 1.066, o local foi palco de prisões, torturas e mortes.  Todos os que traíam a coroa britânica eram para ali levados.

Foi na Torre de Londres que Thomas Morus (1478-1535) foi aprisionado e executado em 1534-1535..

O último prisioneiro mantido por ali (porém não executado) foi Rudolf Hess (1894-1987), em 1941, um conhecido nazista (apoiador de Hitler) que foi capturado na Escócia.

Mas a famosa torre não foi só prisão - já foi residência oficial, mostra dos animais do reino e "Casa da Moeda" (a cunhagem foi interrompida em 1810).

Passeando pelas inúmeras torres locais.
Quatro lugares são importantes e merecem uma apreciação mais atenta: a "White Tower", a "Capela de St. John", o "Traitor´s Gate" e as "Joias da Coroa".

A "White Tower" foi concluída em 1097, em trabalho que durou 19 anos. Naquela época, era o edifício mais alto de Londres, com 30 metros. É a imagem simbólica mais forte da Torre. Nela, encontramos subdivisões, cada uma com seus apetrechos e um pouco de história contada: o "Royal Castle e a Armour Gallery" (exibem armaduras completas da era Tudor, o que é, no mínimo, curioso); a "Ordnance Gallery" (para exposições temporárias); o "Small Harmony"e  a "Cripta" (exposição de armas); e a "Linha dos Reis" (com armaduras).

White Tower. Foto: Carlos HB/EP
Já a "Capela de St. John" é uma linda igreja românica.

Interior da St. John´s. Foto: Jon Sullivan

 O "Traitor´s Gate" é o portão por onde enravam os prisioneiros à caminho da morte.

CC BY-SA 2.0 Foto: Allen Watkin. Em wikimedia commons.

As "Joias da Coroa" ("The Crown Jewels"), por sua vez, constituem uma belíssima coleção de apetrechos de reis e rainhas, como, por exemplo, "punho e bainha da espada de Estado", cetros de pratas, entre outras. A coleção mostra toda a opulência e riqueza da monarquia britânica, e é um dos pontos altos de qualquer visita à "Terra da Rainha". No mesmo espaço é possível ver um vídeo com a coroação da atual rainha, realizada na Abadia de Westminster em 1953 - o auge da cerimônia ocorre quando a coroa de Santo Eduardo é colocada na cabeça do rei ou rainha ao som do "Deus Salve a Rainha" ("God Save the Queen").

O livro que explora as joias da coroa é rico em detalhes.

A roupa usada pelos reis/rainhas na coroação.

Hoje, a Torre de Londres apresenta aos visitantes, além das fabulosas "Joias da Coroa", vários museus com toda a história do Reino Unido.

Vale dizer ainda que a curiosidade maior da "Torre de Londres" reside nos corvos, uma pequena colônia que vive por lá. Segundo o imaginário local, se um dia os corvos abandonarem a Torre, o reino acabará. Fato que nunca irá acontecer, já que os pássaros tiveram parte de suas asas cortadas, o que impossibilita o voo. Há um cuidador para eles (o "ravenmaster") e existe um memorial no fosso que homenageia os animais mortos a partir de 1950.

O corvo, símbolo da Torre de Londres.
O bucólico local onde ficam os corvos. Foto: Carlos HB/ EP
Serviço

Aberto de terça à sábado, das nove da manhã às dezessete e trinta da tarde. Aos domingos e segundas, abre da dez às dezessete e trinta horas. Chegar trinta minutos antes do final.

Ingressos: à venda pela internet, com desconto em relação ao da bilheteria local. Adulto: 25 libras na bilheteria e 23,10 libras online. Criança de 5 a 15 anos, 12 libras na bilheteria e 10,50 online. Estudantes, pessoas com necessidades especiais e idosos pagam 19,50 libras na bilheteria e 17,60 libras online. Famílias acima de 1 adulto e 3 crianças, 45 libras e 41,30 respectivamente. Famílias acima de 2 adultos e 3 crianças pagam 63 (blilheria) e 57,40 (online). Preços de maio de 2016.

Site: http://www.hrp.org.uk/tower-of-london/#gs.I9Wk_iY

terça-feira, 19 de abril de 2016

PAÍSES QUE VISITEI: A ESCALADA PLANETÁRIA!

1. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (1999/2008/2010).

Welcome to Fabulous Las Vegas Sign. Las Vegas, EUA.


2. ARGENTINA (2000, 2011).

Café Tortoni, Buenos Aires, Argentina.


3. CHILE (2008, 2015).

Relógio de Sol, Viña Del Mar, Chile.

4. FRANÇA (2009)

Arco do Triunfo, Paris, França.

5. TURQUIA (2009)

Praça Sultanhamet e Santa Sofia, Istambul, Turquia.

6. ITÁLIA (2010, 2012)

Coliseu, Roma, Itália.

7. VATICANO (2010)

Igreja São Pedro, Vaticano.

8. URUGUAI (2011, 2015-2016)


Teatro Solis, Montevidéu, Uruguai.

9. ÁUSTRIA (2011)


Palácio de Schonbrunn, Viena, Áustria.


10. HUNGRIA (2011)

Praça dos Heróis, Budapeste, Hungria.

11. ESLOVÁQUIA (2011)

Centro histórico de Bratislava, Eslováquia.

12. REPÚBLICA CHECA (2011)


Centro Histórico de Praga, República Checa.

13. ALEMANHA (2011)


Portão de Brandemburgo, Berlim, Alemanha.

14. ÁFRICA DO SUL (2011)

Cabo da Boa Esperança, África do Sul.

15. BARBADOS (2012)

Miami Beach, Barbados.

16. FINLÂNDIA (2012)


Catedral luterana, Helsinque, Finlândia.

17. SUÉCIA (2012)

Salão onde se realiza o Prêmio Nobel, Estocolmo, Suécia.

18. NORUEGA (2012)

Fiorde Sogne, Noruega.
  19. DINAMARCA (2012)

Centro de Copenhagen, Dinamarca.

20. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (2013)

Burj Khalifa ao fundo, Dubai, Emirados Árabes Unidos.

21. OMÃ (2013) 

Mercado em Omã.


22. PORTUGAL (2013, 2014,  2015, 2017)

Padrão do Descobrimento, Lisboa, Portugal.


23. ESPANHA (2013)


Santiago de Compostela. Espanha.

24. MARROCOS (2013)


Ait Ben Haddou, Marrocos.

25. ÍNDIA (2014)

Taj Mahal, Agra, Índia.


26. NEPAL (2014)

Batkhapur, Nepal.

27. MAURÍCIO (2014)


Belle Mare, Maurício.


28. PARAGUAI (2015)


Ponte da Amizade, Ciudad del Leste, Paraguai.


29. INGLATERRA (2015)

Stonehenge, Inglaterra.

30. BÉLGICA (2015)

Bruges, Bélgica.
31. LUXEMBURGO (2015)
 

Palácio do Grão-Duque, Cidade de Luxemburgo, Luxemburgo. 
 
32. PERU (2016)

Machu Picchu, Peru.
33. GRÉCIA  (2016)

Parthenon, na Acrópole de Atenas. 
 

34. PANAMÁ (2017)

Eclusa de Miraflores, Canal do Panamá.


35. POLÔNIA (2017)

Centro Histórico de Torun, Patrimônio Mundial Unesco, Polônia.    

quinta-feira, 7 de abril de 2016

MAURÍCIO: O GUIA COMPLETO!

A África é um continente cheio de surpresas, uma fonte inesgotável de conhecimento e vivências. É o continente certo para o viajante literalmente buscar novos horizontes e mais, buscar uma nova concepção de vida. Maurício, ou ainda Ilhas Maurício, é um lugar bastante interessante nesse continente espetacular. 

A multicolorida bandeira mauriciana.

O país. 

Localizado no Oceano Índico, mais precisamente na África Oriental, Maurício é um país que tem os seguintes nomes nos vários idiomas: em nosso português, é Maurício; já no português europeu (Portugal), é Maurícia; em inglês, por sua vez, Mauritius. É, ainda, "Maurice" em francês e "Moris" em crioulo.  O curioso nome "próprio" foi dados pelos primeiros colonizadores efetivos, os holandeses, em homenagem a Maurício de Nassau (1567-1625), princípe de Orange entre 1618 e 1625. Curiosidade: embora tenha sido "Princípe de Orange", Nassau nasceu em Dilenburg, que hoje é território alemão. Advertência: não confundir também esse Maurício de Nassau com o conde "João Maurício de Nassau" (1604-1679), que andou por terras brasileiras, sendo o responsável pelo embelezamento do Recife.

A ilha principal, com todas as suas principais cidades.

Maurício está a 800 km de Madagascar, mas forma um conjunto turístico com duas outras ilhas: a elegante e cara Seychelles ao norte e Reunião, um departamento francês, a oeste.

Constituído sob a forma de governo republicana, Maurício é, na verdade, um arquipélago, formado por quatro ilhas: Maurício (a principal e mais turística), Rodrigues, Cargados Carajos e Agalega. As quatro ilhas tem um nome peculiar: são as "Ilhas Mascarenhas Orientais".

A miscelânea cultural que caracteriza o país começou durante a sua colonização, com a sucessão de países que ali aportaram: primeiro os portugueses (1505); depois, os holandeses (1598); franceses e, finalmente, os britânicos.

A independência do país foi conquistada em 1968. O grande nome da libertação de Maurício foi o homem de nome impronunciável sir Seewoosagur Ramgoolam, o famoso "SSR", que dá nome ao moderno e interessante aeroporto do país. Ramgoolam fundou o Partido Trabalhista em 1936 e desde então lutou pela independência mauriciana. Mas a ideia de liberdades civis foi impulsionada antes, quando da visita do líder espiritual indiano Mahatma Gandhi em 1901.

A economia gira em torno da cana-de-açúcar.Também tem tradição na exportação de chá, tabaco e tecidos.

O símbolo do país é o dodô, um animal parecido com um pato, desaparecido no século XVII. Embora parecesse com um pato, como já foi dito, era uma espécie de pombo gigante, com asas curtas e frágeis - por isso não conseguia voar. Pesava cerca de 23 kg. Foram mortos pelos colonizadores, principalmente os marinheiros holandeses - era a refeição destes. Além disso, seus ninhos foram dizimados por animais trazidos por navios. Hoje, o dodô vive na lembrança, representado em diversos suveníres pela ilha. Há muitos esqueletos desse animal em museus da Europa, Estados Unidos e Maurício.

O dodô, símbolo de Maurício presente, inclusive, no brasão do país.

Culturalmente, é importante destacar a "Séga", uma poderosa mistura de dança e música concebida em suas origens pelos escravos que aportaram na ilha.  O principal instrumento utilizado é uma espécie de tambor chamado "ravanne".  A batida começa lenta e vai aumentando aos poucos.

Séga. Apresentação típica. Foto: Carlos HB/ EP.

 A moeda é a rúpia mauriciana. O nome da moeda indica a proximidade do país com a Índia (cuja moeda é a rúpia indiana).

O país disputa com Seychelles as Ilhas Chagos e com a França a ilha Tromellin

Quando ir.

A melhor época para visitar Maurício vai de junho a outubro. De janeiro a março é a época dos ciclones (ou seja, fuja!). Dezembro, abril e maio chovem consideravelmente também. Setembro e outubro são os meses com menor índice pluviométrico.

O céu ideal para curtir maurício. Outubro. Foto: Carlos HB/EP



Atrações principais.

Port Louis.

Port Louis é a capital e a cidade mais importante do país. A cidade não é perigosa durante o dia, muito embora existam casos de pequenos furtos no mercado local. À noite, a indicação é usar táxi e não ficar "dando sopa" na rua.

Vista de Port Louis a partir da Cidadela. Foto: Carlos HB/EP

Renovado em 2004, o Mercado Central de Port Louis (aberto todos os dias de cinco e meia da manhã até as cinco e meia da tarde, exceto no domingo, quando fecha às onze e meia) é uma grande atração da capital, onde o visitante pode encontrar muitos suveníres.

A Place d´Armes é considerada a Champs-Elysées de Port Louis. É uma avenida com palmeiras que leva até a Government House, uma das atrações dessa região, e perpassa pela estátua de Mahé de Labourdonnais.

Port Louis também tem sua "Chinatown".

Outra atração conhecidíssima, e uma visita bem bacana, é o Fort Adelaide, ou Cidadela. Construído pelos britânicos, o forte conta com uma visão completa da pequena capital.

O "Blue Penny Museum" é o museu mais impactante da capital. Explica-se. Maurício tem uma tradição filatélica imensa, além de ser o país de origem de dois dos selos mais caros do mundo: o one penny e o two pence, ambos de 1847. Há um post específico nesse blog sobre esse museu (leia aqui).

O Museu Blue Penny, colado no shopping Caudan.

A capital mauriciana tem ainda três outros museus dignos de nota: o Museu de História Natural e Instituto de Maurício; o Museu Postal de Maurício e o Museu Fotográfico. 

Uma atração pouco conhecida é o Santuário de Père Laval. Père foi um padre que viveu no século 19 (morreu em 1864) e que foi beatificado por João Paulo Segundo durante visita papal no ano de 1979. Père é hoje uma figura muito popular- peregrinos vem de diversas partes do mundo para ver seu túmulo e pedir um milagre (muitos foram atribuídos a ele). 09 de setembro é a data da peregrinação.

Aapravasi Ghat é  outra atração local. Considerada "Patrimônio Mundial da Unesco" (desde 2006), é um pequeno complexo de construções localizado em frente ao mar, e é um monumento representantivo dos milhares de trabalhadores indianos que chegaram à ilha no período que se estendeu de 1849 a 1923. Mas são ruínas, e o turismo de lá não destaca muito essa atração.

Igrejas e templos não são o forte do país, mas três se destacam: St. James, St. Louis e a capela de Maria Rainha da Paz.

Uma mesquita vale a visitação: é a Mesquita Jummah, construída em 1850, a principal da ilha.

O "Hipódromo", chamado oficialmente de "Champ de Mars Racecourse", foi fundado em 1812, sendo o segundo mais antigo do mundo.

O "SSR Memorial Centre for Culture", por sua vez, apresenta a vida do famoso SSR, aquele de quem linhas atrás falamos, figura central na independência do país e que dá nome ao aeroporto. Para quem é curioso, vale conhecer a vida desse mauriciano.

E, finalmente, destaca-se o bairro muçulmano da cidade, o "Plaine Verte".

O shopping principal da cidade, para quem gosta de compras, é o Caudan Waterfront. E para quem gosta de jogar, há o "Port Louis Casino".

O Caudan Waterfront, em Maurício. Shopping. Foto: Carlos HB/EP

Platô Central. 

O Platô Central, continuidade do caos urbano de Port Louis, concentra grande parte da população da ilha. As principais cidades são Phoenix, Rose Hill, Curepipe, Quatre Bornes, Pailles e Moka.

Para quem curte visitas históricas, a dica nessa região é Eureka, uma bela mansão crioula construída em 1830, hoje transformada em museu. É o melhor exemplo de "plantation" (agricultura baseada na monocultura de exportação - geralmente o açúcar e mão de obra escrava) em Maurício.

Norte. 

O norte tem algumas ilhas que se destacam: Coin de Mire, Ile Plate e Ilot Gabriel, Ile Ronde e Ile aux Serpents.

Um dos grandes destaques da ilha, sem dúvida, é o local chamado "SSR Botanical Gardens" ou "Jardins de Pamplemousses". É um belo local, indiscutivelmente, com muitas plantas (incluindo as "brasileiras" vitórias-régias), árvores e flores nativas, constando ainda as famosas tartarugas gigantes.

Vitória-Régia. Foto: Carlos HB/EP
Tartarugas gigantes no Pamplemousses. Foto: Carlos HB/EP

Pamplemousses tem seus caminhos entre árvores. Foto: Carlos HB/EP

 Em "Cap Malhereux", destaca-se a pitoresca igrejinha de "Notre Dame Auxiliatrice", com seu característico teto vermelho.

Notre Dame Auxiliatrice. CC BY-SA 4.0 Foto de Martin Falbisioner

Oeste.

No Oeste destacam-se algumas cidades: a pequena Albion, a menor ainda Flic en Flac; Tamarin e Rivière Noire, onde há a praia Tamarin Beach.

A região conta com o Black River Gorges National Park, o principal da ilha. 

Outra grande atração é a queda d´água Chamarel, um dos cartões-postais da ilha.

Chamarel. User: (WT-shared) Shoestring em wts wikimedia Commons
Não se pode falar na região oeste de Maurício sem mencionar Le Morne. Foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2008, devido à sua importância como abrigo para escravos foragidos nos séculos XVIII e XIX. Maurício ganhou até um apelido por ter sido refúgio de escravos: a "Terra dos Quilombolas".

Le Morne. Foto: Math David.

Sul e Sudeste.

Mahébourg.

Uma das principais atrações da região sul/sudeste da ilha é o "Mercado de Domingo" ("Foire de Mahébourg"), em Mahébourg, cidade de 17.000 habitantes. 

Outras atrações locais incluem o "Museu de História Natural", a "Notre Dame des Anges" e a fábrica "Rault Biscuit". 

Point d´Esny e Blue Bay.

Em Point d´Esny vale conhecer três atrações: Blue Bay Marine Park. Ile Aux Aigrettes e Ile des Deux Cocos. 

As praias dessa região, junto com  as de Belle Mare, são as mais atraentes da ilha. 

Leste.

Ile Aux Cerfs.

Uma ilha belíssima e paradisíaca de Maurício, é um ponto turístico local bastante conhecido e frequentado. São quatro bares e restaurantes à disposição.

De outubro a março, nas noites de sábado, tem festa na ilha, que vai das onze da noite às cinco da manhã.  A admissão, de cerca de 500 rúpias (preço pode ter sido majorado), inclui bote e uma bebida.

Ile Aux Cerf, Maurício.
Mais uma panorâmica da bela ilha. Foto: Carlos HB/Escalada Planetária

Belle Mare e Palmar.

Região famosa pelas praias. Há ainda um templo hindu. 

Praia em Belle Mare.


Rodrigues - A "Outra Maurício".

Ilha pequena e montanhosa, Rodrigues recebe poucos turistas, já que a maioria prefere a ilha principal de Maurício. É um passeio para quem quer conhecer um modo de vida mais tradicional, baseado na agricultura e pesca. A ilha tem praias belas também - Anse Ali é um exemplo.

Anse Ali, praia de Rodrigues. By B.navez - CC BY-SA 3.0


 Onde ficar.

A versão internacional do "Lonely Planet", um dos guias mais utilizados nesse blog como fonte de consulta indica os seguintes hotéis, com a respectiva localização:

Port Louis --> Não é recomendável pelo guia a estada em Port Louis, uma vez que a cidade se transforma em "cidade-fantasma" ao anoitecer. Três hotéis são indicados nessa área: Le St. Georges; Le Suffren Hotel e Marina; Laburdonnais Waterfront Hotel. Mas, convenhamos, em um lugar com tantos resorts maravilhosos, não vislumbramos o porquê de se escolher um hotel em um lugar caótico e pouco romântico como Port Louis. 

Platô Central --> Também não é a região mais adequada para se hospedar. O guia indica também três hotéis nessa área: Auberge de la Madelon; La Potinière; e o Ginger. 

Norte (Trou Aux Biches e Mont Choisy) --> A região conta com muitos apartamentos e vilas. Hotéis e resorts indicados pelo Lonely Planet: Casuarina Hotel; Le Sakoa e Trou Aux Biches Hotel.

Norte (Grand Baie) --> Tem também apartamentos e vilas.  Hotéis indicados: Ventura Hotel; Ti Fleur Soleil; 20 Sud; Verandah Hotel; Le Canonnier; Le Mauricia e Royal Palm. 

Norte (Pereybère) --> Como as outras regiões do norte, tem apartamentos para alugar e vilas. Hotéis e resorts indicados: Pereybère Hotel e Apartments; Ocean Beauty; Le Beach Club e Hibiscus Hotel.

 Norte (Grand Gaube) --> Verandah Paul e Virginie.

Oeste (Albion) --> Club Med La Plantation d´Albion (segundo o Lonely Planet, as praias não são top, mas as piscinas compensam...).

Oeste (Flic and Flac) --> Apartamentos, vilas, pousadas. Hotéis e resorts indicados: Aanari, Seavilla Resort e Spa; Manisa Hotel; Sands Resort; La Pirogue (preferência da Lonely Planet; mais antigo resort de Maurício); Sugar Beach Resort; Hilton e Maradiva.

Oeste (Tamarin) --> Bay Hotel; La Mariposa; Tamarin Hotel.

Oeste (Chamarel) --> Le Coteau Fleurie; Chalets en Champagne; Lakaz Chamarel.

Oeste (La Gaulette) --> Ropsen (indicação do LP); Maison Papaye (Indicação do LP).

Oeste (Península Le Morne) --> Indian Resort; Paradis; Dinarobin e Les Pavillons. 

Sul (Mahébourg) -->  Hotel Les Aigrettes; Tyvabro; Auberge Aquarella e, se tudo estiver cheio, Nice Place Guesthouse e Coco Villa.

Sul (Point D´Esny e Blue Bay ) --> Tem vilas, apartamentos e pousadas. São indicados os hotéis e resorts Le Preskil e Shandrani. 

Leste (Trou d´Eau Douce) --> Four Seasons Resort at Anahita; Le Touessrok.

Leste (Belle Mare e Palmar) --> Emeraude; La Palmeraie; Belle Mare Plage; Le Saint Géran (Preferido do Lonely Planet); Le Prince Maurice (Preferido do LP); Beau Rivage e Residence (o que ficamos).

Onde comer

Em geral, é possível conseguir meia-pensão (ou seja, com o jantar), nos resorts mauricianos. É uma boa pedida, já que a comida é sempre muito boa. No "The Residence", podemos atestar que foram todos os jantares ótimos. 

O Trip Advisor conferiu certificado de excelência para os seguintes restaurantes: Escale Creole (Moka); La Table du Chateau (Mapou); Le Off (Grand Baie); 1974 (Trou Aux Biches); Green Island Beach Restaurant (Trou d´Eau Douce); Zub Express Restaurant (Flic and Flac); La Rougaille Creole (Grand Baie), entre outros.

Dicas de Maurício

Livro "1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer", de Patrícia Schultz (Sextante, 2015, fls. 852 e 853)

"Independente deste 1968, Maurício, com 45 km de largura, é um microcosmo da diversidade cultural e um exótico mosaico de influências indianas, africanas, britânicas, europeias e chinesas. Fica bem distante de qualquer lugar, mas um público variado aflui para cá, entre europeus adoradores de sol, casais em lua de mel e gente que deseja relaxar nos excelentes resorts da ilha, depois de uma temporada de safáris".

"Um dia no hipódromo Champ de Mars, em Port Louis, um dos mais antigos do mundo, é praticamente obrigatório".

"A maioria dos visitantes de Maurício não chega a ir mais ao sul do que o aeroporto. Não siga a onda. Faça uma viagem pela estrada que atravessa a pitoresca aldeia de Mahébourg com suas velhas casas coloridas, depois visite Vieux Grand Port. Suas ruínas e monumentos datam da primeira visita dos holandeses em 1598 e dão uma pista sobre o passado dramático de Maurício'. 

"As melhores praias são as públicas, especialmente nos fins de semana, quando famílias de ilhéus aparecem para encontros ruidosos e banquetes onde todos são bem-vindos".